Ir para o conteúdo
Mostrar cesto Esconder cesto
Tela cheia

Blog

12 de Janeiro de 2009, 22:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Dados por Dados?

17 de Abril de 2012, 12:28, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Ontem participei de uma palestra bem interessante com o Prof. Alexandre Barbosa do CETIC.br . O tema foi:  "Pesquisas e Indicadores para Monitoramento da Sociedade da Informação"

A discussão com os presentes foi bastante profícua e o professor apontou a importância do tratamento "dado aos dados"... É isso mesmo, ele fez questão de registrar e fazer-nos pensar que, enquanto pesquisadores atuando no âmbito da academia/universidade, é muito importante que utilizemos as informações provenientes das pesquisas de caráter abrangente (tal qual as que ele apresentou) de forma acertada, ou seja, contextualizando-as e "traduzindo" os números em compreensões mais claras (inclusive cruzando-os) a respeito dos fenômenos sociais.

O avanço da internet no Brasil foi largamente apresentado e também foram discutidos os abusos cometidos pelas teles num país que tem se mostrado omisso no que diz respeito a implementação de suas decisões com relação a expansão da banda larga por seu território. Percebi que havia uma quantidade siginificativa de áreas representadas pelos estudantes que participaram da palestra o que demonstra qão diversificada é temática que pode ser analisada a partir das mais diferentes óticas -educação, administração, comunicação, desenvolvimento urbano, políticas públicas, direito, sociologia...

Um das questões que me pareceram bem relevantes foi a da elaboração de  indicadores, decisão que gera o norte, ou melhor, os parâmetros para realização das pesquisas. No caso das pesquisas que o Prof. Alexandre apresentou, os parâmetros/indicadores analisados foram - ACESSO + USO + APROPRIAÇÃO. Como ele mesmo nos revelou, todos estes indicadores são mensuráveis por meio de intrumentos técnicos e também discutíveis teróricamente, poderiam inclusive ser outros, mas foram escolhidos especialmente para que gerassem compatibilidades com dados internacionais.


A seguir compartilho com vocês alguns dados que, devo confessar, me deixaram um pouco perplexo tendo em vista que, parte destes, contrariam o que tinha ouvido até então pelos corredores da FACED/GEC/UFBA...

#  A disparidade econômica entre as regiões do país tem fortes reflexos nas disparidades de acesso às TIC (meio óbvio, mas...).

# 81% das escolas públicas brasileiras possuem laboratório de informática (Pro-info). e 86% das escola públicas do país possuem conexão com a internet (que tipo de conexão é essa, não é uma dado relevante - para a propagenda, pelo menos!). Apenas 4% das escolas possuem computadores nas salas de aula.

# Em números totais, no Brasil, o uso (especialmente dos novos internautas) concentra-se na interação com sites de relacionamento. Isto tanto nos meios rural quanto urbano e entre todas as classes - A,B,C,D, e E.

# Até 2015, 100% dos internautas brasileiros estarão inseridos numa rede social.

# São mais populares no sudeste do Brasil Salas de discussão, o Twitter e Blogs especialmente entre as classes com maiores níveis de escolaridade e com maior poder aquisitivo enquanto no nordeste do país são mais populares em todas as classes as redes sociais.


Para todas as outras pesquisas que o CETIC.br em parceria com o CGI.br coordenou até então sobre educação CLIK AQUI!





Acompanhe esta e outras postagens também em: www.olharddodan.blogspot.com



Pra trás... Mais uma vez!

9 de Abril de 2012, 14:34, por Desconhecido - 0sem comentários ainda


Brasil e outros emergentes perdem terreno na adoção de novas tecnologias


Os grandes emergentes que formam o Brics --Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- estão ficando para trás quando se trata de explorar as oportunidades oferecidas pela internet e pelas tecnologias de informação e comunicação, revelou nesta quarta-feira (4) um estudo do Fórum Econômico Mundial.

