Ir para o conteúdo
Mostrar cesto Esconder cesto
Tela cheia

Blog

12 de Janeiro de 2009, 22:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Extratos de leitura: Terminologias e afins

2 de Maio de 2012, 11:42, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Como de costume, com mais este post eu compartilho com vocês minhas leituras. A forma também é recorrente, extratos do que tenho lido e das questões que tem contribuído para novos direcionamentos em meu projeto de mestrado.
Não sei se já comentei anteriormente mas estou lendo Santaella, LÚCIA. A Ecologia pluralista da comunicação: conectividade, mobilidade, ubiquidade. Não tenho como ler todo o livro, é bem extenso e uma parte de seu conteúdo, ainda que me interesse, não é pra já. Daí que as reflexões que faço a seguir baseiam-se especialmente nos ricos capítulos até aqui percorridos - 3, 5 e 14. 


Atualmente tenho ouvido bastante a utilização do termo ecologia, muito próprio nas ciências da natureza, nas falas de meus professores da área de humanas. Já ouvi do meu orientador, e nos últimos dias me deparei com a Lúcia Santaella utilizando esta metáfora e adjetivando a palavra com pluralista. Ela mesma explica que acha suficiente o emprego desta pois considera que "o comportamento das línguas e de todos os demais tipos de signo e as dinâmicas comunicacionais que ensejam apresentam fortes similaridades com organismos vivos." Desde que preocupemo-nos para não ser excessivamente rígidos no uso da metáfora o que poderia nos levar a um nível de determinismo tecnológico, eu concordo com sua aplicação. 
Fiz questão de destacar este tópico, que funciona meio como um parênteses, para saciar uma possível curiosidade do meu leitor, assim como foi minha quando li o título do livro. É claro que com o avanço na compreensão do texto se percebem outras aplicações e referências para o emprego da metáfora citada, mas acho que por ora as explicações que trago bastam.


O capítulo que mais me instigou até agora foi o que discorre a respeito das Redes Sociais e com o qual tenho tido bons diálogos - prova disto são as margens marcadas à lápis no livro, os comentários de rodapé...  Tem sido realmente interessante. Santaella começa este capítulo justamente colocando dois termos que temos discutido e julgado diferentes em nossas aulas de EDCA 33 - Cultura de digital e Cibercultura, os quais ela indica que são um novo paradigma de formação sociocultural. O tom usado não me permite compreender que ela julgue necessária a distinção que até então temos procurado fazer. 
O capítulo avança nas discussões e traz à baia outra divergência de terminologia, que eu inclusive utilizo comumente de forma equivocada - Comunidades virtuais e Redes sociais. 
As Comunidades virtuais, na verdade, constituíram-se anteriormente às redes sociais (na web, porque estas como fenômeno de articulação entre indivíduos no mundo físico sempre existiram). É o avanço e desenvolvimento do ciberespaço, as perspectivas de conectividade ampla, mobilidade e ubiquidade que passam a impregnar as tecnologias especialmente em tempos de web 2.0, que tornam as relações e trocas existentes dentro das comunidades virtuais mais dinâmicas, efêmeras e diferenciadas fazendo emergir uma designação mais cabível - redes sociais. Desta forma, as relações que se estabelecem com maior frequência diferenciam-se das existentes anteriormente nas comunidades: co-localização geográfica e engajamento em relações de obrigação mútua = atribuição de estabilidade.  
Vale ressaltar aqui, que não há uma morte das comunidades virtuais, como de forma recorrente tem-se visto nas reflexões feitas aqui no blog, nestes tempos mais do que sobreposições, a característica marcante é de coexistência. As comunidades virtuais persistem mas agora precisam ser percebidas na dimensão da cultura digital que se ressignifica e que "não pode ser vista como um subcultura online, única e monolítica, mas como um 'ecosistema de subculturas', uma mistura de micro, macro e megacomunidades, abrigando milhares de microcomputadores, que vivem em seus interiores." (pág266)


