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Mulheres se unem para defender consumo consciente em Pernambuco

11 de Abril de 2011, 21:00 , por Diogo Ferreira de Almeida Rêgo - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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“O que você consome é essencial para sua vida?”. Essa é a pergunta que não quer calar e lidera a campanha da Casa da Mulher do Nordeste, lançada na manhã desta terça-feira (12), no Convento das Doroteias, no Alto da Sé, em Olinda. O questionamento põe em xeque um padrão de consumo confirmado por uma pesquisa dos Institutos Ethos e Akatu, em 2010, em que 37% dos consumidores do país demonstraram indiferença quanto à adoção de práticas sustentáveis relacionadas às compras.

De acordo com a coordenadora geral da iniciativa, Graciete Santos, a proposta visa sensibilizar a população não apenas quanto os tipos de consumo, mas também sobre sua procedência e influência na economia local. “Somos levados a consumir o que não é necessário, um estilo de vida que não é saudável nem para a gente, nem para o meio ambiente”, explica.

Cerca de 300 mulheres da Região Metropolitana do Recife e do Sertão do Pajeú participaram de um encontro para discutir as premissas da campanha e passarem a atuar como replicadoras do conhecimento adquirido. A produtora agrícola, Veneranda Bulhões, do bairro de Jardim São Paulo, diz que a forma com que encarava o consumo dentro de casa mudou e vem afetando também seus filhos.

“As merendas agora não são mais industrializadas e até o iogurte é caseiro, evitamos usar plástico e minhas filhas já não usam mais roupas caras, de marca, como queriam, mas peças artesanais, que têm exclusividade, mas que promovem o desenvolvimento regional”, ensina.

Segundo a secretária especial da mulher, Rejane Pereira, o desafio da sensibilização é justamente fazer a sociedade entender os âmbitos mais políticos e até sociais do consumo, que não se finda no momento da compra. “Tudo deve ser pensado. Desde de onde vem aquele produto até como ele será descartado, para evitar transtornos a terceiros, como no caso do lixo que provoca enchentes nesse período de chuvas”, conclui.

 

Por Ed Wanderley


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