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Fórum Brasileiro de Economia Solidária

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Economia Solidária nas eleições 2014

12 de Setembro de 2014, 8:42 , por Daniel Tygel - 2222 comentários | 6 pessoas seguindo este artigo.
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Organização do movimento

2222 comentários

  • Eu com violao 2011 minordaniel
    12 de Setembro de 2014, 8:47

    Comparação de programas de governo na internet

    Pessoal, decidi dar uma olhada no programa da marina
    (http://marinasilva.org.br/programa/) e no da dilma (http://bit.ly/XRWsTL).

    O da dilma tem 42 páginas, e o da marina tem 244 páginas. O da
    marina cita a economia solidária na parte de 'cidadania', mas não
    anuncia nenhum programa para a economia solidária. O da dilma nem cita a
    economia solidária, nem economia criativa, nem micro-empresa, nem
    empreendedorismo. Mais da metade do programa da dilma fala do que fez
    nos 4 anos, e as propostas são bem vagas no sentido de fazer o brasil um
    país desenvolvido.

    O da dilma não cita a agroecologia, e a palavra reforma agrária só é
    citada para falar de ações passadas, sem nenhum programa para frente. No
    caso da marina, a agroecologia tem uma proposta específica: 'Aprofundar
    e expandir programas de capacitação técnica para pequenos agricultores,
    dando atenção especial à agroecologia.'. Também fala de ampliação do
    PAA. Aliás, o PAA também não é citado no programa da dilma.

    E com relação à reforma agrária, o da marina tem uma seção inteira
    dedicada ao tema, das páginas 54 a 59, anunciando um 'plano de reforma
    agrária'.

    É uma pena que o pt não tenha disponibilizado um plano de governo
    de verdade, mas sim uma peça publicitária de 42 páginas. Aí fica difícil
    qualquer comparação qualificada em cima de propostas.

    Abraços!


  • 2a4795459db76ceb3ee587cb1fdf3987?only path=false&size=50&d=identiconOlene
    12 de Setembro de 2014, 10:16

    Estou com Dilma, para salvar o Brasil dos Banqueiros e continuar investindo na Economia Solidária.

    Daniel, antes de tudo se lembre que nem a Marina conhecia o próprio programa quando ele foi anunciado! Bastou um pastor e alguns generais da ditadura reclamarem que Marina mandou alterar o programa. Além do mais, já são muitas denuncias de que o programa dela foi plagiado de programas anteriores do Lula e do FHC. Ou seja: fizeram em uma semana à base do Ctrl+c, Ctrl+v!!!

    Olha, achar que a Marina vai fazer alguma coisa pela economia solidária, é achar que o Itaú de repente se interessou pelo assunto... o que passa longe!!
    Em primeiro lugar a Marina não é uma candidata do povo e sim dos bancos, (o capital financeiro) que é quem está por trás da candidatura dela. Só quem não acompanha fala um absurdo desses!
    Se Marina fosse uma candidatura do povo, ela se aliaria aos movimentos sociais, sindicatos, e organizações populares. Mas na verdade Marina está aliada aos bancos, ao capital financeiro, aos pastores fundamentalistas, e agora, até com os ex generais da ditadura militar!!!
    Lembre-se que o Candidato a vice da Marina é o lobista da Monsanto! O marido da Marina é acusado de ser traficante de madeira na Amazônia.
    Quanto à Dilma, ela sempre foi aberta aos movimentos sociais. No governo dela existe o Pronaf de incentivo à agricultura familiar e outros governos como da Prefeitura de Osasco e São Paulo que são do PT, existem muitas iniciativas de apoio à economia solidária.


  • 2a4795459db76ceb3ee587cb1fdf3987?only path=false&size=50&d=identiconOlene
    12 de Setembro de 2014, 10:19

    a não ser que você defenda os banqueiros também...

    ...e já que seguiu com sua provocação, segura esta onda aqui, ô!!!
    Pessoal me desculpe, mas isto preciso ser divulgado para que possamos tentar salvar o Brasil de uma calamidade dessas! vejam isto:
    Depois de morto, Eduardo ‘doa’ R$ 2,5 mi a Marina
    “estranho que uma campanha que se propõe a fazer a nova política, se valha de artifícios da velha”
    riod​ejan​eiro​.ig.​com.​br/?​url_​laye​r=ht​tp:/​/odi​a.ig​.com​.br/​elei​coes​2014​/201​4-09​-09/​depo​is-d​e-mo​rto-​edua​rdo-​doa-​r-25​-mi-​a-ma​rina​.htm​l

    e vejam mais isto:
    www.​verm​elho​.org​.br/​noti​cia/​2493​41-1
    quem realmente está com a Economia Solidária não vota em Marina nunca.


