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12 de Janeiro de 2009, 22:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Algumas Não Convencionais na Cesta de Produtos da Época

28 de Julho de 2015, 18:34, por Guandu - Rede de consumo - 0sem comentários ainda

Esta semana, na Cesta de Produtos da Época, algumas plantas não convencionais!

Além da mandioca, da couve, dos tomatinhos, da salsinha e do manjericão, a Dona Lourdes e a Thais colocaram: Mentruz (ou Mastruz), Serralha e Trevo.

A Serralha, parente selvagem da alface

Originária da Europa, a serralha (Sonchus oleraceus L.) se espalhou por todo o mundo adaptando-se muito bem a diferentes climas, inclusive ao clima brasileiro. Suas folhas são muito similares ao dente-de-leão, que também é comestível. A planta apresenta um látex que não é tóxico mas que pode causar coceiras. Quando consumida na primavera apresenta um leve amargor, semelhante ao da chicória e da alface que são da mesma família, as Asteraceae.

Assim como o dente-de-leão, pode ser utilizada para o bom funcionamento do fígado e vesículas, para curar diarreias, como depurativo e como digestivo. Sendo assim, seu consumo está normalmente associado a comidas de lenta digestão como feijão e carnes. É rica nas vitaminas A, B e C, cálcio e ferro.

A melhor época de cultivo é entre o inverno e a primavera. Pode ser semeada em sulcos, com dez centímetros de distância entre cada uma.

Por ter um gosto levemente amargo, para a oficina de degustação, acomodamos a serralha na forma de patê, misturando com requeijão e temperos.

O mastruço, uma erva medicinal nativa

Popularmente conhecida como menstruço (Coronopus didymus L. Smith), é uma planta originária da América do Sul, muito comum no Brasil. Erva anual, rasteira, ela gosta de solos úmidos.

Conhecido também por suas propriedades medicinais, o mastruço quando fervido em água e posto em contato com ferimentos, revela-se um excelente cicatrizante. Quando ingerido na forma de infusão é muito indicado para tosses e tem efeito expectorante. Na forma de salada, é eficiente para o tratamento de infecções urinárias, problemas de estômago e fraturas ósseas. Pode ser consumido como salada e no feijão para temperar o caldo, substituindo, por exemplo, a salsinha. Seu gosto é parecido com o agrião.

Trevo ou Azedinha

Existem centenas de espécies de Oxalis, também chamado de falso trevo. Podem ser consumidos em salada ou ainda preparar geléias com suas flores.



Degustação de Brotos de Alfafa por Vida em Movimento – Brotos Vegatais

31 de Março de 2015, 16:03, por Guandu - Rede de consumo - 0sem comentários ainda

No dia 31 de Março, contamos com a participação do Felipe (Vida em Movimento – Brotos Vegetais), que realizou uma degustação de Brotos de Alfafa. Este germinados não só apresentam qualidades nutricionais excepcionais como podem ser produzidos sem nenhum agrotóxico ou insumos químicos.

Para a degustação, o Felipe mostrou algumas formas de como se pode consumir o broto: com pão e patê e também como salada. Os pães utilizados na degustação foram fornecidos pela Lia, do Amor Integral.

Felipe começou a sua produção em 2012 com os brotos de alfafa e tinha por objetivo trazer um alimento altamente rico em vitaminas e minerais na vida das pessoas que buscam alternativas para uma alimentação mais saudável.

O local de produção está situado na cidade de Piracicaba, no bairro da Vila Independência. Conta com um espaço dedicado especificamente à germinação e acondicionamento dos brotos produzidos.



Colherada de Guandu

23 de Novembro de 2014, 16:00, por Guandu - Rede de consumo - 0sem comentários ainda

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colherada

Em tempos de excesso no uso de agrotóxicos, muitas pessoas têm voltado sua atenção para o consumo  de orgânicos, quando possível. Seja para iniciar um estilo de vida mais saudável seja pela busca por alimentos limpo e pela preocupação com a alimentação dos filhos. Atualmente na Rede Guandu, muitos dos produtores são orgânicos – em particular de frutas e hortaliças – e em muitos dos produtos artesanais não são utilizados corantes ou conservantes. Por esses e outros motivos, a Rede Guandu tem se tornado, junto com outros de grupos de consumo no Brasil, um dos locais de referência, juntamente com as feiras livres e feiras de produtores para se adquirir alimentos limpos e de procedência conhecida.

Foi com a ideia de esclarecer aos consumidores a gestão da Rede Guandu que o grupo gestor pensou em um momento específico para ter esta conversa, a qual denominamos “Colherada de Guandu”.

