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Segredos públicos

12 de Janeiro de 2009, 22:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

O próximo amor é sempre o melhor

12 de Abril de 2011, 21:00, por rosana kirsch - 0sem comentários ainda

Miro

Números e constelações em amor com uma mulher, de Miró.



Ingenuidade

9 de Abril de 2011, 21:00, por rosana kirsch - 33 comentários

Henri

O sonho, de Henri Rousseau

 

Desamarrei minha alma
desafrouxei o prazer
e saciei o meu corpo.

Aceitei valores mal resolvidos
a intimidade das aventuras
e inventei uma nova mulher.

Briguei com anjos e demônios
suspeitei da boca da noite
e me envolvi na essência do meu ser.

De: Val Bomfim



Nada é impossível de mudar

9 de Abril de 2011, 21:00, por rosana kirsch - 0sem comentários ainda

Brecht


Desconfiai do mais trivial ,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.



Sexualidade e corporalidade: seguindo os passos de Reich

9 de Abril de 2011, 21:00, por rosana kirsch - 0sem comentários ainda

Origem social da repressão sexual e o irracionalismo fascista

Por: Géssica Hellmann

Couraca

Nos importantes centros que formaram a opinião pública da Europa em 1930, o direito de milhões de pessoas à felicidade terrena não foi encarado como evidente por si mesmo. Nem sua falta foi encarada como digna de discussão (Reich, 1991).

A sexualidade humana há milhares de anos vive na obscuridade: uma vida falsa e ulcerosa. O assassinato de origem sexual, os abortos criminosos, a agonia sexual dos adolescentes, a destruição dos impulsos vitais das crianças, a pornografia, a exploração dos anseios humanos por amor por uma vulgar industria consumista. A avaliação social e moral da sexualidade humana estava nas mãos de homens e mulheres sexualmente frustrados.

Qual a origem da repressão sexual? Biológica, como afirmada por seguidores de Freud? Malinowski respondeu a esta questão ao apresentar seu trabalho sobre a vida sexual dos “selvagens” da ilha de Trobriand, provando ser a repressão sexual de origem social e não biológica. Os habitantes da ilha viviam em uma sociedade matriarcal, as crianças desconheciam a repressão sexual, desenvolvendo-se naturalmente. Sua sociedade ignorava as perversões sexuais. O casamento monogâmico voluntário não-compulsivo, que pode ser dissolvido a qualquer hora, prevalece como forma social de vida sexual. Em uma oura ilha próxima, uma tribo vivia um sistema patriarcal e possuía todas as características das neuroses européias.

A repressão sexual é de origem econômico-social e não biológica. Sua função é fundamentar uma cultura patriarcal e autoritária para a escravidão econômica. Esta era patriarcal tentou manter sob controle os impulsos anti-sociais por meio de proibições morais compulsivas, desenvolvendo, assim, uma estrutura psíquica que pode ser dividia em três extratos:

- Superficial: usando uma máscara de autocontrole e polidez compulsiva.
- Inconsciente freudiano: no qual o sadismo, avareza, sensualidade, inveja, perversões de toda sorte são mantidas sob controle, manifestando-se como um “vazio interior”;
- Profundidade: onde existem e agem a sociabilidade e a sexualidade naturais, a alegria espontânea no trabalho e a capacidade para o amor.

O extrato de profundidade estaria em total desacordo com os aspectos da educação e do “controle autoritário”.

Após a Primeira Guerra Mundial, que havia aniquilado muitas famílias patriarcais e autoritárias, a comunidade européia “lutava pela liberdade”, mas cometeu um grande erro ao não reconhecer o defeito universal da neurose de caráter. Na monstruosa traição às massas por governos autoritários que alegavam representar o interesse do povo, na ingenuidade de milhares de jovens que acreditavam servir a uma idéia, o fascismo floresceu sobre o desamparo dos cidadãos do mundo. Com o fascismo, tornou-se patente a neurose da massa. O fascismo alemão deixou claro que não operava com a “inteligência” do povo, e sim, com suas reações emocionais infantis.

