Ir para o conteúdo
Mostrar cesto Esconder cesto

Fórum Brasileiro de Economia Solidária

Voltar a Artigos e reflexões
Tela cheia Sugerir um artigo

Significado do Trabalho (Da série, ECOSOL-UTOPIAS-TRABALHO)

10 de Maio de 2015, 14:58 , por crisb - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Visualizado 397 vezes
Licenciado sob CC (by-nc-sa)

Existem grupos de pessoas (formadas por outros grupos de pessoas) na nossa vida, com quem você se imagina trabalhando sempre.

Pode acontecer quando para este(s), o trabalho deixa de ser "sinônimo" de algo: penoso, difícil, "um castigo" (como me disse um amigo ao analisar o que a história da Cinderela transmite)... e passa a ser, internamente para cada pessoa, sinônimo de algo maravilhoso, estimulante, revigorante, criativo, apaixonante!

Rizoma: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rizoma_%28filosofia%29

E o que é preciso para se conseguir isso?

Devem existir diversas formas, só precisamos conscientemente nos desafiar (e ao mundo as vezes), de forma paciente/persistente, a constantes aberturas/diálogos sobre novos modos de "ver".

Talvez uma delas tenha como características fomentar sentimentos bons, que as vezes deixamos só para o núcleo familiar, mas que fazem parte também dos relacionamentos de trabalho/militância. E não digo conhecer detalhes da vida pessoal das pessoas, participar de datas comemorativas familiares... - não. Digo especialmente de:

  • Empatia - se colocar no lugar da outra pessoa, realmente, e entender o mundo a partir da visão dela, para buscar aceitá-la. 
  • Confiança - acreditar na outra pessoa. Ajudarem-se, dentro dos seus próprios desejos e entendimentos, a evoluirem juntxs. Não julgar.
  • Cuidado, Amorosidade - Fazer com que todas as conversas sejam reais DIÁLOGOS, sempre com muito carinho e respeito. Com mentes sempre abertas para novas criações coletivas/colaborativas. Praticar a "Escutatória"(Rubem Alvez: http://www.rubemalves.com.br/site/10mais_03.php).
  • Gratidão, reconhecimento - perceber, falar e divulgar ao mundo "cada vez que você reconheceu nesta relação, momentos bons assim".

Pense como é bom reviver momentos de construção compartilhada mesmo - momentos de companheirismo, de respeito, de amorosidade, de partilha, de alegria, de horizontalidade, de cuidado... Momentos onde você confia que todxs deram o seu melhor, onde todxs se animam e buscam sempre um clima de união e bons sentimentos. São momentos que não só estão "abertos para", mas onde "se espera ver": sonhos compartilhados; brincadeiras; planos comuns, colaborativos e igualitários; risos; valores; "causos"; "aprendizados", "entendimentos", "análises sem julgamentos", "arte/reflexões", "cuidados", "escuta ativa"... e principalmente, onde se espera haver confiança e gratidão pelo momento.

Sabemos que pode funcionar assim. A sociedade que queremos, não precisa esperar, o começo é agora. É assim que construimos trabalhos valorosos - que buscam aprofundar/avançar os conhecimentos e experiências de todxs, trabalhos cheios de estímulos aos bons sentimentos, cheios de consensos ao invés de votos; trabalhos justos e solidários - que são os que mudam a humanidade e a vida de todxs, pra melhor. Já iniciando com a prática diária e  interna, em sua totalidade.



Grata.



"Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar.
Paulo Freire


Cristina Brites. Aqui como: Educadora popular e militante por um mundo cada vez mais justo, sustentável e empático. Desenhista educacional, arte-educadora-comunicadora, feminista, mobilizadora e educanda da vida - pelos mesmos fins.

 



Referências:


Entre outrxs, lembranças de

E a imagem (também livre e licenciada em CC) de:

Licença Livre Creative Commons (CC), detalhes em: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/deed.pt_BR

 

 

 

 

"Primeiro levaram os negros. Mas não me importei com isso. Eu não era negro.

Em seguida levaram alguns operários. Mas não me importei com isso. Eu também não era operário.

Depois prenderam os miseráveis. Mas não me importei com isso. Porque eu não sou miserável.

Depois agarraram uns desempregados. Mas como tenho meu emprego. Também não me importei.

Agora estão me levando. Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém. Ninguém se importa comigo."

Bertold Brech







Fonte: crisb

0sem comentários ainda

    Enviar um comentário

    Os campos são obrigatórios.

    Se você é um usuário registrado, pode se identificar e ser reconhecido automaticamente.

    Cancelar

    FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária

    Brazil