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CCABC apoiará o Acampamento Egidio Bruneto em Lagoinha, SP pela democracia e pela vida

8 de Maio de 2016, 11:21 , por Consumo Consciente ABC - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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A lógica do agronegócio é uma só, o lucro pelo lucro. Para alcançar esse objetivo os ruralistas simplesmente investem em tecnologias nocivas que transgridem as leis naturais e quem paga o preço da busca por esse lucro é a natureza, o trabalhador do campo, da cidade e a população que consome produtos envenenados.

Em vistas da crise política brasileira, o congresso nacional está mostrando quem eles são, as verdadeiras intenções da bancada ruralista estão sendo reveladas, as propostas são as mais perversas, tais como criminalização dos movimentos sociais, aprovação do uso de agrotóxicos já obsoletos e proibidos em diversos países, mudança da terminologia para “defensivos fitossanitários”, fim dos licenciamentos ambientais e por ai vai, está um show de horrores.

A proposta do deputado Marcos Montes (PSD-MG) é a mais horrenda, ele apresentará para Michel Temer, caso o processo de impeachment seja consolidado, mudar a constituição para colocar o Exército Brasileiro em enfrentamento direto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Diz ele que é para promover a paz no campo e defender a propriedade privada. Essa é uma medida antidemocrática da qual conserva o poder da elite detentora de terra e trava o desenvolvimento do país, pois terra improdutiva é boa apenas para se especular. Os Movimentos Sociais tem políticas sérias sobre agroecologia e é por isso que a Cooperativa Consumo Consciente ABC apoia os assentamentos e acampamentos e luta junto aos movimentos sociais para que a agroecologia seja a política de desenvolvimento rural brasileira, que promova a vida, a saúde e a economia solidária e cooperativa.

Acampamento em Lagoinha, SP

A Comunidade de Apoio a Agroecologia Familiar (CSA-ABC) da Cooperativa CCABC vem tomando corpo, em decisões democráticas, vem buscando formas de apoiar a produção agroecológica familiar fazendo naturalmente ela ser apoiadora também dos movimentos sociais, pois com o agronegócio não tem diálogo sobre agroecologia. A Comunidade assumiu o compromisso com o recém Assentamento Dom Orlando Dotti do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), localizado em Esmeralda no Rio Grande do Sul, com o Assentamento IRGA (MST), em Eldorado do Sul no Rio Grande do Sul, com o Assentamento Nova Esperança (MST) em São José dos Campos em São Paulo e agora, em recente visita, ao Acampamento Egídio Bruneto (MST), em Lagoinha em São Paulo, apoiará a ocupação de 55 famílias que estão na beira da estrada aguardando decisões do INCRA para formalização do Assentamento.

Acampamento em Lagoinha, SP

A crise política do Brasil não esfriará as intenções de continuarmos a transição agroecológica em curso e tão necessária para o desenvolvimento do nosso país, a CSA-ABC contribuirá com seu máximo no sentido de acabar com a barbárie do agronegócio frente a natureza e o solo, este nosso mais precioso recurso. Entendemos por transição agroecológica a ocupação de terras improdutivas e implantação de tecnologias sociais para transformação e revitalização do solo.

O Acampamento Egídio Bruneto vem de um histórico conturbado, o INCRA já fez o depósito em juízo do valor da terra, quase 10 milhões de reais, e os acampados chegaram a estar dentro da terra, porém por decisão judicial, eles tiveram que sair por causa de um laudo da CETESB mostrando que a terra faz parte da zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar. O INCRA, através de outro laudo, comprovou que a fazenda não faz parte da zona de amortecimento e, simplesmente, a CETESB engavetou o laudo e o processo está parado, mas os trabalhadores saíram da terra pela decisão judicial, porém o fazendeiro contrariando a decisão legal reocupou a terra. Para os acampados, a falta de ética do fazendeiro em reocupar a terra vem de suas influências políticas junto ao governo estadual e municipal.

Rio Paraitinga, Lagoinha, SP

A terra é totalmente improdutiva, o fazendeiro, que está na lógica do agronegócio, está na verdade falido, pois a tecnologia convencional utilizada por esses produtores é completamente dependente da indústria do veneno e do fertilizante sintético que é cara. A proposta para o desenvolvimento da terra vinda do MST é contrária e visa a permacultura, visa a coletivização do trabalho e o enriquecimento do solo através de tecnologias sociais.

Dias 21 e 22 de maio será realizada oficina agroecológica no acampamento com o intuito de formar os trabalhadores. "O acampamento é um momento provisório de luta e estudo!". Em breve as chamadas serão feitas.

Fonte: http://consumoconscienteabc.blogspot.com/2016/05/ccabc-apoiara-o-acampamento-egidio.html

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