    • Eu com violao 2011 minordaniel
      13 de Setembro de 2014, 5:32

       

      Olene: vamos nos ater ao debate ao invés de entrar no ataquismo barato? Os 2,5 milhões de doação são a transferência da campanha do eduardo campos para a campanha da marina silva. Não sei se você sabe, mas os candidatos colocam o próprio cpf para receber doação para sua campanha. se um candidato morreu, deve passar o que havia de doações no seu cpf para o novo candidato. não estou defendendo marina, mas este ataque é completamente infundado.


  • 8db94019b123e6ea4c1a7294011af405?only path=false&size=50&d=identiconLeo
    12 de Setembro de 2014, 10:27

     

    Nossa, que fiasco esse programa do PT ein! Aqui em SP, também nada sobre economia solidária em nenhum programa! O do Padilha tem 16 páginas bem na linha do da Dilma. O do Alckmin tem um item inteiro sobre reforma agrária também, nada no do Padilha e nada no do Skaf, e é citado duas vezes no do Maringoni (PSOL e PSTU), no sentido de "ampliar a reforma agrária". Enfim, não tinha me dado ao trabalho de olhar os programas, que decepção... rsrs


  • 7ee7b1872aba0a66c75b441095cf9e17?only path=false&size=50&d=identiconLutero
    12 de Setembro de 2014, 14:16

    Debate Economia Solidária e Programas das Candidaturas à Presidência da República

    Caros/as,

    por todos os fatos a campanha presidencial finalmente saiu da agenda da polarização para a agenda da qualificação.

    Xô ao maniqueísmo, às palavras de ordem!

    Na Economia Solidária somos todos/as comprometidos com a agenda de transformação social onde a ética não é meio de manobra mas compromisso para a superação da iníqua desigualdade brasileira, ainda não tocada de forma consistente e aprofundada.

    Atenção especial para as práticas do poder - basta ao marketing que usa o discurso prá esconder as alianças reais - que desde a Constituição de 1988 e, de modo específico, nos últimos 16 anos não avançou NADA em temas estratégicos para que finalmente o Brasil entre no Século XXI:

    1. Reforma Política;
    2. Reforma Econômica, iniciada pelas Políticas Fiscal e Tributária;
    3. Reforma do Judiciário.

    Temas que tratados explicitamente nos Programas das Candidaturas aparecerá, por decorrência, a questão da Economia Solidárias em seus diversos formatos de atuação - todos na direção da construção coletiva da geração de trabalho e renda.

    Com valores e PRÁTICAS coerentes com a agenda da importante distribuição de renda - familiar, local e regional - tendo como referência internacional os indicadores internacionais (por ex.: PNUD / 8 jeitos de mudar o mundo, entre outros.

    Sem publicização parametrizada a Sociedade brasileira continuará refém da Economia Política da Comunicação - privada e/ou estatal.

    Saudações solidárias.
    Lutero Couto


  • 2a4795459db76ceb3ee587cb1fdf3987?only path=false&size=50&d=identiconOlene
    12 de Setembro de 2014, 14:50

    Economia Solidária?

    Gente, não acredito que quem seja realmente da Economia Solidária de verdade possa estar com Alkmin... kkkk faz me rir!!! ou é infiltrante, ou não sabe nada do que está falando!
    Os únicos lugares que vejo a Economia Solidária crescer, é onde o PT está ou pelo menos partidos de esquerda... E olha que nem sou PT. mas tenho analisado estes fatos de perto.
    Imaginar que partidos de direita estão com o povo, é acreditar em branca de neve e sete anões e o pior é querer que a gente também acredite!


    • Eu com violao 2011 minordaniel
      13 de Setembro de 2014, 4:21

       

      Sinceramente, Olene, teus comentários estão meio agressivos. Quem disse que fazer crítica aos programas do PT significa que não se vai votar na Dilma ou no Padilha? Pode ser uma crítica construtiva, pois o PT há anos está muitíssimo distante dos movimentos sociais.

      Maniqueísmo é avesso ao debate. Vamos discutir sem acusar?


