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Proposta Para Ecocivilização

7 de Agosto de 2014, 22:31 , por Miro - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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 UMA CIVILIZAÇÃO ECOLÓGICA, FUNDAMENTADA NA AUTOSSUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

 

UMA ALTERNATIVA AO CAPITALISMO DE MERCADO, AO SOCIALISMO (OU CAPITALISMO DE ESTADO) E A TODAS AS OUTRAS FORMAS DE TOTALITARISMO

 

Uma civilização sem venalidade, horizontalmente auto-organizada por federalismo autogestionário, tecnologicamente avançada e autossustentável, onde os indivíduos são soberanos e as comunidades são autônomas, e onde a iniciativa privada está livre de restrições financeiras e do burocracismo estatal.

Os itens abaixo indicam o que fazer para desenvolvermos a ecocivilização, mas sua ordem não indica uma sequência obrigatória: há itens que podem ser aplicados simultaneamente; alguns são temporários ou iniciais; outros são contínuos ou permanentes.

 

  1. Auto-organização local. Organizar-se de modo autônomo e autogestionário, em comunidades, associações, cooperativas e empresas autogestionárias, buscando tornar-se independente do Estado e superar as relações venais, atingindo, se possível, plena autossustentação e pleno autodesenvolvimento. Reunir-se em ecopolos, ecovilas ou comunas voltados à autossustentabilidade socioambiental, os empreendendo em áreas ecologicamente degradadas (tanto em ambiente urbano quanto em zona rural) as quais devem ser restauradas ou melhoradas preferencialmente através de agroecologia sintrópica, priorizando vegetais endêmicos; suas edificações preferencialmente deverão ser bioconstruções feitas com mimetismo e materiais biomiméticos; sua produção agrícola deverá incluir plantas alimentícias não convencionais (PANC’s), preferencialmente realizando-se em agroflorestas, transformando-se em Áreas de Inclusão Permanente (AIP's).
  2. Autonomia e autogestão. Considerar a família (em suas diversas formas autodeterminadas e autodeclaradas) como a unidade política fundamental e promover a autonomia e autogestão de cada prédio, conjunto, condomínio, rua, bairro, município, etc, horizontalmente, de modo cooperativo, formando uma federação gradualmente mais abrangente. Promover a autodeterminação solidária de indivíduos e coletividades, articulando indivíduos, comunidades e povos em redes, desde o âmbito local ao mundial, por meio de federalismo autogestionário, garantindo, a todos, autonomia e autogestão, em equilíbrio com a cooperação recíproca e a Gestão Integrada dos Recursos. Garantir que cada comunidade e cada povo liberdade para os discordantes se organizarem de modo diverso – constituindo território próprio, se necessário – ou migrarem para outras unidades políticas. Superar os dogmatismos, inclusive religiosos e cientificistas, e abolir todas as formas de totalitarismo: político, econômico, cultural, religioso, científico, filosófico, etc.
  3. Auto-organização federativa. Integrar-se em redes de ação direta pacífica, ajuda mútua, doação, troca e/ou Comércio Justo e Solidário, criando uma moeda própria, se necessário e enquanto necessário. Interconectados, fazer com que todos os indivíduos, comunidades e organizações expandam suas capacidades produtivas e de prestação de serviços, criando uma rede autônoma em relação ao Estado e às empresas externas, libertando seus associados de parte progressivamente maior da violência estrutural intrínseca aos capitalismos de mercado e de Estado.
  4. Democracia Direta com Suporte Pericial (DDSP). Horizontalizar todas as estruturas sociopolíticas, substituindo a hierarquia pela departamentalização e integração recíproca complementar entre órgãos e entidades, efetivando uma Democracia Direta com Suporte Pericial, compreendida enquanto autogestão cooperativa, preferencialmente com apoio, sempre não impositivo, de peritos ou especialistas, incluindo autodidatas, através de laudo ou parecer técnico. Incentivar a participação voluntária de cada cidadão, dentro de seus interesses, conhecimentos e habilidades.
  5. Formação de consenso ou consentimento. Evitar toda possibilidade de tirania e autoritarismo, sempre priorizando a formação de consenso voluntário, empregando todos os meios possíveis, durante todo o tempo viável. As individualidades e diferenças devem ser respeitadas e os discordantes somente deverão ser impedidos de seguir suas próprias ideias se isso ameaçar a coletividade ou o meio ambiente.
