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Capoeira é tema de Congresso Mundial de Cultura realizado na UFRB

16 de Setembro de 2013, 12:00 , por Desconhecido - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Proibida por 50 anos pelo Código Penal Brasileiro, a capoeira resistiu a todas as adversidades e rompeu barreiras geográficas. Prova disso, o Congresso Mundial Universitário de Cultura – CAMARÁ 2013, promovido pelo Grupo de Pesquisa GUETO da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Realizado no período de 02 a 14 de setembro, o evento reuniu mestres, contra mestres e professores da capoeira vindos de diversas partes do Brasil e do mundo.

O encontro teve início na sede da Associação Cultural GUETO, em Salvador, e seguiu com atividades na cidade de Amargosa, campus da UFRB. A importância da capoeira para o desenvolvimento social e cultural de crianças e adolescentes e o fortalecimento da ligação entre a capoeira, o esporte e a educação formal mobilizaram os debates. Na programação, palestras, lançamento de livro, competições, festivais, cursos e vivências ministradas pelos capoeiristas. Diversas intervenções também foram realizadas em escolas públicas da região, fomentando o intercâmbio entre a cultura popular e a produção científica.

“Temos um potencial educativo gigantesco nas mãos e muitas vezes isso não é valorizado, pois a cultura escrita é ainda colocada por alguns como superior à cultura oral”, disse o Mestre Jean Pangolin, professor da UFRB e um dos organizadores do evento. No dia 13 de setembro, na Câmara Municipal de Vereadores de Amargosa, ele lançou o seu livro “A Capoeira na Formação da Pessoa com Deficiência Visual”, pela Editora da UFRB. Já lançado no Japão, o livro sistematiza ensinamentos e benefícios desta prática para pessoas cegas; em suas palavras: “abrindo mais uma porta para que acadêmicos respeitem e qualifiquem o trabalho que é feito na capoeira”.

Após o lançamento, uma grande roda com o tema “A capoeira em minha vida” reuniu antigos mestres que contribuíram com o desenvolvimento desta expressão cultural no país, como o Mestre Joel (São Paulo), o Mestre Carcará (Fortaleza) e o Mestre Ferreira (Salvador). Também presente o Mestre Nenéu, filho do Mestre Bimba, baiano que criou o estilo da capoeira regional. “Essas pessoas são a nossa referência”, disse o representante do GUETO em São Paulo, Professor Loup. Ao seu lado, os demais parceiros do grupo no mundo: Contra Mestre Pardal (Equador), Contra Mestre Martin (Argentina), Mestre Strong (Espanha), Professor Ikezaki (Japão) e Professor Dorman (Colômbia).

Durante o evento, eles compartilharam suas experiências e falaram sobre o trabalho realizado em seus países. Além de academias de capoeira, a maioria se envolve também em projetos sociais. Um dos mais fortes, o núcleo do GUETO no Japão já está em oito cidades e com cerca de 600 alunos. O Professor Ikezaki conheceu a capoeira há 14 anos e sempre que pode participa dos eventos na Bahia. Desta vez, trouxe uma aluna para receber a formatura, o primeiro título no processo de profissionalização. “Aqui, a gente tem a oportunidade de estar perto da cultura e dos mestres que são a nossa fonte do conhecimento”, completa o Contra Mestre Pardal.

Ao final da programação, já no dia 14, foi realizado um espetáculo educativo ao ritmo da capoeira, promovido no Espaço Nordeste. Crianças, idosos e pessoas com deficiência mental assistidas pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) entraram na roda, demonstrando a universalidade que essa mistura de arte e jogo representa. “Ela é uma dança de lutadores e uma luta de dançarinos. Toda vez que fica muito evidenciada uma coisa ou outra, não é mais capoeira”, define o Mestre Pangolin.

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Fonte: http://www.ufrb.edu.br/agencia/cultura-e-extensao/3342-capoeira-e-tema-de-congresso-mundial-de-cultura-realizado-na-ufrb

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