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Encontro se encerra com críticas ao atual modelo de desenvolvimento

2 de Outubro de 2011, 21:00 , por Alan Freihof Tygel - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Katarine Flor, Agênica Pulsar Brasil

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O Encontro Nacional de Diálogos e Convergências se encerrou nesta quinta-feira (29). O evento debateu agroecologia, saúde e justiça ambiental, soberania alimentar, economia solidária e feminismo. Além disso, buscou unificar estas lutas sociais.

A Carta Política do Encontro foi entregue ao secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência, Paulo Maltos. Ele esteve no Encontro representando o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

O documento critica o padrão de desenvolvimento estabelecido pelo governo da presidenta Dilma Rousseff, que se baseia no crescimento econômico pela via da exportação de commodities. Ou seja, de mercadorias, principalmente minérios e agrícolas, que são produzidas em larga escala e comercializadas em nível mundial.

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De acordo com as redes, organizações e movimentos sociais que assinaram a Carta, esse modelo de desenvolvimento gera destruição do meio ambiente, pobreza e violência no campo. A expulsão e o deslocamento de populações pela ação de grandes projetos como hidrelétricas, expansão das monoculturas e o crescimento da mineração também receberam críticas.

O documento afirma que a desestruturação dos meios de vida ameaça a soberania alimentar. E constata que os maiores beneficiados e principiais incentivadores desse modelo de desenvolvimento são as empresas transnacionais relacionadas à agroindústria e ao mercado financeiro.

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Segundo a Carta Política, as “corporações já não conseguem ocultar suas responsabilidades na produção de uma crise de sustentabilidade planetária, que atinge inclusive os países mais desenvolvidos”. O documento aponta que os problemas gerados por este modelo de desenvolvimento se manifestam também na acentuação das mudanças climáticas e na crise energética.

As experiencias agroecológicas e de economia solidária são apresentadas como uma forma concreta e material de desenvolvimento. A Carta ressalta que estas estão baseadas nas “realidades, cultura e autonomia dos sujeitos dos territórios”, valorizando a “justiça sócio-ambiental, a democracia econômica e o direito à alimentação adequada.”

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O Encontro Nacional de Diálogos e Convergências foi realizado entre 26 e 29 de setembro, em Salvador, Bahia. Cerca de 300 ativistas participaram do evento. Foram relatadas e debatidas diversas experiências na perspectiva de denunciar a violência do capitalismo. A resistência das comunidades também foi exaltada, apontando alternativas de outro modelo de desenvolvimento que já vêm dando certo.


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    Leia a Carta Política do Encontro Nacional de Diálogos e Convergências

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