  6. Minimalismo legislativo. Legislar o mínimo possível, visando simplificar a vida, tornando cada vez mais desnecessário legislar, ao substituir leis por valores morais, práticas e hábitos, edificando uma macrocultura mundial constituída por comportamentos que dispensem a necessidade de leis, com relações voluntárias, livres, abertas, colaborativas, não venais. Fazer da empatia, da compaixão, da solidariedade, do altruísmo, da isonomia e do Pacifismo Proativo os fundamentos da Ética e da Axiologia, as quais devem se sobrepor à legislação, assim como esta, sempre que possível, deverá se expressar imediatamente por automação integrada geral, orientada por sensores mundialmente distribuídos.
  7. Gestão Integrada dos Recursos (GIR). Gerir todos os recursos naturais e não naturais, coletivamente, integrando todos os indivíduos interessados, em cada unidade política, e todas as unidades políticas do mundo, distribuindo os recursos equitativamente, de modo a compensar as diferenças e limitações de cada região, local e população. Cada indivíduo e cada coletividade voluntariamente contribuirá com seus interesses e capacidades.
  8. Acessibilidade Estratégica Universal. Abolir os mercados e disponibilizar todos os bens e recursos como dádivas, gratuitamente, conforme um planejamento geral que incorpore todas as particularidades locais e pessoais. Substituindo o comércio pela acessibilidade, esta deverá ser estrategicamente planejada e alcançar todas as pessoas, indistintamente. Uniformização, padronização ou estandardização deverão, sempre que viável, ser evitados e substituídos por métodos que permitam a máxima personalização ou customização por indivíduos e coletividades, garantindo-lhes máxima expressão de suas idiossincrasias.
  9. Economia da Dádiva (gift economy). Além de substituir a competição pela cooperação e o sigilo pela franqueza, inclusive expondo publicamente a composição do preço de produtos e serviços, conforme a Economia Solidária, gradualmente suplantar a venalidade, através da abolição da propriedade, do dinheiro e do comércio, estabelecendo uma economia fundamentada na livre doação incondicional, por meio da Gestão Integrada dos Recursos e pela Acessibilidade Estratégica Universal aos recursos necessários para uma vida humana plena e satisfatória, suprindo todas as necessidades básicas por meio de um Piso Existencial.
  10. Livre usufruto e Direito de Uso Preferencial (DUP). Substituir a propriedade pelo Direito de Uso Preferencial. Todos devem ter o direito de livremente utilizar tudo, a exceção de certos bens e recursos sobre os quais cada indivíduo, coletividade ou organização terá preferência ao uso, enquanto não houver quem deles mais necessite.
  11. Solidariedade e Teto Econômico. Estabelecer como limite máximo (teto) de acumulação de bens e recursos a capacidade de uso total, direto, frequente e pessoal. Quando indispensável, indivíduo, coletividade ou organização que esteja usufruindo de bens e recursos que excedam o Piso Existencial, transferirá esses excedentes a quem falte o básico ou a quem esteja prestes a carecer dele e não possua outra alternativa viável.
  12. Piso Existencial. Efetivar um limite mínimo (piso) de recursos para todos os seres humanos, o qual poderá, inicialmente, ser em dinheiro, até que este seja abolido. Ninguém deverá viver com menos que este Piso, e ele deverá ser capaz de suprir todas as necessidades biopsicossociais, configurando-se como uma base de segurança a cada ser humano, provendo todas as condições essenciais à vida e ao pleno desenvolvimento de cada indivíduo. Este Piso deverá ser adequado às necessidades dos indivíduos, no que tange às capacidades de autonomia e autogestão pessoal, bem como às deficiências e limitações que apresente, seja devido às suas características físicas ou psíquicas, ou devido à região onde habite, considerando-se também as necessidades sazonais ou momentâneas. 