  • Foto varga mbraz minormarcbraz
    13 de Setembro de 2014, 1:47

    Em relação aos povos indígenas

    Procurando a palavra indigena nos dois programas: 0(zero) no de Dilma, várias ocorrências no de Marina. Aliás, várias páginas tratando das questões indígenas e quilombolas. Próximo de 0(zero) também é uma boa definição desse atual governo em relação a política indigenista. Em compensação a ruralista...
    Segue link com entrevista relevante sobre o mais novo ataque à constituição e aos povos indígenas: www.​ihu.​unis​inos​.br/​noti​cias​/521​936-​dilm​a-ce​de-a​-pre​ssao​-dos​-rur​alis​tas-​e-ri​fa-o​s-di​reit​os-i​ndig​enas​-diz​-ant​ropo​loga​-da-​usp


  • Eu com violao 2011 minordaniel
    13 de Setembro de 2014, 4:32

    Mais alguns elementos

    Vou agora colocar algumas impressões minhas de comparação das duas candidaturas. No que elas serão parecidas (ou até melhor para Marina) e no que serão totalmente diferentes (e aí Marina é ameaça total):

    Se for Marina ou Dilma a parte de PARTICIPAÇÃO SOCIAL (conselhos), a parte de POLÍTICAS 'MARGINAIS ALTERNATIVAS' (tipo economia solidária, economia criativa, agroecologia, educação ambiental, soberania alimentar e nutricional, agricultura familiar, reforma agrária), e a parte de POLÍTICAS ASSISTENCIAIS (bolsa família, minha casa minha vida, luz para todos, banda larga, etc) será igual ou talvez até melhor do que Dilma (pois Marina se aproxima mais de uma visão política de negociação e diálogo do que a 'gestora técnica' Dilma, que por exemplo tentou trocar as cisternas de placa do programa 1 milhão de cisternas pela contratação de uma odebrecht para colocar cisternas de plástico no semiárido de uma vez só).

    O que muda entre as duas e com isso gerará retrocessos ao Brasil no caso de vitória da Marina:

    1. Marina dificilmente vai ter base para governar, e terá que abdicar da presidência de modo a ficar como santa: 'tentei fazer as reformas, mas o congresso não deixou') ou pode sofrer impeachment, ou pode mesmo chegar ao final sem fazer muita coisa.

    2; Outra diferença radical entre ambas será a postura macroeconômica no Brasil e nas relações internacionais: O Brasil tem sido peça-chave na construção de um ambiente internacional multilateral, tanto ao apoiar o mercosul e o BRICS, quanto nas relações com países da América Latina, África e Ásia. Podemos ter orgulho de nossa política internacional desde Lula e que contou com a continuidade da Dilma. Uma pena não ter dado mais valor à UNASUL, mas está presente. Marina provavelmente voltaria à teoria da dependência do FHC, se realinhando com os Estados Unidos e Europa (os 'civilizados' - ironia!).

    3. Por fim, no ambiente macroeconômico doméstico, a volta a um ambiente neoliberal é o pior dos mundos: autonomia do Banco Central (e consequente subordinação a interesses dos abutres especuladores, consequente redução do crescimento real do salário mínimo, etc)

    Mas eu acho que Marina não vai conseguir muita coisa nestes retrocessos dos pontos dois e três. O que me entristece é que a crise que estamos vivendo no Brasil e no mundo é civilizatória, e o exército da mídia e dos poderes econômicos não deixa nenhuma brecha para se tentar outras formas de desenvolvimento que não sejam baseadas na concentração de renda de festa de especuladores (neoliberalismo 'verde' da marina) nem no desenvolvimento destruidor do meio-ambiente (neodesenvolvimentismo estatal de dilma).

    E o pior: seria possível outra via de desenvolvimento, se os movimentos sociais estivessem mais fortemente representados no congresso nacional.

    É por isso que participei do plebiscito pela reforma política. Constituinte já! Pelo fim do financiamento de empresas para candidaturas! Fim do cabresto marketeiro eleitoral......

    Para terminar: que sejamos capazes de ter liberdade de fazer críticas ao PT, mesmo sabendo que é o único partido que hoje está efetivamente enfrentando o neoliberalismo de mercado. Não compactuo com a 'crítica estilo PSOL/PSTU', que é irresponsável pois é de quem não está com a responsabilidade do poder. Falo, isso sim, de uma crítica construtiva da necessidade da esquerda institucional se repensar e sair da lógica do transbordamento do copo para distribuição social via neodesenvolvimentismo reproduzindo a piora das condições de sobrevivência de nossa espécie no planeta.


