O Faces do Brasil foi criado em 2001 por uma articulação de entidades públicas e privadas contextualizadas historicamente no fomento a produção de base solidária brasileiras que perceberam no conceito internacional de Comércio Justo, uma possibilidade concreta de ampliação e aprimoramento das relações comerciais de base solidária em nosso país.
Jovens de Fortaleza (CE) recebem capacitação profissional em moda através da Economia Solidária
9 de Março de 2010, por FACES do Brasil - Sem comentários aindaData: 09/03/2010
Fonte: ADITAL
Localizado na zona sul da cidade de Fortaleza, Ceará, o Conjunto Palmeiras, através do Banco e do Instituto Palmas, tem se tornado um centro de referência e organização de atividades de Economia Popular Solidária (EPS). Mais de 30 mil habitantes do bairro contam com o apoio da entidade que promove ações a fim de fortalecer a economia local e a inclusão social.
Uma das iniciativas que exemplificam as ações solidárias é o projeto Academia de Moda Periferia iniciada em 2005. De acordo com a coordenadora pedagógica do Instituto Palmas, Neide Costa, a Academia funciona como um curso de capacitação para jovens com idade entre 16 e 29 anos, na área de costura e moda e conta com o auxílio de profissionais da área.
O curso, com duração de quatro meses, tem o objetivo de promover a inclusão social por meio da capacitação para o mercado de trabalho, já que "esse ramo apresenta alta demanda por profissionais". Neide disse que muitos alunos são inseridos no mercado de trabalho antes mesmo de concluírem o curso.
Em um dos módulos, os alunos aprofundam seus conceitos em Economia Solidária e aprendem como funciona um empreendimento solidário. "Nós sempre estimulamos os alunos a criarem grupos produtivos e montarem um empreendimento solidário. O Banco Palmas oferece financiamento para os grupos interessados comprarem os equipamentos necessários", explicou.
No final do curso os alunos fazem uma exposição e um desfile das peças produzidas em locais públicos como alguma praça ou Centro Cultural. Depois das apresentações as peças são colocadas à venda na Loja Solidária, localizada no complexo do Instituto Palmas.
Instituto Palmas
O papel da instituição é fazer a gestão do conhecimento e difusão das práticas de Economia Solidária do Banco Palmas. O foco da ação está voltado para implantação de sistemas econômicos alternativos na perspectiva da inclusão social, através de cursos e projetos.
Mais informações (85) 3250.8279.
Consumidor não se preocupa com a origem da madeira
9 de Março de 2010, por FACES do Brasil - Sem comentários aindaData: 09/03/2010
Fonte: IMAFLORA (www.imaflora.org.br)
O Brasil é um dos maiores produtores de madeira tropical do mundo. É da Amazônia que vem a maior parte do produto vendido, no país, tanto legal quanto ilegalmente. Embora os brasileiros se preocupem com o futuro do bioma, na hora de comprar madeira para construir ou reformar a casa, o consumidor não se interessa em saber a origem dela.
É o que mostra um estudo do Imaflora, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola. A ong sediada no interior de São Paulo foi criada para promover o uso sustentável de recursos naturais.
Entrevista com Renato Morgado/ assistente de projetos do Imaflora e um dos autores do estudo :
"Se a madeira tiver a origem de um plano de manejo florestal que siga critérios rigorosos ela é fonte de desenvolvimento social e econômico na floresta amazônica. Mas se ela é extraída de forma ilegal ela tem uma série de impactos sociais e ambientais negativos".
Piracicaba foi escolhida para fazer o estudo por ser a sede da Imaflora e também porque é uma cidade que representa as cidades de porte médio do estado de São Paulo - tem quase 400 mil habitantes. Em 2008 o volume de madeira comercializado aqui correspondeu ao corte de 6600 árvores.
