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Povo Tupi e utilização de molusco na construção civil no Univerciência

29 de Julho de 2021, 15:45 , por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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O Univerciência deste sábado (31) vai mostrar uma pesquisa que catalogou resquícios de ocupação dos povos indígenas de etnia Tupi na Paraíba. O programa vai falar também sobre uma alternativa aos inseticidas sintéticos e sobre a reutilização da concha de um molusco na construção civil. No ar pela TVE aos sábados, às 14h30, o programa tem horários alternativos às segundas-feiras, às 20h, e quartas-feiras, às 7h30.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) catalogou resquícios de ocupação de povos indígenas de etnia Tupi em pelo menos 16 localidades do Brejo, Agreste e Sertão paraibanos, regiões historicamente conhecidas por terem sido ocupadas por povos originários de outra etnia, os tapuias. Os objetos descobertos no sítio Moconha, em Serra Grande, semelhantes a grandes panelas de barro, revelam a forma como os tupis sepultavam seus mortos – eles aproveitavam os recipientes velhos que eram usados para cozinhar, guardar água ou comida. O material descoberto é tratado e guardado no Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da universidade e pode ajudar a reescrever a história do estado.

A busca por produtos inseticidas mais eficientes, seguros e menos tóxicos é de grande interesse para a ciência já que muitas doenças de importância epidemiológica são transmitidas por insetos. Pensando nisso, cientistas do Laboratório de Pesquisas de Inseticidas Naturais (Lapin) e do Laboratório de Pesquisas e Produtos Naturais (Lapron), ambos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), vêm desenvolvendo estudos acadêmicos para produção de inseticidas alternativos no mercado, uma vez que a grande maioria dos produtos comercializados são sintéticos, e o uso em doses cada vez maiores vem provocando a contaminação de solos, águas, alimentos, animais e, consequentemente, do próprio ser humano.

Pesquisadores da Universidade de Pernambuco (UPE) encontraram uma solução para os resíduos ricos em cálcio, magnésio e fósforo, que são descartados e provocam desequilíbrio ecológico. As pesquisas científicas comprovaram que a mistura da trituração da casca do sururu, molusco que é uma das principais iguarias da culinária na região da Ilha de Deus, em Pernambuco, associada a alguns outros insumos resultam em um material muito semelhante a areia e pode ser utilizado na construção civil. O projeto tem o objetivo de limpar a paisagem da Ilha e ainda possibilitar aos moradores a reutilização do produto extraído desse descarte do molusco. O trabalho vem sendo elaborado com a comunidade local, que vive em uma região pesqueira e que tem sua economia ligada aos recursos naturais extraídos de rios e mangues que circundam a cidade.

O programa Univerciência tem a participação de instituições de todos os estados nordestinos a partir da parceria entre as universidades e televisões públicas da região. A produção do conteúdo é colaborativa e a veiculação acontece em TV’s públicas, educativas, culturais e universitárias, e nos canais das emissoras e das universidades na Internet.

Onde assistir

Sábado, 31/07, às 14h30, no canal do Youtube da TVE.

Segunda, 02/08, às 10h, no canal do Youtube da TV UFRB.


Fonte: https://www.ufrb.edu.br/portal/noticias/6232-povo-tupi-e-utilizacao-de-molusco-na-construcao-civil-no-univerciencia

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