As redes que se estabelecem na contemporaneidade "além de evoluírem internamente nos territórios da virtualidade, evoluem nos hibridismos que estabelecem entre os espaços virtuais e os espaços físicos, indiciando que a comunicação humana caminha cada vez mais para a abertura de caminhos plurais (olha aqui a tal pluralidade, do 'ecologia pluralista'!) que dão a cada indivíduo a possibilidade de trocar, nos seus grupos de eleição, opniões, questionamentos, pontos de vista, visões de mundo." (pág 268)


É diante deste contexto que o emprego do termo redes sociais na internet tem se estabelecido em detrimento do termo comunidades virtuais. Porém, como Santaella mesmo marca, os mesmo podem ser associados quando pensamos em comunidades virtuais nas redes sociais. Ela inclusive identifica que o próprio Castells quando em 96 não compreendia as relações estabelecidas entre os componentes de uma "comunidade virtual" como sendo suficientes para dar sentido a aplicação deste termo, já estava, na verdade, prevendo que seria necessária uma designação mais apropriada, suficiente - redes sociais.


Achei interessante pensar um pouco no fato de que na atualidade temos associado bastante os termos redes ao termo social. Eles não nasceram juntos e tem sentidos específicos se dissociados. Como afirma Santaella na página 269 "redes em si não são necessariamente sociais." As redes tem como característica a agilidade e a flexibilidade para ligar (e também desligar) pontos e ações distantes, o que lhes dá uma inconstância latente; agora some a isto o fenômeno social que também não se constitui de forma estável e então temos um fenômeno ainda mais diverso e generalista, fluido e controverso. 


É tomando estas perspectivas que chegamos a uma distinção, agora sim extremamente necessária entre três terminologias que por vezes são empregadas despreocupadamente como se tivessem a mesma origem e significado:


REDES SOCIAIS (1) 
REDES SOCIAIS na WEB (2) 
SITES de RELACIONAMENTO social (3) 
(Organizado por ordem de amplitude)


(1) Associações humanas mediante interesses comuns que precederam o desenvolvimento das tecnologias digitais.
(2) Associações humanas com as características que apresentamos anteriormente e que foram viabilizadas amplamente pelas tecnologias digitais.
(3) Plataformas, ferramentas ou programas que se constituem numa espécie de Softwares sociais e não necessariamente Redes sociais como se tem confundido. Aqui precisamos lembrar que: "as redes sociais são constituídas pelos participantes que delas se utilizam pois sem eles, as redes não poderiam existir." (pág 273)


Tomando como base o apresentado, eu ousaria dizer que uma REDE não é uma plataforma, um software, ou qualquer tipo de aplicação desenvolvida para. É, na verdade, o entrelaçamento de conexões que se estabelece entre os usuários/participantes que se organizam em torno desta plataforma, software ou aplicação.


É isto. Vou continuar lendo e trarei mais extratos e reflexões em breve.
Alguém sugere alguma outra leitura para dialogar especificamente comigo e Santaella nestes temas?!
Acompanhe esta e outras postagens também em: www.olharddodan.blogspot.com



De Frente com a Escola

2 de Maio de 2012, 8:59, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Seja bem-vindo nosso amigo ouvinte!
Em nosso quadro de entrevistas de hoje receberemos uma convidada especial. Ela tem muitos títulos, é aclamada internacionalmente pela sua função, e segundo muitos críticos é um dos espaço mais multifacetados da contemporaneidade, sem no entanto perder suas características tradicionais. Olá, Escola!


- Hi! I'm fine... Sorry, mas escolhi começar saudando assim porque, como você sabe, eu também falo diversas línguas e por isso acho importante cumprimentar os ouvintes dos mais diversos cantos do globo que nos ouvem pela web.


- Ok, ok... entendi! It's nice... Mas acho que você poderia começar nos contando o porque, mesmo depois de tantos anos de sua idealização original, continua sendo uma instituição tão relevante para sociedade.


