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Debate sobre viabilidade e sensibilização de consumo responsável ocorre no Rio de Janeiro

8 de Junho de 2014, 17:34 , por Ligia - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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ImageO que é a viabilidade no contexto dos Grupos de Consumo Responsável (GCR)? Quais as etapas para consumir um produto, seja ele com uso de intermediários ou diretamente do produtor/a? Qual o cálculo para formar o preço de venda de um produto? Estas e outras questões foram debatidas entre representantes de Grupos de Consumo do país nesta quinta, sexta-feira e sábado, na cidade do Rio de Janeiro.

Em muitas das experiências dos GCR as parcerias para espaço de entrega e a militância para o trabalho de gestão dos coletivos encobrem alguns custos que não são desembolsados, mas existem no fluxo de atuação dos Grupos de Consumo. Tais custos merecem serem conhecidos para a adequada viabilidade e conhecimento da dimensão econômica e da gestão dos GCR.

O preço justo entra neste debate, sendo qualificado como uma busca a ser praticada num mercado injusto e desigual, aonde a plena realização da proposta é um desafio e uma imperfeição. Os princípios e valores de comunicação, transparência, justiça, democracia, entre outros, foram destacados para a prática do preço justo, além do respeito aos trabalhadores e ao meio ambiente este processo de produção, comercialização e consumo. A proposta de financiar a produção dos agricultores familiares e empreendimentos de economia solidária é uma proposta dos GCR que foge da lógica no mercado capitalista, com o desafio de levantar a prática do preço justo junto as políticas públicas, além da sensibilização e conscientização de mais consumidoras/es, tanto urbanas, quanto rurais para o consumo responsável.

Foi destacado que é fundamental realizar atividades formativas com as/es agricultoras/es familiares sobre a compreensão e composição de preço, para consciencização do valor e dos custos de produção e de vendas, facilitando o processo informativo e de autonomia da agricultura familiar e economia solidária.

Neste sentido, a sensibilização e conscientização de sair da lógica do ganha-perde, da concorrência e da exploração nas práticas comerciais e nos fluxos que ela envolve, é um requisito fundamental para expandir e ampliar a prática do consumo responsável, saindo de iniciativas de nicho de mercado e de pequenos grupos isolados. A estratégia da Rede de Grupos de Consumo Responsável é fundamental para isso, para articular, ampliar e fortalecer as iniciativas existentes.

Outro debate levantado foi relativo a formalização destas iniciativas, pois segundo a legislação vigente não é possível formalizar uma cooperativa que seja de consumidoras/es e de produtoras/es ao mesmo tempo. Por outro lado, foi colocado por alguns CGR que a não legalização é também uma forma de protesto perante a estrutura estatal e regulatória existente.

Além disso, a oficina também contou com a visita à separação de produtos perecíveis (verduras, frutas e legumes) e produtos beneficiados da agroecologia e da economia solidária de núcleos da Rede Ecológica e feiras o que permitiu a interação e o conhecimento da experiência na cidade do Rio de Janeiro, num processo rico de troca, mutirão, conhecimento e reforço da proposta.


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