  13. Iniciativa privada e empreendedorismo socioambiental. Em lugar de submeter seu projeto à análise de risco (visando crédito financeiro), o empreendedor poderá submetê-lo a uma análise de impacto socioambiental, com vistas a obter colaboração pública, diretamente através de recursos humanos, técnicos e materiais. Se o empreendedor quiser, ele poderá rejeitar a oferta de patrocínio público "oficial" e utilizar diretamente os recursos que lhe estiverem disponíveis, além de angariar parceiros à sua ideia também por meio de uma espécie de “financiamento” colaborativo (crowdfunding), através do qual os interessados colaboram diretamente com suas habilidades e recursos materiais. Esta liberdade de empreender funda-se não no interesse de lucro, mas na busca por coisas como: ver realizados os seus sonhos; uma vida melhor; contentamento por se superar; satisfação íntima por colaborar com o bem comum e reconhecimento público de suas competências pessoais, podendo acessar mais recursos para empreender seus projetos, além de alcançar maior facilidade para acessar recursos aos seus futuros projetos. Iniciativa privada, aqui, significa liberdade para voluntariamente iniciar um empreendimento, sem precisar de autorização, portanto, sem burocracismo. 
  14. Autogestão e autonomia organizacional. Transformar todas as instituições e entidades em organizações autônomas e autogestionárias (como as cooperativas), promovendo o autodesenvolvimento pessoal de todos os seres humanos, por fazê-los assumir os rumos de sua própria vida e responsabilizar-se por seu impacto socioambiental.
  15. Mutabilidade e caducidade. Fazer as organizações serem mutáveis, sendo capazes de adaptar-se à situação externa, transformar-se conforme as necessidades econômicas, ambientais e sociais, alterando-se em todos os aspectos necessários. Por exemplo, caso um fabricante de computador já não tenha mais a quem fornecer suas máquinas, de grande eficiência e longa durabilidade, devido a todos já as possuírem, ele deverá aproveitar sua estrutura física e intelectual para produzir outro equipamento útil, prestar serviços, fundir-se a outra empresa e, em último caso, permitir-se caducar, encerrando suas atividades e indicando outras alternativas aos seus membros e cooperadores. 
  16. Responsabilidade individual. Impedir que a personalidade jurídica possa ser utilizada para ocultar e proteger seus titulares, sócios, investidores, patrocinadores e executivos. Que cada pessoa humana seja responsabilizada por seus atos, mesmo quando praticados em nome de alguma organização, de qualquer tipo.
  17. Justiça Restaurativa. Extinguir ou reformar leis, órgãos judiciais e parajudiciais, substituindo o punitivismo por uma justiça que vise restaurar as condições anteriores à infração, ao delito ou ao crime, favorecendo a vítima e a sociedade. Considerar o contraventor, transgressor, infrator, delinquente ou criminoso como possível vítima de condições socioeconômicas, culturais, biológicas ou psíquicas, e promover sua reabilitação psicossocial, isto é, readequá-lo à vida em sociedade; jamais puni-lo.
  18. Isonomia. Efetivar igualdade de direitos e deveres, independentemente de diferenças de sexo, orientação sexual, idade, etnia, raça, aparência, espiritualidade, origem, localização, ascendência, descendência, etc. Também efetivar três diferentes âmbitos de isonomia: entre pessoas humanas, entre pessoas (humanas e não humanas), e entre seres sencientes.
  19. Cosmopolitismo. Permitir o livre trânsito através de divisas, limites e fronteiras, e garantir liberdade para residir e exercer todos os direitos (políticos, acadêmicos, religiosos, culturais, profissionais, etc) em qualquer unidade política, respeitadas as normas locais.
  20. Idioma auxiliar mundial. Estabelecer como idioma auxiliar mundial, preferencialmente um idioma planejado, como a Glosa ou o Esperanto. Este será o idioma oficial da federação da Terra e o segundo idioma de todos, conservando a diversidade idiomática e cultural, por evitar a imposição linguística de uns povos sobre outros.
  21. Dinheiro real. Abolir o sistema bancário de reservas fracionárias, impedindo que os bancos produzam dinheiro virtual a partir das dívidas de seus clientes. Isto visa obrigar que os bancos somente emprestem moeda real, fisicamente lastreada em recursos próprios, isto é, que somente emprestem aquilo que efetivamente possuam, extinguindo a possibilidade de contabilizarem como dinheiro real, ou como propriedade do banco, os valores, créditos e dívidas de seus clientes. (Medida provisória, enquanto persistir o dinheiro)