Entre madeireiros, marcineiros e donos de indústrias que utilizam madeira, seu Nardo, dono de madeireira em Piracicaba que trabalha no ramo há 17 anos participou do estudo. Garapeira e Cambará são as espécies amazônicas que ele mais vende. Quando o consumidor não faz questão de madeira nativa, ele indica o eucalipto, de reflorestamento, que custa de 30 a 40% menos. O comerciante sempre exige dos fornecedores os documentos que comprovam a retirada legal da madeira, mas confirma que o consumidor não é lá muito exigente.
A sede da Imaflora foi construída com madeira legal e certificada.
Entrevista com Leonardo Sobral/engenheiro florestal :
" A madeira legal é a proveniente de um desmatamento ou de um plano de manejo que possui autorização do órgão ambiental. A madeira certificada, além de ser autorizada pelo órgão ambiental, o plano de manejo, ela precisa passar por um processo de verificação, de auditorias, que leva em consideração todos os aspectos ambientais e sociais do plano de manejo para saber se a madeira está sendo retirada daquela floresta, daquele plano de manejo, segundo os compromissos sociais e ambientais que são requisitos da certificação".
A madeira certificada, muitas vezes identificada pelo FSC-o selo verde do conselho de certificação florestal mais reconhecido do mundo, é mais cara. Mas os técnicos do Imaflora acreditam que só a demanda maior do consumidor vai baratear o produto. Na hora de comprar, vale lembrar destas outras dicas também.
Entrevisrta com Renato Morgado/um dos autores do estudo:
" O consumidor que consome madeira de forma esporádica em pequenas quantidades, a sugestão do Imaflora é que ele peça nota fiscal, como qualquer outro produto, exija apresentação do documento de origem florestal ou guia florestal."
Segue link para o programa do Repórter Eco:http://www.tvcultura.com.br/cidadania-e-meio-ambiente
Trabalhadoras do campo e da cidade iniciam jornada de mobilizações no RS
9 de Março de 2010, por FACES do Brasil - Sem comentários aindaData: 08/03/2010
Fonte: Juliana Marsico (jumarsico@gmail.com)
Indicação: Joana Dias (ACS)
Dezenas de mulheres da Via Campesina, do Movimento de Trabalhadores Desempregados (MTD) e movimentos sindicais ocupam, neste momento, os dois andares da Delegacia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
O Ministério foi ocupado em protesto contra a política de desenvolvimento do governo federal que privilegia o agronegócio, responsável pela produção de alimentos transgênicos, com o uso intenso de agrotóxicos.
Esse modelo de agricultura resulta em doenças para os produtores e consumidores e grandes prejuízos ambientais. As mulheres denunciam que mais de 95% da soja e cerca de 40% do milho que são plantados no Rio Grande do Sul são geneticamente modificados e que o Brasil é o campeão mundial de uso de agrotóxicos. Por isso, “a maior parte da comida que chega à mesa da população brasileira não é alimento, é veneno”, declaram as manifestantes em nota.
Para ter acesso ao manifesto acesse: www.mst.org.br
PRE-LANÇAMENTO FEIRA DA REDE SEMEANDO NO TENDAL DA LAPA DIA 6 DE MARÇO
5 de Março de 2010, por FACES do Brasil - Sem comentários aindaData: 05/03/2010
Fonte: Ana Flávia Borges Badue (KAIRÓS)
A Rede semeando conseguiu a parceria do Tendal da Lapa, juntamente com as parcerias institucionais do Kairos, ITCPs FGV e USP, Projeto Comercialização Solidária e IDEC, e com apoio do Faces do Brasil, Anteag, e Slow Food, para fazer uma feira, as 4a feiras, a partir de 31 de março.
O pre-lançamento da mesma será no dia 6 de março, no evento em homenagem à semana da Mulher, que o Tendal estará realizando.
Ações do evento:
- Uma barraca de demonstração /exposição dos tipos de produtos que teremos na feira que iniciará no dia 31 de março. (a partir das 9:00)
- Sorteio de uma cesta com produtos agroecológicos e da economia solidária cedidospelos produtores. ( Final de tarde)
- Desfile do grupo da Jael ( crianças, adolescentes e da melhor idade) com as roupas da Rede ArtenaRede de Campinas ( rede também que iniciou a partir da formação do Planseq em Hortalandia e em Campinas) e que participarão na feira, integrando a Rede Semeando também ( horario a ser confirmado).