- Acredito que este é um bom começo. Eu faço análise! Na verdade, me analisam e é por isso que eu acho que ainda estou viva. Gente do mundo todo me estuda tenta me entender, compreender as minhas dinâmicas e com isso muitos dos meus problemas são repensados e transformados em meu interior. Pensando na sua pergunta, eu posso dizer que ainda sou relevante, e digo isto de maneira muito modesta, porque instituo para as pessoas o que elas demandam. 


- Mas como assim? Eu não entendi bem.


- Normal, nem todos acompanham rapidamente meu raciocínio, mas vou explicar! Eu faço questão de estar nas mais diferentes partes do mundo, nas mais diferentes organizações sociais. Em cada um destes lugares para os quais sou designada, minhas funções em geral são fundamentalmente parecidas. No entanto, o propósito para o qual me estabelecem em determinado local e em determinado momento é sempre exclusivo e eu, tão esperta como dizem que sou, me permito adaptar a tais finalidades. Vou dizer novamente, para facilitar a fixação disto que já a pouco esclareci: Sou o que as pessoas precisam que eu me torne! 


- Interessante a sua colocação, mas há aqueles que dirão que este perfil tão diverso e adaptável poderia tê-la descaracterizado ao longo do tempo, mas sabemos que não foi bem isso que aconteceu.


- Sim, concordo, mas em parte. Existem experiências do meu estabelecimento que, sinceramente, não tem nada a ver comigo. Não na minha essência. Eu não vou ficar aqui citando nomes, até porque seria muito inadequado tendo em vista que eu prezo pela ética. Eu a pratico. É bem verdade, que algumas destas experiências até que tiveram êxito mas eu imagino que se pensadas em larga escala jamais dariam conta da imensa  diversidade de contextos que eu, na forma geral na qual me encontro e estou organizada, dou. Diga-se de passagem, encontro-me bem inteirinha para minha idade, não acha?!


(Risos!)


- Mas, continuando, acho que o que você quer saber é qual é a receita para não ter me desintegrado e perdido a posição social importante que ocupo, ao longo dos séculos.


- Sim, sim. É isto mesmo.


- Então, eu não posso negar que a resposta para tal questão seja complexa demais para que eu pudesse colocar aqui nesta entrevista com brevidade. Na verdade, seriam múltiplas as respostas considerando os diversos pontos de vista. Mas minha crença fundamental para ter subsistido é que eu mantenho um bom relacionamento com todas as esferas. Diferente de outras instituições amigas, eu me rebelo pouco. Aliás, eu mesma, euzinha, quase não me rebelo. Não digo isso com orgulho, pode até parecer, mas não é. Estou apenas atestando um fato. 
Sempre deixei por conta das partes que me compõem a questão da rebelião. Eu sei que sou um organismo vivo, complexo, um aglutinado de interesses que convergem e divergem e que nessa dança me atribuem sentido. Agora imagine: todo este complexo sistema que me compõe revoltando-se por mudanças. Mudanças em mim, não em seus contra-cheques apenas, ou por melhores uniformes e livros. Não por cargos eletivos ou pela gestão. Tudo isto traria muita instabilidade, eu ficaria vulnerável. Mais uma vez eu preciso ressaltar que eu não sou contrária às mudanças... Eu apenas estou lhe contando a minha história e devo lhe dizer que eu, complexa como sou e ao contrário do que apregoo por ai como sendo possível, não tive como fazer minhas próprias escolhas. Apesar de toda robustez aparente, sou muito suscetível ao que fazem de mim. Já ouviu aquela canção "Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também..."?


- Nossa quanta responsabilidade a sua! 


- É verdade, ao menos você, notou. 


- Compartilhar essas responsabilidades, é possível fazer isso?!


- Não posso dizer que não tentei. Uma das instituições amigas por exemplo volta e meia bate à minha porta querendo devolver as responsabilidades que lhe poderiam ser cabidas. E vou lhe ser sincera - algumas dessas responsabilidades eram mesmo dela, e vou falar usando assim um, pronome, para novamente não ser antiética....


