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12 de Janeiro de 2009, 22:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Makau Tomates

17 de Outubro de 2017, 18:24, por Rede Guandu - 0sem comentários ainda

Bruno de Paula (Makao) é um jovem que saiu da urbanização da cidade de Santos para estudar em São Carlos. Por lá, se formou no curso de Química Ambiental na USP, quando teve ciência através da disciplina “Ecotoxicologia” sobre os reais e nefastos malefícios da ingestão de agrotóxicos à saúde dos seres humanos. Numa época de procura por respostas e de muitos questionamentos, conheceu e começou a se interar e participar dos movimentos de Permacultura e Agroecologia na cidade e assim, ajudou a fundar a Associação Veracidade de São Carlos em meados de 2012. Nesse período, trabalhou por muitas vezes na terra, pegando gosto pela coisa, na Ecovila Tibá.

                Na ONG, trabalhou com a reciclagem de resíduos orgânicos através da compostagem onde se nutriu da verdadeira fonte de fertilidade – a matéria orgânica que tanto é desperdiçada. Ali também viu nascer o CSA de São Carlos com muito esforço de pessoas que acreditam na interação mais próxima do Agricultor com o consumidor. Concomitante ao trabalho voluntário nas iniciativas que ali surgiam, desenvolveu mestrado na área de Química Analítica na EMBRAPA Instrumentação, com análise da matéria de Solos da Amazônia. 

                A partir de encontros com muita gente boa, vivências, estudos e de um evento que viria mudar a sua forma de pensar e se relacionar, o ENGA (Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia), que também ajudou a construir na Ecovila Tibá em 2014, resolveu com um pouco de coragem e incerteza mudar de vida….

                Mudar de profissão e se dedicar à produção de alimentos limpos. Estudar para desenvolver conhecimentos e técnicas para expandir a oferta de alimentos para nutrir o corpo e a alma! Enfim… viver tudo aquilo que agora lhe fazia sentido. Dessa forma, em 2015, entrou no curso de Engenharia Agronômica na ESALQ, onde desde o primeiro ano fez parte do Grupo de Agricultura Orgânica Amaranthus. Em 2017, no meio do seu terceiro ano de curso, montou o empreendimento com seu parceiro e também ex-membro do Amaranthus Alessandro Venciguerra. 

                Alessandro Venciguerra (Tio) entrou no curso de Engenharia Agronômica na ESALQ em 2013, depois de já ter cursado Engenharia de Controle e Automação na Unimep. Iniciou o curso sem nenhum vínculo com a agroecologia, apenas com o propósito de obter conhecimento na área de nutrição de plantas, para desenvolvimento de um projeto pessoal para melhorar da qualidade de vida de pequenos produtores rurais.

                Logo nos primeiros anos do curso, através das disciplinas do próprio curso, tomou consciência de como funciona a agricultura convencional no Brasil, da maneira como agem as empresas de biotecnologia e de agroquímicos, e do impacto dessa realidade na saúde humana, no meio ambiente e no êxodo rural brasileiro. A partir de então abraçou a causa da agricultura orgânica, vindo a integrar o Grupo de Agricultura Orgânica Amaranthus.

                Desde então especializou-se em assuntos como criação de galinhas caipiras, produção e processamento de milho orgânico, cultivo protegido de hortaliças e gestão de propriedades rurais. Atualmente também dá assessoria a pequenos produtores rurais interessados em produzir de forma sustentável e em verticalizar sua produção.

                “Tio Makao” vem para oferecer alimentos limpos e saudáveis, focando na experiência do sabor de um alimento produzido sem artificialismos químicos, seguindo a premissa de uma alimentação natural e do movimento “Slow Food”.



Algumas Não Convencionais na Cesta de Produtos da Época

28 de Julho de 2015, 18:34, por Guandu - Rede de consumo - 0sem comentários ainda

Esta semana, na Cesta de Produtos da Época, algumas plantas não convencionais!

Além da mandioca, da couve, dos tomatinhos, da salsinha e do manjericão, a Dona Lourdes e a Thais colocaram: Mentruz (ou Mastruz), Serralha e Trevo.

