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Descrição

16 de Março de 2015, 11:41 , por Iago Itã - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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A origem do nome Gamboa, segundo relatos de moradores, está relacionada com uma técnica de pesca artesanal. Gamboa também é como se chama as piscinas que se formam na beira mar após a vazante das marés, formando pequenos lagos de água parada por entre as pedras ou banco de areias. Por isso é comum que a palavra nomeie diversas localidades que se situam a beira-mar, como acontecem em cidades como Salvador e do Rio de Janeiro.

 

A localidade de Gamboa é composta basicamente por residências e casas de veraneio. Seus habitantes são pescadores, marisqueiras ou trabalhadores do comércio local e da região de Mar Grande. Não possui uma grande extensão territorial e tem pequena estrutura comercial e de serviços, sendo Mar Grande o centro onde as mercadorias, em sua grande maioria, são adquiridas.

 

A Gamboa tem uma praia tranquila, com pequenas ondas, sendo propícia para banho e utilizada por veranistas e residentes. O acesso à praia ocorre de maneira fácil através de via pavimentada e existem duas barracas onde o visitante pode consumir bebidas e alimentos.

 

 

Na comunidade também existe artesanato rústico que se utiliza de material reciclado como fonte de matéria-prima. Um dos produtores desse tipo de artesanato é o artesão Francisco Nunes, que trabalha na Ilharte, onde confecciona peças em estilo rústico. Elaboradas a partir de matéria prima reciclada, são produzidos objetos de decoração, pinturas em geral com texturas variadas, assim como artesanato náutico.

 

Há também na Gamboa o Centro Cultural Comunitário de Capoeira Angola Paraguaçu, onde ocorrem aulas de capoeira e apresentações como o samba de Roda do grupo La Plata que recebeu esse nome em analogia ao nome de um navio argentino que naufragou na costa da praia da Gamboa no início do século XX.

 

Este episódio foi incorporado ao imaginário da comunidade da Gamboa, e o grupo de samba de roda faz uso desse símbolo enquanto elemento identificador da localidade. Eles compuseram a letra da música :“Que navio é esse que entrou de proa? É o ‘La Plata’ que deu na Gamboa”.

 

A comunidade da Gamboa é atuante em festejos religiosos há várias décadas. São os moradores do local que organizam a festa da Nossa Senhora da Penha.

 

Entoando cânticos religiosos, os moradores da Gamboa conduzem nos andores, as imagens dos santos homenageados, pelas ruas da localidade. Esse momento acontece quando as imagens dos santos saem da Igreja do Bom Jesus dos Navegantes, na Gamboa, e seguem em procissão para a Igreja da Penha, onde é realizada a missa. O festejo foi historicamente frequentado pelos moradores da Gamboa, pela proximidade que tem da Penha e por esta última ter sido uma fazenda antiga onde a igreja e o casarão se situavam, não existindo uma comunidade constituída no lugar.

 

Uma das pessoas simbólicas quando se refere à cultura da Gamboa é a Dona Valquíria. Muito atuante nos festejos religiosos da Gamboa, mas também das localidades vizinhas, como na festa de Nossa Senhora da Penha, ela, de certa forma, simboliza o sincretismo religioso baiano, onde os elementos das religiões de matrizes africanas convivem com a religiosidade católica. Dona Valquíria atualmente é a responsável pela manutenção da Igreja da Penha e organiza a tradicional feijoada que faz parte dos festejos da localidade. A senhora parece ter a paixão pela cultura correndo em suas veias, pois é filha do grande compositor e sambista Walmir Lima (85 anos), que tem músicas gravadas por Beth Carvalho, Alcione, entre outros grandes cantores de samba enredo, samba de roda e de terreiro brasileiro.

 

 

Outra manifestação Cultural importante da localidade de Gamboa são as Festas em homenagem a São Pedro, o protetor dos pescadores, onde ocorrem três dias de evento religioso na localidade de Jaburu e logo acontece uma procissão rumo a localidade da Gamboa, sendo esse o local onde a imagem do Santo “dorme na Igreja”.

 

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