- Bom, pode recompor-se. Ainda queremos ouví-la.


- Desculpe, mas é que este aspecto realmente me incomoda. Todas... Eu acho que posso assegurar essa informação - todas as instituições próximas querem que lhes apoie em suas iniciativas. O estado, a religião, as culturas. Eu entendo que não posso me constituir sem elas, sem compreendê-las, mas me parece que boa parte delas não consegue entender que eu preciso estar no cerne de sua elaboração e estabelecimento. Mesmo que não eu, em específico, mas o que eu faço - Educar, precisa estar ali como elemento constitutivo, ora!


- Como você se vê no futuro?! Aliás, você se vê no futuro?! Desculpe, eu acho até que é uma ousadia e pode soar como um insulto lhe fazer esta pergunta considerando que você já chegou até aqui...


- Não, não acho. Mesmo porque eu já me acostumei a ouvir perguntas das mais desmedidas possíveis! "O que será que a Escola fará frente as novas configurações familiares?"; "A escola não está preparada para receber alunos com deficiências?"; "Eis o fim da escola: professores virtuais e tecnologias digitais?" enfim, foram também tantas outras. O que posso lhe dizer, na verdade, lhe confessar, é que não penso muito sobre o futuro. Faço até muitos discursos sobre ele, faço crer que ele não existirá sem mim ou sem o que faço, eu sou politicamente correta - você sabe! Mas a verdade é que eu, como instituição que sou, prefiro ater-me ao presente. O que esperamos que reverbere mais à frente deve ser feito aqui e agora, mesmo porque, o que lhe disse a pouco antes de escapulir pelos meus lábios era futuro e agora que lhe disse e terminei, se constituiu em passado.


- Obrigado. Thanks!!! Nós agradecemos a sua entrevista.


- Welcome. Disponha, sempre que for preciso eu estarei aqui para ensinar. 




(Esta estória foi elaborada oportunamente a partir dos questionamentos levantados na disciplina Educação, Sociedade e Práxis pedagógica - PPGE/Faced/Ufba)

Acompanhe esta e outras postagens também em: www.olharddodan.blogspot.com



EAD - Uma das histórias

2 de Maio de 2012, 5:21, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

As histórias podem ser contadas a partir de pontos de vista diversos.
Aqui, vos apresento um a respeito da história da educação a distância que me parece interessante.
A informação original encontra-se disponível em: http://faconti.tumblr.com/post/21980285761


Acompanhe esta e outras postagens também em: www.olharddodan.blogspot.com



Conceituando Objetos de Aprendizagem

24 de Abril de 2012, 13:39, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Objetos de Aprendizagem
SEMINÁRIO

 
Uma diversidade de conceitos estão postos. São eles:

# Acesso Aberto - Carolina Rossini, Helio Kuramoto

# Repositório de Objeto de Aprendizagem - Paulo Dias, Jaime Balbino, Pedro Pimenta e Analice Baptista.

# Objetos de aprendizagem:

* Objeto de Aprendizagem Reutilizável (OAR) - Pedro Pimenta e Analice Baptista.
* Recursos Educacionais Abertos (REA) - Yochai Benkler e Carolina Rossini
* Recursos Educacionais Digitais  (RED) - Anna Chistina Nascimento

Acompanhe esta e outras postagens também em: www.olharddodan.blogspot.com



Pensando sobre Objetos de Aprendizagem

17 de Abril de 2012, 15:04, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Roteiro da apresentação:

* De que lugar e que "coisas" são essas das quais estamos falando?

# RIVED - CESTA - 

* Conceitual

# AA - Acesso Aberto
# ROA - Repositórios de Objetos Aprendizagem
# Objetos de aprendizagem / Recursos Educacionais Abertos / Recursos de Aprendizagem Digitais

* Proposição de questões instigantes para o debate.


Acompanhe esta e outras postagens também em: www.olharddodan.blogspot.com