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O golpe de 2016 e Maquiavel - TEXTO 03

7 de Junho de 2016, 22:54 , por Zenivaldo - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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O golpe de 2016 e Maquiavel - TEXTO 03

É uma característica da direita, não falar as verdades claramente. Não pode porque tem de enganar o povo, com suas meias-verdades, para conseguir o voto. Assim, quando se lê o programa do PMDB, a tal “Ponte para o Futuro”, encontra-se ideias difusas e termos mais ou menos suaves sobre esse carrilhão de medidas contra os trabalhadores. Se questionado, Temer dirá que está tudo previsto no tal programa. Lá se fala da necessidade de acabar com as vinculações, com as indexações, reforma previdenciária e modernização das leis. Sobre os juros, é dito que eles estão altos, mas é preciso não se agir com “voluntarismo” e se ter “cautela”. Mas, o que aquele documento de dezenove páginas quer mesmo dizer, sem falar claramente?

Ao propor acabar com a vinculação, as entrelinhas dizem que a obrigatoriedade do Estado investir percentuais na Educação e Saúde, devem ser eliminadas em favor do superávit primário. Quer dizer: primeiro se paga os juros e, se sobrar, investe-se nesses setores. A extinção da indexação, em verdade, encobre o fim da valorização do salário mínimo que hoje está atrelado à evolução do PIB e à inflação. Em relação às leis, o que não é dito que o alvo é a CLT e os direitos trabalhistas. E a cautela com os juros? Bem, isso quer dizer que não se deve desagradar ao mercado. Ou seja: os especuladores da dívida (o grande capital) devem ter seus direitos a ganhos abusivos garantidos.

Esse modo escamoteado de agir da direita, está bem retratado na fala do atual Presidente (?). Diz, em discurso, que garantirá os programas sociais. Contudo, para efeito de demonstração de austeridade, acaba com os ministérios que justamente cuidam dessa área (Previdência, Cultura, Igualdade Racial, Secretaria das Mulheres e outros). Esse discurso de austeridade e reformismo esconde a desconstrução dos direitos de quem produz a riqueza: os trabalhadores e pouco aproveita dela.

Um dos maiores perigos está no ato de eliminar o Ministério da Previdência e transferi-la para as ordens do Ministério da Fazenda. Todos conhecem a cartilha pela qual reza o Henrique Meirelles: o mercado financeiro. Pois bem. Esse primeiro passo, é um começo da privatização da Previdência Social, transferindo-a aos vorazes fundos de pensão. Toda a economia dos trabalhadores que ao longo de suas vidas, construíram com suas contribuições a imensa massa de recursos da Previdência Social, corre o risco de ir parar no mercado financeiro. Isso quer dizer que as especulações com esse dinheiro colocarão em risco as aposentadorias. Não teremos mais garantias. Se duvidam, tomem como exemplo o que está ocorrendo com o Fundo de Pensão do Correios.

A rapidez e o volume de medidas que recairão sobre as costas dos trabalhadores, tomadas pelo Governo (?) Michel Temer, faz lembrar Maquiavel: fazer as maldades o mais rápido possível e o bem (se existir) em conta gotas, a longo prazo.

Sugiro que leiam o programa do PMDB (Uma ponte para o futuro) e procurem discutir os objetivos, para além da fala mansa que se apresenta. Converse com seus amigos e parentes. O esclarecimento é a nossa arma. Precisamos entender o que está acontecendo, de fato.

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