  • C104c3f070728889de4e2e32993bd0f9?only path=false&size=50&d=identiconbeta
    14 de Setembro de 2014, 23:14

    Esclarecimentos e Opiniões

    Excelentes as questões levantadas e fundamental a discussão travada! Seguem algumas considerações:


  • C104c3f070728889de4e2e32993bd0f9?only path=false&size=50&d=identiconbeta
    14 de Setembro de 2014, 23:17

    Política Externa

    A diretriz econômica externa da Marina é mal explicada e bem explorada pelos seus opositores. Mas não é ruim!

    Segue trecho reproduzido do Valor Econômico S.A:

    “O coordenador do programa de governo de Marina Silva, Maurício Rands, disse que a candidatura defende ‘uma reorientação da política externa’. E explica: ‘Vamos acelerar tratados regionais. O Brasil deve ser promotor de acordos bilaterais e regionais.'

    No programa, com 250 páginas, a candidatura diz que vai ‘acelerar as tratativas para uma pronta conclusão em bases equilibradas do acordo de associação entre Mercosul e União Europeia’. Propõe também ‘aproximar o Mercosul com a Aliança do Pacífico’ e o fortalecimento da Unasul.”

    Marina não propõe o rompimento com o Mercosul. O que condena não é a integração ao bloco, mas a subordinação dos interesses nacionais. A regionalização deve servir como estímulo para que as economias menores alcancem o tamanho do mercado brasileiro, não para reduzir a competitividade da nossa indústria.

    Em entrevista, Gianetti esclarece essa “reorientação”:

    “Diante de tantas crises, como a da Argentina, e da baixa relevância das outras economias, como Uruguai e Paraguai, estes são países que devemos ter bom relacionamento e respeito, mas são economias pequenas. Há uma assimetria econômica muito grande no Mercosul e por isso o Brasil não tem mais muito a ganhar com esse acordo. Temos que olhar para o resto do mundo, tentar fazer acordos importantes com a União Européia, com o Japão, e outros países na América Latina. O Canadá também é importante, mas ele está muito atrelado à Nafta, aos Estados Unidos. Então eu deixaria este país para um segundo momento. Temos que focar [naqueles que têm] uma propensão de integrar com o Brasil de forma mais rápida e benéfica

    Na falta de acordos multilaterais nós não temos muita opção além dos acordos bilaterais.

    Continua havendo o Mercosul, mas dentro de outra arquitetura. Deixa de ser uma união aduaneira e passa ser um acordo de livre comércio, como é a Nafta [Tratado Norte-Americano de Livre Comércio], por exemplo. Onde Estados Unidos, México e Canadá têm tarifa zero entre si, mas cada um pratica a tarifa que quiser com o resto do mundo.”

    Além disso, o programa da Marina é o único que se propõe a retomar a tese cepalina da deterioração estrutural dos termos de troca. Esta, sim, responsável pela condenação eterna do brasileiro a resignar-se em produzir para atender os interesses dos mercados externos.

    “Eu acho que em todos os produtos da cadeia do agronegócio o Brasil tem competitividade natural. Por conta da escala de produção, disponibilidade de terra, clima, custo de produção e produtividade agrícola muito boas. Temos que agregar valor a estes produtos. Em vez de exportar carne in natura, por exemplo, importar cortes já embalados. Exportar alimentos já processados, embalados, com marca e boa qualidade. Há uma necessidade de o Brasil focar na agregação de valor.

    A China hoje é totalmente dependente das commodities brasileiras. Na minha opinião, o governo poderia agir melhor nesta relação. [Eles]não compram nossos manufaturados e nem nós temos condições de competir na China.”


    • Eu com violao 2011 minordaniel
      15 de Setembro de 2014, 4:46

       

      Olá Beta: justamente o que você mostra é a prova de quão ruim é a proposta de relações internacionais da Marina: em primeiro lugar, só quer saber de relação por motivos comerciais e com países como Japão, países da Europa Ocidental e Estados Unidos. Em segundo lugar, a fórmula de relação proposta é de acordos comerciais, como por exemplo entre mercosul e união europeia, e com a aliança do pacífico. Estes dois casos são justamente um requentar das propostas horrorosas de estilo ALCA, que a américa latina conseguiu banir, mas que assola muitos países na ásia e na áfrica, dando poderes draconianos para as empresas e investidores, e arrasando com os países, como por exemplo na argentina, na bolívia, na índia, na nigéria. Os acordos de livre comércio propostos no programa de marina são a supremacia dos especuladores em detrimento da soberania política do estado nação.