  22. Fim do comércio de dívidas. Extinguir todos os tipos de comércio, a começar pelo mercado de títulos. Proibir todas as formas de comércio de dívidas, títulos de dívidas e promessas de pagamento. Isto significa que o credor não poderá vender os títulos (ou promessas de pagamento) contraídos pelo seu devedor, isto é, a dívida contraída será sempre uma dívida com o mesmo credor. (Medida provisória, enquanto persistir o comércio) 
  23. Fim dos juros. Cessar a cobrança de juros e substituí-los por única e diminuta taxa fixa de liberação de crédito e pequenas taxas por serviços bancários excedentes, multa por atraso, e permitir, em caso de não pagamento da dívida, a alienação de bens não indispensáveis à vida humana, que sejam suficientes para quitar o débito; garantindo a possibilidade de renegociação da dívida, conforme interesse das partes. (Medida provisória, enquanto persistir o dinheiro ou o comércio)
  24. Fim das dívidas injustas. Auditar todas as dívidas, de modo público e com ampla participação das partes interessadas, e posteriormente anular todas as dívidas que possam ser consideradas inconstitucionais, ilegais, injustas, antiéticas e odiosas. Anular também todas as dívidas criadas a partir do sistema de reserva fracionária, isto é, todas as dívidas oriundas de créditos concedidos por credores desprovidos de lastro real (físico) equivalente ou superior aos créditos concedidos. (Medida a ser adotada antes da extinção do dinheiro e da propriedade)
  25. Fim da inflação. Congelar os preços ou reajustar mensalmente o Piso Existencial, conforme a inflação do município, região ou lugar no qual cada ser humano resida. (Medida provisória, enquanto persistir o comércio)
  26. Ciência e comunidade científica. Superar visões reducionistas da realidade, incluindo o estudo da subjetividade; considerar elementos qualitativos, valorativos e teleológicos, e não apenas quantitativos; acrescentar dados holísticos à pesquisa científica e integrar as ciências, sinergicamente, numa totalidade holística; não restringir-se a testar conhecimentos visando prever e controlar fenômenos, mas, antes, buscar compreender os processos envolvidos; considerar as anomalias tão importantes quanto os fenômenos comuns, deixando de utilizar a normalização como desculpa para rejeitar pesquisas e projetos de pesquisas; ampliar e/ou diversificar o método científico, adequando-o a todos os possíveis objetos de pesquisa, valorizando as ciências de observação; pautar-se pela noção de multifatorialidade potencialmente ilimitada; considerar a possibilidade de interconexão e interação universais; ser inclusiva, pesquisando possíveis fenômenos e teorias que contrariem o paradigma, ou matriz disciplinar, dominante; buscar compreender os fatos com diferentes interpretações e instrumentos teórico-metodológicos, antes de descartá-los como equívocos de observação, interpretação ou registro; utilizar termos e linguagem tão complexa quanto necessário, não além disso, evitando desnecessário esoterismo; difundir-se para todas as pessoas e ser acessível a investigações e críticas dos leigos.
  27. Educação. Promover o autodesenvolvimento polipotencial e o autodidatismo por meio de: acessibilidade universal aos recursos necessários à aprendizagem, à autossuperação e ao pleno desenvolvimento de cada pessoa; integração sistêmica de todos os possíveis instrumentos educacionais (humanos, materiais e processuais), possibilitando estudos e pesquisas presenciais e não presenciais, com e sem orientadores e similares; disponibilização de currículos meramente referenciais; extinção da profissão de professor, transformando o compartilhamento de conhecimentos e habilidades em opção de todos os profissionais, dentro de sua carga horária, incorporando a docência às práticas regulares e cotidianas de todos os profissionais, como exemplificação, instrução, orientação, supervisão, coordenação, examinação, inspeção e fiscalização; estudo teórico-prático, por meio de imersão na atividade profissional, como aprendizes e estagiários; incentivo ao livre compartilhamento de conhecimentos e habilidades entre todas as pessoas. Fomentar a serenidade, induzindo, por todos os meios éticos possíveis, o descondicionamento de cobiças, vícios, aversões e medos, também difundindo a empatia, a confiança mútua, a solidariedade, o altruísmo, o pacifismo, o cosmopolitismo e o abolicionismo transespécie.