Os países desenvolvidos lideram o índice batizado de "prontidão para a conectividade" (networked readiness), que mede a capacidade de um país para aproveitar as novas tecnologias vinculadas à internet.
O melhor colocado do Brics no ranking do Fórum é a China, na 51ª posição. A Rússia ocupa a 56ª, o Brasil, a 65ª, a Índia, a 69ª e a África do Sul, a 72ª.
Embora o Brics se mostre um bloco muito competitivo em termos globais, sofre um 'handicap' na adoção de novas tecnologias de informação e comunicação, alertou o relatório, intitulado "Vivendo em um mundo hiperconectado" ("Living in a hyperconnected world"), que aponta, entre outras razões para o atraso, a falta de profissionais qualificados e deficiências no meio institucional para as empresas.

A Suécia lidera o ranking, à frente de Cingapura, Finlândia, Dinamarca, Suíça, Holanda e Noruega. Os Estados Unidos ocupam o oitavo lugar, o Canadá, o nono, e o Reino Unido encerra a lista dos dez primeiros.
O índice combina dados disponíveis publicamente com opiniões de uma consulta feita com mais de 15 mil executivos.


A manchete não deveria surpreender considerando que por diversas vezes os gestores de nosso país deixaram de aproveitar ricas oportunidades de crescimento e desenvolvimento preferindo importar, gastar indevidamente, enfim, farrear com o dinheiro público. Escolhendo adequadamente, dada suas diabólicas pretensões, estes gestores optam por não viabilizar investimentos fortes em educação, ciência e tecnologia setores estes estratégicos para um futuro/presente promissor para os brasileiros resultando num crescimento em todos os demais âmbitos de nossa nação. 
Aqui no Brasil a pergunta que fica é: "Que mundo HIPERconectado é esse? Qual o link?!"...
Acompanhe esta e outras postagens também em: www.olharddodan.blogspot.com



Entre culturas...

3 de Abril de 2012, 13:21, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Uma discussão permanente!






Apesar de ter me decidido para nesta semana elaborar minha reflexão sobre os textos propostos a partir de um perfil de texto escrito, ao mesmo tempo em que prossigo organizava isso, muitas imagens me vinham à mente. Algumas dessas imagens compõem o quadro que apresento no início desta postagem. 
Mais uma vez é provável que não tenha conseguido ser suficientemente claro ao expressar tudo que me "saltou aos olhos". Desta forma, o texto que se segue tem essa pretensão.

:: Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós humano. (Lúcia Santaella - Revista FAMECOS, Porto Alegre n. 22/Dezembro, 2003) ::

:: Os espaços líquidos da cibermídia. (Lúcia Santaella - Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. Abril,2005) ::

Preciso dizer que fiquei com mais vontade ainda de ler o trabalho do qual decorreram os artigos estudados por conta da propaganda que a autora faz. "Culturas e artes do pós-humano; da cultura das mídias à cibercultura" provavelmente desvela muitos dos conceitos e colocações que a mesma cita superficialmente nestes dois artigos.

Concordo com Santaella de que já estamos num momento em que todas as estruturas sociais se encontram mexidas por conta do amplo desenvolvimento tecnológico em curso. Na verdade, boa parte destas organizações/estruturas estão mesmo se utilizando tanto da lógica quando dos artefatos tecnológicos em questão.
Devo dizer que a discussão por ela levantada em que equipara os meios de comunicação a canais de transmissão (algo que pode soar óbvio) me chamou à atenção. Pude compreender que na subsequência das seis eras que ela apresenta o que viabiliza a passagem ou superposição das mesmas são, na verdade, as interações/intersecções entre mídia/meios e a própria informação nela embarcada.

Outra questão que merece uma marcação é do potencial de replicabilidade contido na informação e que está ausente nos bens duráveis. Essa discussão ganha espaço e clareza no capítulo escrito por  Imre Simon e Miguel Said Vieira - "O rossio não-rival"  do livro Além das Redes de Colaboração.
O que se coloca é que a informação constitui-se num bem elaborado pela sociedade que, ao mesmo tempo em que pode ser replicada, não gera competição entre os produtos gerados. O dado, o arquivo, a informação elaborada/suportada digitalmente que eu possuo, pode ser compartilhada, dividida, disposta à comunidade sem prejuízos para mim. Continuarei tendo-a apesar de partilhá-la. (Acho que existem mais conexões e certamente irei estabelecê-las e clareá-las... Tem a questão do commons!).