As massas queriam “liberdade”, Hitler prometeu-lhes autoridade, liderança ditatorial. Queriam liberdade, mas tinham medo da responsabilidade sobre esta liberdade; encontraram, então, no Führer, o homem que a assumiria por elas.

Reich afirma que o “fascismo é meramente a extrema conseqüência reacionária de todas as anteriores formas não democráticas de liderança dentro da estrutura do mecanismo social”. Foi o anseio pela liberdade e o medo dela que tornou possível o fascismo.

Foi assim que Hitler subiu ao poder. Ele prometia separar o conceito de sexualidade e o conceito de procriação. Chamava de “procriação eugênica superior” a “felicidade no amor”. A teoria de raça é apenas uma extensão das convenientes teorias da hereditariedade. Em outras palavras, a “pureza do sangue alemão” era a justificativa para se livrar da sífilis e da “contaminação judia”. Adolescentes podiam agora entregar-se a relações sexuais se alegassem que estavam procriando filhos no interesse do aperfeiçoamento racial.

Reich afirma que o “anseio inconsciente do prazer sexual na vida e da pureza sexual, unido ao medo da sexualidade natural e ao horror da sexualidade perversa, produz o fascismo e o sádico anti-semitismo”.

Esses fatores permitiriam que o “psicopata sexual” pervertido e criminoso Julius Streicher pusesse seu “Der Stürmer” nas mãos de milhares de jovens e adultos alemães. Os exemplos a seguir foram publicados em edições de 1934:

“Um dia, o velho judeu lançou-se sobre a desprevenida garota não-judia no sótão, violou-a e insultou-a …”

“… Ele tentou fechar a janela para impedir que os vizinhos olhassem para dentro. Então tocou novamente a mulher de modo vil, de um modo tipicamente judeu… Ele até ria de suas tentativas de gritar por socorro…. Verbalmente, agredi-a com palavras mais vis e mais obscenas. E então lançou-se como um tigre sobre o corpo da mulher e completou seu trabalho diabólico”.

Segundo Reich, Stürmer confirmou efetivamente um milhão de vezes a angústia de castração genital, excitando e nutrindo fantasias perversas na população alemã e noutras populações que o leram. Quando questionado sobre essas publicações, Reich fez um sumário curto com as medidas necessárias para combater essa situação:

- Era preciso primeiro explicar as diferenças entre sexualidade doente e sã.
- Denunciar e reunir material de caráter pornográfico do streicherismo a qualquer pessoa de bom senso.
- Reunir e publicar todo material que mostrasse à população que Streicher e seus cúmplices eram psicopatas e criminosos.
- Expor o segredo da influência de Streicher sobre as massas: ele provocava fantasias patológicas.
- A sexualidade patológica que constituía o campo da teoria racial de Hitler e dos crimes de Streicher pode ser combatida mais eficazmente mostrando-se ao povo os processos e modos sadios do comportamento na vida sexual.

Reich afirma que o povo compreenderia a diferença proporcionada por uma sexualidade sadia e satisfatória, que envolve, entre outros fatores, a possibilidade de privacidade com o companheiro amado; que a satisfação sexual não é o mesmo que procriação; que é necessário instalar um numero suficiente de clinicas para tratar de perturbações sexuais; que uma educação sexual afirmativa e racional é imprescindível; que a abstinência sexual prolongada é nociva e só a satisfação livre do sentimento de culpa é benéfica. Em resumo, é preciso lutar pelos direitos de exercer uma sexualidade natural das massas populares.

Bibliografia

Reich, Wilhelm. A função do orgasmo – Problemas econômico-sexuais da energia biológica. São Paulo: Círculo do Livro, 1991.



... e Gargamel também encontrou o amor

9 de Abril de 2011, 21:00, por rosana kirsch - 0sem comentários ainda

Hogatha, o amor de Gargamel...

Para assistir como tudo começou: http://youtu.be/XrOC7eNQv1Q

Ou para ver outro episódio: