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DISCUTINDO REDES DE ECONOMIA SOLIDÁRIA E ECONOMIA PLURAL

23 de Novembro de 2013, 20:16 , por Adriane Carneiro de Almeida - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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A Economia Solidária é desenvolvida por pessoas que se unem para realizar trabalhos coletivos.  Nesta economia não há nem patrão nem empregado, pois a gestão dos empreendimentos é autogestionária. Neste tipo de gestão todos os associados do empreendimento são responsáveis pelo mesmo, juntos tomam decisões e em conjunto são com equidade beneficiados. Neste tipo de economia o político e o econômico são desenvolvidos para dar qualidade de vida ou em determinados casos à inserção social.

Para fortalecer a economia solidária se utiliza de redes com o objetivo de integrar os empreendimentos desta economia, fortalecer os diálogos e atividades econômicas entre estes empreendimentos constituindo um âmbito voltado exclusivamente para atender as demandas da economia solidária. Um exemplo de rede de economia solidária é o cirandas.net.

O cirandas.net é uma rede especificamente da economia solidária, portanto segmentada. Esta rede dar ferramentas aos empreendimentos e pessoas apoiadoras da economia solidária na internet para que possam se articular de diversas formas.  Além de avigorar a circulação de saberes, produtos e serviços pela internet.

Dentro desta rede há o encontro de diversos tipos de atividades econômicas, isso por que é utilizada por consumidores, prestadores de serviços, e produtores de bens. As atividades realizadas na rede cirandas.net se consolidam na linha da economia plural. Isto pode ser consolidado ao se entender o conceito desta economia. Veja que a economia plural é:

[...] à ideia [sic] de uma economia que admite uma pluralidade de formas de produzir e distribuir riquezas. Esse modo de conceber (ou entender) o funcionamento da economia real, além de ampliar o olhar sobre o econômico, para além de uma visão dominante que reduz seu significado à ideia [sic] de economia de mercado, permite, ainda, perceber certas singularidades próprias às práticas de economia solidária. (FILHO, 2008, p. 226).

 

Além destas características, no cirandas.net há a presença da realização de trocas de conhecimentos sem a utilização de moedas para efetuar pagamento a estes serviços, seja a moeda o real ou a moeda social.  Deste modo este fenômeno se enquadra nas características da economia da dádiva.

A palavra dádiva segundo o dicionário de Língua Portuguesa copilado por Alfredo Scottini (2009) significa “presente, dom, donativo, favor, graça.” E segundo o conteúdo exposto na aula da disciplina Fundamentos de Economia no decorrer do debate do texto a via sustentável-solidária no desenvolvimento local se fez entender que economia da dádiva é uma das maneiras existentes de um grupo de pessoas se organizarem socialmente. Neste grupo os integrantes realizam doações de bens e serviços de forma recíproca sem esperar recompensas.  

Este tipo de economia agracia os pequenos produtores e principalmente aqueles que se organizam em grupo segundo a teoria do cooperativismo. Por ter um caráter descentralizador do poder econômico este tipo de economia diminui as diferenças sociais.

Desenvolvidas para também auxiliar principalmente os produtores cooperados e associados às redes facilitam o desenvolvimento não somente em âmbito local, mas também permite a expansão da comercialização no mercado regional, nacional e internacional. Com a facilidade da comunicação as informações diminuem a cada dia as questões geográficas o que está provocando o aumento de compras pela internet a cada ano que passa.

Trabalhando estas redes sempre na visão da economia plural haverá grandes chances de aumentar a rentabilidade e acrescer o desenvolvimento de grupos organizados em associações e cooperativas. A efetivação e organização destas organizações da economia solidária as permitirão concorrer com empresas capitalistas e as lhe outorgar longa vida.

Fala-se então em hibridação econômica, ou seja, desenvolver lógicas econômicas diversas. Lógicas estas capazes de redistribuir de maneira mais justa as riquezas.  Sendo significante a utilizando das redes para auxiliar este feito. Isso por que

[...] o objetivo da rede é a ruptura com a dicotomia habitual (em regimes de mercado supostamente autoregulado) entre a produção e o consumo (pelos seus efeitos danosos muitas vezes em temos sociais...) e o estímulo à livre associação entre produtores e consumidores (ou prestadores de serviços e usuários), permitindo a afirmação do conceito de prossumidores. (FILHO, 2008, p. 227).

 

           Como se pode observar claramente esta ideologia permite a emancipação social e a autogestão. Visto também que há o incentivo de se tornar um consumidor consciente.     

            Divergindo com o sistema de ideias do cooperativismo o sistema capitalista desenvolve a competição exacerbada, atividades econômicas individualistas, promove a elevação da desigualdade social, precariza as condições de trabalho humano e amplia o processo de submissão humana entre humanos em todas as relações sociais.

 

 REFERÊNCIAS

AULA DE FUNDAMENTOS DE ECONOMIA, 2013 Cruz das Almas. Debate do texto A via sustentável-solidária no desenvolvimento.

 

CIRANDAS.NET. Curso aberto cirandas.net. Disponível em: <http://cirandas.net/aprendi

zagem>. Acesso em 10 set. 2013.    

 

FILHO, Genauto Carvalho de França. A via sustentável-solidária no desenvolvimento local. Discponivel em: <http://base.socioeco.org/docs/o_s-2008-384.pdf>. Acesso em: 20 set. 2013.   

 

SCOTTINI, Alfredo. Dicionário de língua portuguesa. Brasil: Todolivro, 2009.

 

 

SINGER, Paul. Introdução à economia solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002.


Fonte: Adriane Carneiro de Almeida

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