Outra: Mediações Sociais - Ocorrem não por intermédio direto das mídias mas sim das trocas, linguagens, sistemas sígnicos abrigados nos processos comunicacionais.

Vou terminar colocando o que o trecho que mais gostei! Que mais me chamou a atenção, na verdade, que mais me disse respeito... Transcrevo e comento;

"(...) Cada novo meio de comunicação traz consigo um ciclo cultural que lhe é próprio e que fica impregnado de todas as contradições que caracterizam o modo de produção econômica e as consequentes injunções políticas em que um tal ciclo cultural toma corpo."
É isso mesmo, basta ver o caso do Twitter! Toda uma discussão foi elaborada em torno daquele novo espaço contemplando as mais diversas contradições. Seria uma rede social, um microblog? Conseguiriam as pessoas expressarem-se de forma plena em 140 cracteres? 
Continuando o clico, agora que ouvia-se falar sobre este tal site do "passarinho azul", muitos faziam suas contas / editavam seus perfis, para estar antenados com seus artistas prediletos, saberem instantaneamente o que os famosos faziam... Mais tarde grupos sociais já se articulavam utilizando aquele espacinho antes tão insuficiente e mesmo jornalistas e pessoas comuns informavam o mundo sobre acontecientos importantes exclusos dos noticiários mais vistos/ouvidos/acessados pelos grandes meios. 

Tudo isto bem na linha do que Ella, que mesmo sem ser santa (e sendo) nos colocada de forma tão lúcida!

(Tentei terminar este momento um de comentários com um tom de humor... consegui?!)






Acompanhe esta e outras postagens também em: www.olharddodan.blogspot.com



Estou ligado - Amém ou Misericórdia!

1 de Abril de 2012, 12:03, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Passeando pelos blogs dos colegas deparei-me com o comentado vídeo postado pelo colega Júlio. Temos aqui um insigth sobre a questão da "conexão contínua" - seria um mal? É de fato possível? Encaminha nossos relacionamentos para quais níveis? Nos permite ter mais tempo? Tantas questões? À revelia do que deveria, não irei respondê-las e nem mesmo discutí-las (já o temos feito). 
Neste final de semana, tal postagem se prestará apenas para divertir-nos!  (Será isto verdade?! Apesar de comemorar-se hoje a mentira, sigo de maneira controversa como eu mesmo...).

 #Esclareço que, por ora, sou cético - não adepto da irmandade do offline!
Acompanhe esta e outras postagens também em: www.olharddodan.blogspot.com



Estes nossos dias...