 

A ideia surgiu de uma visita que uma das estagiárias, Nayla Almeida, fez ao grupo de consumo Trocas Verdes, em Campinas, que todo mês realiza uma reunião de acolhida com os novos consumidores. Nessa reunião todos os participantes podem compreender o que é um grupo de consumo, como ele funciona e o que os consumidores podem fazer para ajudar na gestão.

A partir de convites feitos via e-mail e Facebook, foram realizadas quatro dessas conversas no ano de 2014 com a presença de diferentes pessoas de horizontes diferentes. A maioria tinha interesse em saber que tipo de coletivo é esse que toda semana entrega alimentos comprados antecipadamente. Poucas pessoas participaram das conversas, mas pudemos ver a curiosidade em saber como se dá a gestão da Rede e principalmente, os consumidores contavam o por quê do interesse  nos alimentos comercializados pelo grupo.

Para as próximas edições da Colherada de Guandu em 2015 pensamos em utilizar os momentos das degustações e oficinas para um bate papo informal durante as atividades, com o intuito de alcançar mais pessoas e demais interessados.



III Festival Curau

15 de Novembro de 2014, 14:24, por Guandu - Rede de consumo - 0sem comentários ainda

Esquerda para direita: Manuela, Nayla, Morgane, Carou e Tais

No inicio de novembro, nos dias 07, 08 e 09 aconteceu o III Festival Curau – Culturas Regionais e Artes Urbanas em Piracicaba. O Festival é construído de forma colaborativa e promoveu cerca de 40 horas de programação gratuita, com atividades acontecendo em espaços públicos e acessíveis pela cidade (como Rua do Porto, Casa do Povoador e Largo dos Pescadores, SESC Piracicaba).

Nos dias 08 e 09, com muitas atrações culturais e também interfaces audiovisuais, houve uma Feira de Trocas, Feira de Artesanato e Rango orgânico. Tais atividades, que tem perspectiva de fomentar a economia solidária e fortalecer o desenvolvimento local, foram bem recebidas no festival. Dentre essas novidades citadas, a novidade foi a Feira de Artesanato, mas o Rango orgânico, que já havia acontecido na edição anterior, fez o maior sucesso – além de ser um rango em conta, é gostoso e saudável.

A banca tinha principalmente produtos do sítio São Benedito, da D. Lourdes, sua filha Tais e seu esposo Milton,  oferecendo sucos naturais de tamarindo, acerola e manga, risotto de 3 folhas (almeirão, chicória, espinafre, queijo meia cura artesanal e arroz orgânico) e mandioca frita. O queijo artesanal pode ser encontrado no Mercadão de Piracicaba e os sucos foram feitos com frutos que a própria família colheu, bem como a chicória, o almeirão, o espinafre e a mandioca.

D. Lourdes picando tempero do risotto de 3 folhas

D.Lourdes participa como fornecedora na Rede Guandu há 2 anos, fornecendo doces, verduras e algumas frutas. Assim, nessa edição, bem como na anterior, a Rede Guandu marcou presença na banca do Rango orgânico, auxiliando D. Lourdes e sua filha Tais no preparo das comidas e no atendimento. Nayla, Morgane, Carou, Laura e Vitória são participantes ativas nas atividades da Rede Guandu e puderam colaborar com o evento na banca do Rango orgânico, bem como a Manuela e Denise, que também ajudaram.

No clima de amistosidade, quem chegava para comprar suco acabava sempre voltando para comprar mais um, tamanha a gostosura dos sabores. Alguns reclamavam do preço, mas quando explicávamos o processo que a D. Lourdes fazia para obter o suco – colher as várias acerolas, ou coar um os fiapinhos das mangas -, algumas pessoas pareciam se conscientizar de que realmente é trabalhoso conseguir alimentos com qualidade e que esse trabalho merece ser valorizado.

A Rede Guandu, enquanto rede de consumo consciente, se mobiliza para algumas atividades como essa para tentar alcançar mais pessoas e mostrar que é possível encontrar alimentos de qualidade na região de forma a fortalecer a economia local e valorizar agricultura familiar.

É possível encontrar os produtos da D.Lourdes no site de pedidos da Guandu (clique aqui para acessar) basta ser cadastrado.

 

Fotos retiradas da página no facebook do Festival Curau 2014.



Biodiversidade no Prato

30 de Outubro de 2014, 17:20, por Guandu - Rede de consumo - 0sem comentários ainda

A Rede Guandu faz parte de uma Rede de grupos de consumo pelo Brasil, através de um projeto orquestrado pelo Instituto Kairós − Ética e Atuação Responsável. O Instituto Terra Mater, ONG que apoia a Rede Guandu desde sua criação, foi contratada como Base de Serviço em Consumo Responsável. No quadro deste projeto, realizamos no mês de outubro 2014 duas oficinas com o tema “Biodiversidade no prato”. Este nome foi escolhido a fim  de provocar o seguinte questionamento:

“Você sabe da onde vêm seu alimento?”

Esta pergunta é uma ótima forma de começarmos a refletir sobre todo o percurso que nosso alimento – seja ele fresco ou industrializado – percorreu até chegar ao nosso prato. Sabendo os atores envolvidos, começamos também a perceber que tipo de impactos socioambientais nossas escolhas têm sobre outras pessoas, lugares, ambientes.

Cartaz de divulgação

 

Na primeira oficina de Biodiversidade no Prato, utilizamos algumas das chamadas PANC (Plantas Alternativas Não Convencionais).
As PANC são plantas de uso culinário ou medicinal que não são conhecidas pela maioria das pessoas no seu dia-a-dia. Vale observar que essas plantas não são conhecidas muitas vezes, por nós, moradores da cidade, pois estamos distantes das tradições do campo. Podemos até ver um capim santo por aí e saber o que é, graças uma memória de infância, bem longínqua…

ora-pro-nóbis da flor branca

 No geral, as PANC são plantas rústicas, ou seja, são menos sensíveis à falta ou excesso d’água, solos ruins ou ainda ataques de insetos. Para a primeira oficina-degustação, preparamos um escondidinho de taioba, pão de queijo de ora-pro-nobis, uma salada de ora-pro-nobis  e chá gelado de vinagreira.

 

A ora-pro-nobis, é conhecida como “bife dos pobres” por ser uma planta com alto teor de proteína. É uma das PANC que suporta muitos dias de seca e sol intenso, sendo uma ótima opção de salada para o verão, substituindo a alface. Ela é um pouco suculenta e apresenta uma crocância que estimula o paladar, podendo ficar até 8 dias na geladeira sem murchar. Algumas pessoas sentem um certo amargor, mas observamos que, se o cabinho da folha for retirado essa sensação não ocorre.

 

A taioba, uma planta com porte pré-histórico dado o tamanho de suas folhas, é muito utilizada na culinária mineira. Seu sabor lembra o espinafre, com uma diferença no preparo. Sempre deve-se pré-cozinhar as folhas da taioba, seja em água fervente seja refogando. Ao comer um pequeno pedaço da folha crua, você irá perceber uma coceira intensa na garganta. Essa sensação se deve aos sais de oxalato de cálcio presentes na folha e nas nervuras, que recomenda-se retirar. Após a fervura ou cozimento não há mais problema e você pode se aventurar em diferentes receitas. Podemos ver nas feiras livres de Minas Gerais que a taioba aparece nas bancas assim como as outras hortaliças de uso comum, como a chicória por exemplo.
A folha da taioba pode ser confundida com aquela do Inhame. Observe no desenho abaixo que o ponto de inserção do caule na folha da taioba é exatamente ao final das duas linhas que fecham o desenho de “coração” ou o “V” na folha. No inhame o “V” não é tão bem definido e o ponto de inserção do caule é no meio da folha.

 

diferença entre a folha da taioba e do inhame

folha da taioba comestível

Segue um vídeo explicando como diferenciar a taioba mansa, da taioba brava, que não é comestível:

https://www.youtube.com/watch?v=S_b5BfHcpvE

Com a flor da vinageira fizemos o chá. E com suas folhas é possível também fazer o cuxá, um molho típico do Maranhão que usa outros ingredientes típicos da culinária indígena como o camarão seco farinha de mandioca.

flor da vinagreira Hibiscus sabdariffa

folha da vinagreira

Os consumidores provaram e aprovaram todas as receitas. Tente você também! Pergunte na feira se é possível conseguir, algum vizinho às vezes até pode ter uma ora-pro-nobis como cerca viva (é muito comum) e não saber que é comestível, olhe os jardins por aí, pegue uma mudinha!
Mas atenção para não pegar a planta errada, seja prudente na hora de experimentar não mastigue grandes quantidades e sempre dê uma pesquisada na internet, preferencialmente em sites de botânica.

Uma dica é este livro, de lançamento recente pelo autor Valdely Kinupp, referência nacional no assunto PANC, compilou várias plantas e receitas num só livro. O autor também fez sua tese de doutorado sobre o tema, cujo título é Plantas alimentícias não-convencionais da região metropolitana de Porto Alegre, RS, pode ser encontrar o pdf aqui .