- Apresentação do grupo de dança (Jael) e cantores.
Política ambiental e Código Florestal
5 de Março de 2010, por FACES do Brasil - Sem comentários aindaData: 05/03/2010
Fonte: Luis Fernando Guedes Pinto (IMAFLORA)
O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) tem participado dos debates públicos a respeito das possíveis mudanças da legislação ambiental, especialmente do Código Florestal. A participação ocorre por meio de atividades em Piracicaba e articulações nacionais coordenadas pelo Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Fboms).
Em 2009, a participação ocorreu por meio de seminários locais, uma reunião com o governo federal, uma visita ao Congresso e a assinatura de manifestos. Este ano participamos de audiência pública em Ribeirão Preto e de uma reunião posterior na mesma cidade com o relator da matéria no Congresso Nacional.
O posicionamento do Imaflora tem sido o de que é necessário ajuste na legislação ambiental nacional, principalmente no Código Florestal. Todavia, os eventuais ajustes devem ser fruto de um processo de diálogo equilibrado e transparente da sociedade brasileira, estando o interesse público acima de todos. Este deve fazer parte de um projeto nacional, em que o desenvolvimento sustentável é a utopia a ser buscada.
Apoiamos o compromisso pelo fim do desmatamento e a conversão imediata de áreas naturais em nosso País. A nossa experiência no campo, como certificador de empreendimentos florestais e agrícolas em diversas regiões e escalas de produção, tem mostrado que o Código Florestal pode ser cumprido, sem comprometer a viabilidade econômica da atividade agropecuária ou florestal. Ajustes são necessários por causa do tamanho e da diversidade do nosso território e do diferente impacto dos variados sistemas e práticas de produção agropecuárias e silviculturais e as suas escalas. É realmente complicado impor leis à natureza, que ainda nos falta muito conhecer e ter capacidade de previsões!
Aplicação - Conhecemos um grande número de casos em que o Código Florestal é cumprido integralmente ou os empreendedores estão em processo de adequação, seguindo os aspectos legais para a proteção e a conservação de Áreas de Proteção Permanente (APPs) e a averbação e o destino de áreas para Reservas Legais.
Seguindo a nossa abordagem para outros aspectos da certificação socioambiental, mais que o formalismo, enfatizamos a análise da contribuição das áreas naturais protegidas ou em recuperação e a sua integração com as práticas produtivas, para a conservação dos recursos naturais. Entendemos a compensação de Reservas Legais e a busca de outros instrumentos para a sua viabilização, como medidas necessárias para as regiões em que o setor agropecuário está consolidado. Entretanto, deve-se garantir o mínimo para o cumprimento das funções de conservação do solo, da água e da biodiversidade em condições locais.
Também somos favoráveis ao manejo das Reservas Legais, na perspectiva de agregação de valor às florestas e de uma pujante economia de base florestal, integrada à agropecuária. Para tanto, é fundamental termos um mosaico de Unidades de Conservação em todo o País, incluindo as de caráter exclusivo de conservação da biodiversidade.
Finalmente, reconhecemos a necessidade do “Novo Código Florestal” vir acompanhado de instrumentos complementares para a sua implementação, como o crédito e a remuneração por serviços ambientais, assim como uma política agrícola que garanta renda e minimize os riscos ao produtor rural sem paternalismo. Afirmamos a necessidade de termos um setor agropecuário produtivo, eficiente, que gere riqueza, emprego e renda e cumpra com o papel social definido na nossa Constituição. Além dos governos e das leis, esperamos que toda a cadeia produtiva assuma a responsabilidade com o desenvolvimento sustentável e os consumidores cobrem por opções de compra responsáveis.
Luis Fernando Guedes Pinto, engenheiro agrônomo e doutor em Agronomia pela Esalq-USP, com diversos trabalhos publicados sobre certificação e sistemas de produção agrícola, é secretário-executivo do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).




