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Audiência Pública no RS: 250 pessoas lotam a Assembléia Legislativa e afirmam a identidade da EcoSol

30 de Maio de 2011, 21:00 , por Desconhecido - 1Um comentário | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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por Ana Mercedes ([email protected]) - No dia 30 de maio, segunda-feira, realizamos a Audiência Pública Estadual do Rio Grande do Sul para discutir a pertinência da Economia Solidária estar no PL 865, sendo este um momento importante para reafirmar a identidade da Economia Solidária.

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Auditório principal lotado

Éramos mais de 250 pessoas, que lotamos o plenário principal da Assembléia Legislativa, após uma bela marcha pelas ruas de Porto Alegre que culminou numa grande e emocionante ciranda da Economia Solidária na entrada da Assembléia Legislativa.

A Audiência iniciou com as falas das autoridades presentes à mesa: os deputados estaduais Adão Villaverde, presidente da AL do Rio Grande do Sul e Valdeci Oliveira, que foi o proponente da Audiência Pública, o deputado federal Pepe Vargas, presidente da Frente Parlamentar de Micro e Pequena Empresa, Maurício Dziedrick, da Secretaria Estadual de Economia Solidária e Micro e Pequena Empresa, Sérgio Miletto, da ALAMPYME (Associação Latinoamericana de micro, pequenas e médias empresas capítulo Brasil), Antonio Prado, representante da Unisol/RS e Sueli Angelita da Silva representante do Fórum Gaúcho de Economia Popular Solidária. Da mesma forma que na Audiência Pública Nacional, tivemos uma mesa na qual a única mulher era uma empreendedora, representante do Fórum de Economia Solidária!.

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Marcha para Audiência

O Plenário estava lotado, com faixas, cartazes e bandeiras mostrando a cara e diversidade do movimento de Economia Solidária do Rio Grande do Sul. Assessores da Câmara comentavam sobre a expressiva quantidade de gente presente no plenário.

Infelizmente, o tempo para o debate foi reduzido por problemas de outras agendas dos deputados presentes, ficando apenas 10 falas para o Plenário, que foram agendadas garantindo espaço para os argumentos divergentes sobre o PL865.

É importante destacar que todas as falas de empreendimentos, a maioria mulheres, defenderam a retirada das atribuições da Economia Solidária do PL865, representando quatro Fóruns Regionais do Estado (Vale do Sinos, Porto Alegre, Litoral e Santa Maria).

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Marcha para Audiência

Já as falas no plenário que defendiam a inclusão da Economia Solidária na Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa alterando o seu nome para "Secretaria Especial de Economia Solidária e Micro e Pequena Empresa" foram de gestores públicos, da entidade Guayí, da Colacot e do Setorial do PT da Economia Solidária.

Foram ouvidos muitos argumentos demonstrando as diferenças entre a Economia Solidária e a orientação das políticas de micro e pequena empresa, em especial quanto ao modelo de desenvolvimento, à perspectiva de projeto de sociedade. Foi citada a proposta de Secretaria Especial de Economia Solidária, o PL da Economia Solidária, e as resoluções II Conferência Nacional de Economia Solidária. Além disso, afirmou-se nossa proximidade com a agroecologia, catadores, artesãos, agricultura familiar, territórios da cidadania, da pesca, pescadores artesanais, mulheres, povos e comunidades tradicionais, entre outros que estão na luta pela transformação da sociedade.

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Ciranda na frente da Assembléia RS
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Ciranda na frente da Assembléia RS

Parabéns a todas e todos militantes dos Fóruns de EPS do Rio Grande do Sul de Economia Solidária pelo belo momento, a qualidade e a força das argumentações, além da grande mobilização para este importante dia! No Rio Grande do Sul, a Economia Solidária mostrou sua cara!

Assista à CIRANDA:


Categorias

Marco Legal, Organização do movimento, Políticas públicas, Rio Grande do Sul
Tags deste artigo: audiências públicas pl 865
Fonte: http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6134&Itemid=62

1Um comentário

  •  1158147 minorkaty
    1 de Junho de 2011, 14:00

    Os Empreendimentos do RS sabem o que querem....e oque nao querem.....

    Não queremos ir pro Ministério da pequena e micro empresa...Não nos identificamos com este Pl.865....Nossa perspectiva de desenvolvimento é outra....
    O que falta ?????para que governo,entidade de apoio,entidade de representação e setorial ouçam a nossa voz, a BASE, OS EMPREENDIMENTOS,que não tem salário para trabalhar com a ecosol,tem vontade,tem amor por esta idéia...
    A esperança persiste:UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL..e neste outro mundo que a economia solidária está construindo,não tem espaço pra essa politicagem de gabinete,que é ditada por uma minoria e que beneficia meia duzia,o princípio básico da economia solidária é a AUTOGESTÃO e esta entidade de apoio ,entidade de representação e setorial estão precisando exercitar a AUTOGESTÃO, porque com certeza sabem o que é,tá faltando o exercício,a prática..enquanto "estes" que acham nos representam fazer da economia solidária, só uma palavra bonita, que serve só pra discursos, os empreendimentos vão se colocar.E,como disse a Irmã Lourdes, "As pedras vão gritar"......
    katiucia Gonçalves


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