A Serralha, parente selvagem da alface

Originária da Europa, a serralha (Sonchus oleraceus L.) se espalhou por todo o mundo adaptando-se muito bem a diferentes climas, inclusive ao clima brasileiro. Suas folhas são muito similares ao dente-de-leão, que também é comestível. A planta apresenta um látex que não é tóxico mas que pode causar coceiras. Quando consumida na primavera apresenta um leve amargor, semelhante ao da chicória e da alface que são da mesma família, as Asteraceae.

Assim como o dente-de-leão, pode ser utilizada para o bom funcionamento do fígado e vesículas, para curar diarreias, como depurativo e como digestivo. Sendo assim, seu consumo está normalmente associado a comidas de lenta digestão como feijão e carnes. É rica nas vitaminas A, B e C, cálcio e ferro.

A melhor época de cultivo é entre o inverno e a primavera. Pode ser semeada em sulcos, com dez centímetros de distância entre cada uma.

Por ter um gosto levemente amargo, para a oficina de degustação, acomodamos a serralha na forma de patê, misturando com requeijão e temperos.

O mastruço, uma erva medicinal nativa

Popularmente conhecida como menstruço (Coronopus didymus L. Smith), é uma planta originária da América do Sul, muito comum no Brasil. Erva anual, rasteira, ela gosta de solos úmidos.

Conhecido também por suas propriedades medicinais, o mastruço quando fervido em água e posto em contato com ferimentos, revela-se um excelente cicatrizante. Quando ingerido na forma de infusão é muito indicado para tosses e tem efeito expectorante. Na forma de salada, é eficiente para o tratamento de infecções urinárias, problemas de estômago e fraturas ósseas. Pode ser consumido como salada e no feijão para temperar o caldo, substituindo, por exemplo, a salsinha. Seu gosto é parecido com o agrião.

Trevo ou Azedinha

Existem centenas de espécies de Oxalis, também chamado de falso trevo. Podem ser consumidos em salada ou ainda preparar geléias com suas flores.



Degustação de Brotos de Alfafa por Vida em Movimento – Brotos Vegatais

31 de Março de 2015, 16:03, por Guandu - Rede de consumo - 0sem comentários ainda

No dia 31 de Março, contamos com a participação do Felipe (Vida em Movimento – Brotos Vegetais), que realizou uma degustação de Brotos de Alfafa. Este germinados não só apresentam qualidades nutricionais excepcionais como podem ser produzidos sem nenhum agrotóxico ou insumos químicos.

Para a degustação, o Felipe mostrou algumas formas de como se pode consumir o broto: com pão e patê e também como salada. Os pães utilizados na degustação foram fornecidos pela Lia, do Amor Integral.

Felipe começou a sua produção em 2012 com os brotos de alfafa e tinha por objetivo trazer um alimento altamente rico em vitaminas e minerais na vida das pessoas que buscam alternativas para uma alimentação mais saudável.

O local de produção está situado na cidade de Piracicaba, no bairro da Vila Independência. Conta com um espaço dedicado especificamente à germinação e acondicionamento dos brotos produzidos.



Colherada de Guandu

23 de Novembro de 2014, 16:00, por Guandu - Rede de consumo - 0sem comentários ainda

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colherada

Em tempos de excesso no uso de agrotóxicos, muitas pessoas têm voltado sua atenção para o consumo  de orgânicos, quando possível. Seja para iniciar um estilo de vida mais saudável seja pela busca por alimentos limpo e pela preocupação com a alimentação dos filhos. Atualmente na Rede Guandu, muitos dos produtores são orgânicos – em particular de frutas e hortaliças – e em muitos dos produtos artesanais não são utilizados corantes ou conservantes. Por esses e outros motivos, a Rede Guandu tem se tornado, junto com outros de grupos de consumo no Brasil, um dos locais de referência, juntamente com as feiras livres e feiras de produtores para se adquirir alimentos limpos e de procedência conhecida.

Foi com a ideia de esclarecer aos consumidores a gestão da Rede Guandu que o grupo gestor pensou em um momento específico para ter esta conversa, a qual denominamos “Colherada de Guandu”.