      Neste ponto a Dilma e o PT se diferencia, e muito: há um processo muito importante de realinhamento das forças no mundo, graças à forma como o Brasil tem lidado com as questões internacionais, em especial na ONU (aumentando o poder do G20, fazendo lobby para abrir o conselho de segurança para mais países, e lutandoo para fortalecer os direitos humanos em relação ao poder econômico), na UNASUL (em especial na parte de resolução de conflitos, deixando a parte econômica em segundo plano), e nos BRICS, que é o principal motivo dos estados unidos quererem Marina ao invés de Dilma: o período 2015-2018 será a consolidação do multilateralismo por conta dos BRICS, mas isso pode ser revertido se o Brasil sob Marina se distanciar da China para voltar a ser subserviente dos eternamente imperialistas estadunidenses e europeus (que se travestem de 'civilizados').

      Ou seja, na minha opinião os elementos do seu comentário só ressaltam o fato de que a política externa de marina é a da cartilha neoliberal do pior e mais velho tipo, já testado e fracassado em todas as regiões do planeta.


      • C104c3f070728889de4e2e32993bd0f9?only path=false&size=50&d=identiconbeta
        18 de Setembro de 2014, 22:40

         

        A Marina não defendeu um afastamento dos países latino americanos ou asiáticos. Sua proposta é a diversificação dos acordos. Segue a lógica da multilateralização, aliada (e não contrária) à regionalização.

        Não acho, de forma alguma, que possa ser considerada uma reedição da ALCA. E exatamente pq combate uma das minhas maiores críticas ao formato da integração conduzida por Dilma: a lógica da relação intergovernamental. É muito arriscado concentramos o poder decisório na mãos do Estado, quando temos governantes que comprovadamente não são confiáveis.

        Por isso não considero que seja, necessariamente, um erro conferir maior poder decisório ao segmento empresarial. Não é o ideal, mas tlvz seja um passo na direção certa. Hj caminhamos em um sentido totalmente antagônico.
        A propósito, a “supremacia dos especuladores”, pra mim, é a marca, justamente, do governo Dilma (Dilma – não PT), que precisa compensar o déficit estrutural da nossa Balança Comercial, via conta de capitais.
        Marina, ao contrário, manteria a vertente da regionalização como estratégia de redução de custos e aumento de escala produtiva. Aliado ao investimento em P&D, com a participação transversal dos bancos públicos, pode ser uma oportunidade de resgatar a competitividade da indústria nacional. Permanecer na condição de exportadores de commodities de baixo valor agregado e sem beneficiamento tecnológico é o que nos condenaria à eterna inserção subordinada na DIT.

        Mas, mais importante do que td que eu penso e disse, é saber se estou dialogando com um defensor incondicional do PT, como muitos dos meus amigos. Nesse caso, sei que perderia meu tempo apresentando quaisquer argumentos, pq já aprendi que não são ponderados, mas rebatidos imediatamente, o que os torna dispensáveis. Só dei sequência ao debate pq enxerguei questões consistentes sendo discutidas, mas não sou filiada de nenhum partido, não trabalho pra nenhum candidato, e não defendo nem o presidencialismo, nem a supremacia do Executivo e muito menos o centralismo de Estado (em acordo com as ideias originais e posteriormente deturpadas de Marx). Ou seja, por favor, não me chame de 'neoliberal' que a ofensa é grande demais :)


  • C104c3f070728889de4e2e32993bd0f9?only path=false&size=50&d=identiconbeta
    14 de Setembro de 2014, 23:22

    Macroeconomia

    Quanto ao 3º ponto vou reproduzir um texto que publiquei no meu facebook tão logo surgiram as primeiras críticas à proposta. Por excesso de preguiça e falta de tempo, segue:

    Eu não sou adepta do Estado Mínimo, nem defendo a auto regulação do mercado. Por outro lado, não consigo defender o discricionarismo da política monetária nacional, enquanto a assisto atender aos interesses particulares de demagogos e corruptos.

    Eu reconheceria a procedência das críticas feitas à independência do BACEN, não fosse a incoerência em serem enunciadas por um governo que conduziu o Brasil à recessão e eliminação de mais de 1,2 milhão de postos de trabalho, além de apresentar a taxa de juros mais alta do mundo.

    O impacto da expansão na oferta monetária sobre as variáveis reais da economia tem sido irrisório, o que se deve, justamente, ao descrédito do poder político em exercício. A autonomia da entidade PODE contribuir para a reversão dessas expectativas, que retroalimentam a inflação. A intervenção do governo – está provado – não.

