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Fóruns estaduais debatem organização da V Plenária Nacional da Economia Solidária

14 de Fevereiro de 2012, 22:00 , por Desconhecido - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Por Secretaria Executiva do FBES

Mais de 150 trabalhadores e trabalhadoras da economia solidária participaram ontem (14) da videoconferência para debater a Metodologia e Questões Orientadoras da V Plenária Nacional da Economia Solidária.

* Para assistir na íntegra toda a videoconferência com duração de 2h15', acesse: http://pt-br.justin.tv/pmbcn/b/308565664?

A Comissão organizadora nacional apresentou os dois documentos propositivos enviados aos fóruns estaduais, disponíveis em:

http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=474&Itemid=99999999

"Queremos articular nossas lutas, bandeiras e praticas do nosso dia-a-dia nas atividades dos nossos fóruns de economia solidária e das práticas solidárias nos nossos territórios, ampliando nossas práticas com lutas que se complementam à nossa, como as ligadas à juventude, agroecologia, raça e etnia para dar maior visibilidade e força às nossas ações", iniciou Ana Dubeux integrante do fórum pernambucano de economia solidária e da coordenação organizadora nacional, apresentando o documento sobre Questões Orientadoras para as Plenárias Locais e Estaduais.

Partindo do contexto geral sobre o histórico das plenárias construídas pelo movimento de economia solidária, foi colocado os principais objetivos da V Plenária:

* Contribuir para a consolidação do movimento de economia solidária, afirmando-o como movimento social contra o capitalismo e por uma nova sociedade e organização social, política e econômica;

* Contribuir para o processo de estruturação e organização do Fórum Brasileiro de Economia Solidária;

* Ampliar diálogos, articulações de alianças estratégicas, parcerias e convergências com outros movimentos sociais na construção de uma sociedade justa, solidária, diversa, autogestionária e sustentável.

Esta V Plenária se estrutura em três dimensões de debate, como conseqüência do acúmulo dos debates do movimento de economia solidária do último triênio e em especial da X Reunião da Coordenação Nacional do FBES:

* Orientação política do movimento

* Orientação das ações do movimento

* Organicidade do movimento

Ou seja, são 3 blocos que pensam desde as questões mais amplas e gerais sobre nossa perspectiva e horizonte (orientação política), em seguida reflete sobre tais diretrizes a partir de ações prioritárias (orientação das ações), e por fim, reflitam sobre a estrutura e organização do FBES (organicidade).

"Não teremos condições de discutir todas as dimensões em todas as etapas da plenária, nas locais, territoriais e estaduais. Mas em todas há aprovação de regimento interno e escolha de representantes para a etapa seguinte. Na local há um importante nivelamento dos acúmulos e a visibilização de experiências concretas de economia solidária, gerando elementos para partir para análise de conjuntura e proposição de ações. Na etapa estadual ela parte de uma síntese sobre o que ocorreu nas plenárias locais, posteriormente há um debate sobre a orientação política e com menor tempo também será debatida a nossa organicidade e estrutura. Nos documentos há proposta de metodologia e conteúdo para cada uma destas etapas" sinalizou Diogo Rego do fórum baiano e coordenação organizadora nacional, apresentando o documento sobre Orientações Gerais e Indicativos Metodológicos.

"A IV Plenária foi de olhar para dentro, agora é o momento de olharmos para fora, por isso que nas plenárias locais haverá a proposição de ações prioritárias em nível local, estadual e nacional; já nas plenárias estaduais serão sistematizados os debates em 3 cartas para o movimento da economia solidária, aos movimentos sociais e à sociedade, ou seja, estas cartas serão a expressão política dos estados para estes atores, nosso posicionamento, compromissos e propostas", complementou Tiana do fórum do Mato Grosso do Sul e da coordenação organizadora nacional.

"As cartas terão que ser divulgadas ao máximo para nossa visibilidade, uma ferramenta para nos colocarmos contra este projeto maciço de desenvolvimento capitalista", colocou Maria Luiza do fórum do Maranhão.

No debate após a apresentação dos documentos, foi esclarecido que os documentos apresentados são propositivos para os debates e orientação sobre a construção deste importante processo nacional para o fortalecimento do movimento de economia solidária, ou seja, ainda não é um documento-base e para complementações, visto que o documento-base será o resultado da sistematização das plenárias estaduais.

Também foi debatida a diferença entre o que é uma conferência e o que é uma plenária. "Enquanto as conferências são momentos provocados e organizados pelo estado e pelo governo, no sentido da sociedade civil dizer quais políticas públicas são necessárias. As plenárias são momento do movimento, construídas, organizadas e financiadas pelo movimento de economia solidária, uma avaliação nossa sobre nossas ações e do nosso projeto político com base na autogestão. Não podemos transformar nossa plenária em conferência, temos que ter clareza sobre nossa autonomia e sustentabilidade do nosso projeto de sociedade e das nossas ações", esclareceu Ana Dubeux.

Com relação aos participantes foi explicado que estarão participando da plenária atores que não estão necessariamente envolvidos com os fóruns de economia solidária, mas que sejam trabalhadores e trabalhadoras da economia solidária atuando como algum dos segmentos definidos na IV Plenária (empreendimentos de economia solidária, entidades de apoio e gestores), além da importante participação dos movimentos sociais que já estão articulados com os fóruns e outros movimentos sociais que praticam a economia solidária, mas que ainda não estão articulados ao movimento de economia solidária.

Alguns estados já definiram a quantidade e a organização territorial das suas plenárias, como Tocantins, Pará, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. E até o momento não há recursos garantidos para as plenárias nos estados, cada estado terá que buscar parcerias e apoio para realizar seus debates e atividades.

"Vamos aproveitar nossos parceiros para captar recursos e operacionalizar, sejamos pro-ativos e não vamos depender apenas do governo, será uma construção nossa", finalizou Diogo.

Participaram da videoconferência 20 estados: Nordeste: Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraíba, Bahia, Piauí; Norte: Tocantins, Pará e Amazonas; Sul: Santa Catarina e Rio Grande do Sul; Sudeste: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo; Centro-Oeste: Distrito Federal e Mato Grosso.

Foram colocados como encaminhamentos finais:

• Até 26/03 estados definem comissão organizadora estadual e a quantidade de plenárias locais e territoriais

• Até 01/03 contribuição por email dos documentos

• Comissão Nacional envia modelo de regimento interno (adaptar o da IV Plenária) e proposta de metodologia para análise de conjuntura (por exemplo, a que utilizamos na X Reunião)

• Fóruns Estaduais informarem para secretaria executiva a quantidade de fóruns locais e de atores envolvidos nos fóruns, falta enviar os estados de: AP, AM, BA, MS, PR, PE, PI, RN, RO, RR, SC, SP, TO

• Propostas colocadas

o Ao invés de 3 cartas apenas 1 para convergir força política

o Realizar processos preparativos de formação antes nos locais com fóruns formados recentemente, debatendo histórico do movimento de economia solidária

o Incidência do movimento da economia solidária na Conferência sobre o Trabalho Decente e na de Desenvolvimento Rural


Fonte: http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6736&Itemid=62

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