  28. Tecnologias e práticas sustentáveis. Abolir a obsolescência planejada e tornar-se sustentável, sob todos os aspectos, indivíduos, comunidades, instituições, produtos, serviços. Para isso, produzir e utilizar exclusivamente tecnologias, técnicas, métodos, artefatos, produtos e serviços que não ocasionem dano socioambiental ou acarretem o menor dano possível, incluindo a agroecologia sintrópica, a permacultura, a bioconstrução, o mimetismo, a biomimética, a miniaturização, a nanotecnologia e a extrema maximização de eficiência, durabilidade e customização, inclusive pela construção modular de componentes internos e externos, essenciais e acessórios, periféricos e extensões, tornando os produtos aperfeiçoáveis, atualizáveis e consertáveis pela substituição de partes específicas, do modo mais fácil possível, priorizando o uso de materiais de longa durabilidade ou biodegradáveis e o reaproveitamento ou reciclagem de todos os resíduos e sobras. Acabar com a externalização de danos, responsabilizando-se por cada efeito externo.
  29. Automação e interconexão cibernética. Automatizar tudo que seja possível, com interconexão cibernética universal e computação distribuída (mais que descentralizada e desconcentrada), fazendo que cada artefato tenha capacidade de processar e armazenar seus próprios dados, porém permitindo que informações necessárias e voluntariamente autorizadas sejam compartilhadas automaticamente entre todos os dispositivos. As ações individuais e coletivas desses aparelhos poderão ser resultantes desse processamento horizontal, pois estando interconectados todos os equipamentos, estes poderão funcionar como um único grande computador mundial, conforme um modelo holográfico, sendo quase invulnerável à destruição de grande parte dos dispositivos desta rede, como a arquitetura de redes “ponto a ponto” ou “par a par” (P2P).
  30. Restauração e integração. Restaurar ou, quando não for possível, melhorar todos os ecossistemas e biomas, priorizando, sempre que for viável, a edificação de agroflorestas sintrópicas que privilegiem vegetais endêmicos e incluam plantas alimentícias não convencionais (PANC's), transformando todo o planeta numa Área de Inclusão Permanente (AIP). Integrar a humanidade à biosfera, tornando a civilização humana materialmente e culturalmente autossustentável. Transformar as cidades em ecocidades, isto é, fazê-las ecológicas, integrando-as harmonicamente aos processos ambientais naturais.
  31. Zelo transgeracional. Fazer a civilização humana desenvolver-se de modo autossustentável, integrando harmonicamente os âmbitos pessoal, social e ambiental, para benefício de todos os seres sencientes atuais e de suas futuras gerações, estimando os efeitos sobre as gerações vindouras e evitando o que possa prejudicá-las.
  32. Naturismo e minimalismo tecnológico. Conciliar desenvolvimento tecnocientífico e a prioridade pelo naturismo, mantendo a inovação a toda velocidade, porém primando o uso de recursos renováveis, biodegradáveis, ecológicos, evitando modificar os elementos naturais ou modificando-os ao mínimo necessário. Reduzir ao mínimo possível o impacto ambiental, relegando substâncias, elementos, artefatos, técnicas e práticas menos sustentáveis, menos saudáveis e menos seguros aos casos em que inexistam opções naturais ou menos danosas, e restringindo ao máximo o número desses objetos e a frequência de seu uso.
  33. Pacifismo proativoDefender a si próprio e a todos os seres e espécies sencientes, empregando força apenas quando indispensável, mas sempre sem exceder o estritamente necessário à defesa, isto é, sem vingança ou punição, tanto física quanto psíquica, durante ou posteriormente a tentativa de defesa. A força física deverá ser sempre o último recurso, gradualmente aplicado conforme a progressão da violência empreendida pelo agressor. Tomar como referência o Aikido original.

 

PROPOSTA PARA ECOCIVILIZAÇÃO pode ser atualizada a qualquer momento.

Última atualização efetuada em 4 (quatro) de junho de 2018.

 

 

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O trabalho PROPOSTA PARA ECOCIVILIZAÇÃO de MIRUÍ ARAÚJO DE SÁ está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

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Em breve, novidades em Ecocivilização, incluindo novos empreendimentos voltados à autossustentabilidade socioambiental e à aplicação de itens da Proposta Para Ecocivilização.

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