    O importante é que a política econômica seja conduzida com responsabilidade, por profissionais qualificados, livres de vieses políticos, comprometidos não apenas com o crescimento, mas com o desenvolvimento, econômico nacional.

    Ou será que vamos ter que esperar o próximo 7 x 1 para analisarmos os méritos alemães (Deutsche Bundesbank) ?!


    • Eu com violao 2011 minordaniel
      15 de Setembro de 2014, 4:49

       

      Sinceramente, Beta, este papo que vem da VEJA e da pior mídia do mundo de que foi o atual governo que levou o Brasil à estagnação econômica é um argumento dos mais falhos. O que o Brasil fez foi fortalecer os programas sociais, colocando foco na política e não somente na economia neoliberal. A tal 'crise' do Brasil é muito mais fraca do que no resto do mundo. Estamos em crise civilizacional, e não é colocando receituário neoliberal na macroeconomia que isso vai se resolver. Autonomia do Banco Central é uma afronta ao Estado. Veja os comentários de economistas famosos de todas as vertentes: o estouro da crise foi muito maior nos países em que o livre mercado se manteve soltinho, sem intervenção soberana e política de um estado eleito para servir à população, e não aos especuladores.


      • C104c3f070728889de4e2e32993bd0f9?only path=false&size=50&d=identiconbeta
        18 de Setembro de 2014, 22:30

         

        Bom, sou obrigada a começar a responder dizendo que tive que ficar uns 30mins ‘brincando” no fb até me acalmar o bastante pra redigir algo menos passional.

        “Ver comentários de economistas” de diferentes vertentes é o que eu mais
        faço: sou “um deles” (inscrição CORECONRJ: 26613). Não apenas comentários, mas análises quantitativas e pesquisas macroeconômicas. E nada do que eu disse foi inspirado no “discurso da VEJA”, mas sim em trabalhos de mestres e amigos que acompanhei de dentro do IE-UFRJ. Não consegui inserir os estudos aqui, mas posso te enviar - como para qq pessoa que se interesse, é claro - por e-mail.

        Msm se não quiser analisar os relatórios completos, de coração, leia, pelo menos, o artigo “Governo Dilma e o desempenho da economia brasileira: Mediocridade esférica”, do Reinaldo Gonçalves. É super detalhado e entre os anexos constam todos dados utilizados nas estatísticas.

        Vou reproduzir um fragmento de sua conclusão:

        “Como demonstrado, na perspectiva histórica o governo Dilma é a apoteose da
        mediocridade. O crescimento econômico é medíocre pelos padrões internacionais atuais e pelos padrões históricos brasileiros. Durante este governo o Brasil fica para trás e isto não se explica pelo que acontece no mundo. As causas são domésticas: Modelo Liberal Periférico, o
        déficit de governança, nulidade de liderança e a crise de legitimidade do Estado.

        Esse texto mostra a mediocridade esférica do governo Dilma: sob qualquer ângulo que se analise a geração de renda no Brasil durante o governo Dilma chega-se à mesma conclusão: resultado medíocre.

        A eleição de Lula expressou a vontade popular de transformações estruturais e de ruptura com a herança do governo FHC. Entretanto, o transformismo dos grupos dirigentes do PT gerou grande frustração. O social-liberalismo corrompido do PT se consolidou com as transferências e políticas clientelistas e assistencialistas. Depois de 11 anos de governo há a falência do PT que tem sido absolutamente incapaz de realizar mudanças estruturais no país. Só houve a consolidação do Modelo Liberal Periférico (que reúne o que há de pior no liberalismo e na periferia) e a manutenção da trajetória de Desenvolvimento às Avessas. O transformismo petista gera frustração e revolta.”


  • C104c3f070728889de4e2e32993bd0f9?only path=false&size=50&d=identiconbeta
    14 de Setembro de 2014, 23:27

    Governabilidade

    Respondidos os pontos 2 e 3, tudo que tenho a dizer em relação ao 1º é: se o Brasil não se der uma chance, não poderá mais reclamar da miséria extrema e estagnação do crescimento econômico. Temos que lutar por aquilo que acreditamos.
    Não estou defendendo o programa de governo da Marina pq voto nela. Eu votarei, sim, mas, justamente, pq ela incluiu em seu programa de governo todas as propostas que, como economista, smp defendi (especialmente em relação à matriz energética e reforma agrária).


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