 

A ideia surgiu de uma visita que uma das estagiárias, Nayla Almeida, fez ao grupo de consumo Trocas Verdes, em Campinas, que todo mês realiza uma reunião de acolhida com os novos consumidores. Nessa reunião todos os participantes podem compreender o que é um grupo de consumo, como ele funciona e o que os consumidores podem fazer para ajudar na gestão.

A partir de convites feitos via e-mail e Facebook, foram realizadas quatro dessas conversas no ano de 2014 com a presença de diferentes pessoas de horizontes diferentes. A maioria tinha interesse em saber que tipo de coletivo é esse que toda semana entrega alimentos comprados antecipadamente. Poucas pessoas participaram das conversas, mas pudemos ver a curiosidade em saber como se dá a gestão da Rede e principalmente, os consumidores contavam o por quê do interesse  nos alimentos comercializados pelo grupo.

Para as próximas edições da Colherada de Guandu em 2015 pensamos em utilizar os momentos das degustações e oficinas para um bate papo informal durante as atividades, com o intuito de alcançar mais pessoas e demais interessados.



III Festival Curau

15 de Novembro de 2014, 14:24, por Guandu - Rede de consumo - 0sem comentários ainda

Esquerda para direita: Manuela, Nayla, Morgane, Carou e Tais

No inicio de novembro, nos dias 07, 08 e 09 aconteceu o III Festival Curau – Culturas Regionais e Artes Urbanas em Piracicaba. O Festival é construído de forma colaborativa e promoveu cerca de 40 horas de programação gratuita, com atividades acontecendo em espaços públicos e acessíveis pela cidade (como Rua do Porto, Casa do Povoador e Largo dos Pescadores, SESC Piracicaba).

Nos dias 08 e 09, com muitas atrações culturais e também interfaces audiovisuais, houve uma Feira de Trocas, Feira de Artesanato e Rango orgânico. Tais atividades, que tem perspectiva de fomentar a economia solidária e fortalecer o desenvolvimento local, foram bem recebidas no festival. Dentre essas novidades citadas, a novidade foi a Feira de Artesanato, mas o Rango orgânico, que já havia acontecido na edição anterior, fez o maior sucesso – além de ser um rango em conta, é gostoso e saudável.

A banca tinha principalmente produtos do sítio São Benedito, da D. Lourdes, sua filha Tais e seu esposo Milton,  oferecendo sucos naturais de tamarindo, acerola e manga, risotto de 3 folhas (almeirão, chicória, espinafre, queijo meia cura artesanal e arroz orgânico) e mandioca frita. O queijo artesanal pode ser encontrado no Mercadão de Piracicaba e os sucos foram feitos com frutos que a própria família colheu, bem como a chicória, o almeirão, o espinafre e a mandioca.

D. Lourdes picando tempero do risotto de 3 folhas

D.Lourdes participa como fornecedora na Rede Guandu há 2 anos, fornecendo doces, verduras e algumas frutas. Assim, nessa edição, bem como na anterior, a Rede Guandu marcou presença na banca do Rango orgânico, auxiliando D. Lourdes e sua filha Tais no preparo das comidas e no atendimento. Nayla, Morgane, Carou, Laura e Vitória são participantes ativas nas atividades da Rede Guandu e puderam colaborar com o evento na banca do Rango orgânico, bem como a Manuela e Denise, que também ajudaram.

No clima de amistosidade, quem chegava para comprar suco acabava sempre voltando para comprar mais um, tamanha a gostosura dos sabores. Alguns reclamavam do preço, mas quando explicávamos o processo que a D. Lourdes fazia para obter o suco – colher as várias acerolas, ou coar um os fiapinhos das mangas -, algumas pessoas pareciam se conscientizar de que realmente é trabalhoso conseguir alimentos com qualidade e que esse trabalho merece ser valorizado.

A Rede Guandu, enquanto rede de consumo consciente, se mobiliza para algumas atividades como essa para tentar alcançar mais pessoas e mostrar que é possível encontrar alimentos de qualidade na região de forma a fortalecer a economia local e valorizar agricultura familiar.

É possível encontrar os produtos da D.Lourdes no site de pedidos da Guandu (clique aqui para acessar) basta ser cadastrado.

 

Fotos retiradas da página no facebook do Festival Curau 2014.