27 de Março de 2012, 10:47, por Desconhecido - 0sem comentários ainda


Por todos os cantos do país podemos encontrar experiências magníficas que dão conta de expressões da vivência e realidade social do nosso povo. Os tempos em que tais experiências acontecem são outros, e trazem consigo formas diferentes de preservação, elaboração e desenvolvimento, que marcam de maneira significativa as culturas locais e regionais. Na atualidade, aquilo que esta sendo produzido nos rincões mais distantes do grandes centros tem  potencialmente a possibilidade de ser apresentado ao mundo por meio da rede internet. Este fato em especial, mas não apenas ele, traz para estas comunidades novas oportunidades e conjuntamente suas experiências se reelaboram graças às potencialidades dos ambientes virtuais web.  Tais ambientes virtuais são elementos que constituem o que tem sido designado por ciberespaço que numa definição mais ampla de Levy [Cibercultura -1999, p. 92] consiste no “espaço de comunicação aberto pela interconexão dos computadores e das memórias dos computadores.” Este seria o meio que coloca em sinergia as diversas interfaces, os próprios ambientes enfim, todas as funcionalidades disponibilizadas via rede. É destas relações intrínsecas entre as práticas sociais, a cultura e as tecnologias de informação e comunicação (com base micro-eletrônica) que emerge o que tem sido designado pelo termo cibercultura. Para Pierre Levy, pesquisador da cibercultura, esta é 
(…)  a expressão da aspiração de construção de um laço social, que não seria fundado nem sobre links territoriais, nem sobre relações institucionais, nem sobre as relações de poder, mas sobre a reunião entorno de centros de interesses comuns, sobre o jogo, sobre o compartilhamento do saber, sobre a aprendizagem cooperativa, sobre processos abertos de colaboração. O apetite para as comunidades virtuais encontra um idealde relação humana desterritorializada, transversal, livre. As comunidades virtuais são os motores, os atores, a vida diversa e surpreendente do universal por contato. (LEVY, Cibercultura - 1999, p.130)
   Com a cibercultura, o próprio tempo e espaço ganham novos contornos e definições. Esse novo universo, o ciberespaço, é habitado até mesmo pelos que acham que vivem uma vida “off line” pois, ainda que não estejamos continuamente conectados, estamos imbricados nas relações que constituem-se a partir dos ambientes de rede. As decisões que lá são tomadas, as transações feitas no ciberespaço, tem reflexos práticos em nossa vivência extra web. Como eu já disse e pode ser facilmente atestado, nosso país é rico em experiências culturais. A seguir então, comentarei algumas que nascem da interação Culturas + Tecnologias. 
Relacionado identidade indígena e tecnologias digitais, a rede Índios On-line nasceu em 2004 fruto de uma articulação da ONG Thydêwá com sete nações indígenas do nordeste - Pankararu (PE), Xucuru-Kariri, Kariri-Xocó (AL), Tumbalalá, Kiriri, Tupinambá e Pataxó Hahahae (BA).  A ideia originou-se de um projeto anterior (Índios na Visão dos Índios) que visava produção de uma coleção de livros em que os índios fossem os produtores de conteúdos – fotografias e textos. Ao aprenderem a usar computadores e telefones celulares os integrantes do projeto perceberam que podiam ir além do que previamente havia sido pensado. Após conectarem-se à rede internet direto de suas aldeias os índios passaram a postar livremente arquivos de texto, áudio, fotos e vídeos em um website e as ações expandiram-se com suporte de oficinas oferecidas pelo projeto ArcoDigital. Atualmente o foco do trabalho, que é voluntário e agora conta com o apoio do programa Cultura Viva, consiste em dar visibilidade na rede às questões relativas ao cotidiano das aldeias. Os índios, com suas fotos, vídeos de celular e comentários tem usado as tecnologias digitais para denunciar e discutir seus problemas locais como a perda da safra de 2009 da tribo Nhenety por falta de um trator, como  também outros mais amplos como questões ligadas a identidade, reconhecimento e demarcação de terras.
Se navegarmos pelo site do Índios Online poderemos encontrar comentários às publicações feitos por membros de povos indígenas de outros países, uma evidencia de amplitude que atingem os debates. Segundo informações do próprio site o projeto “Índios Online é um canal de diálogo, encontro e troca. Um portal de diálogo intercultural, que valoriza a diversidade, facilitando a informação e a comunicação para vários povos indígenas e para a sociedade em forma geral.”
Este exemplo nos convida para uma reflexão à respeito dos tempos em que vivemos em que a nossa relação com o digital e a virtualidade  tem se estreitado cada vez mais. Elaboramos e reelaboramos ao mesmo tempo nossa estética corporal e a de nossos perfis e avatares nas redes sociais; fortalecemos antigas amizades e fazemos novos laços; estabelecemos relações profissionais e desenvolvemos aprendizagens diversas; nos ocupamos em manter-nos atualizados sobre o que acontece no mundo e também em manter o “nosso mundo” atualizado sobre o que acontece conosco. Informar e estar informado, “estar na rede”, inteirar-se à respeito do que há de novo, tudo isto está na ordem do dia e estes são elementos importantes da cibercultura.    Como no caso dos “Índios Online”, cada vez mais criamos espaços onde os conhecimentos e saberes são trocados, revistos e reelaborados em prazos mais curtos graças à possibilidade de ações em redes colaborativas que os tornam mais atuais e aplicáveis trazendo retornos significativos para a sociedade. 
Estas são claras nuances dos nossos dias, desta tal cibercultura. Nuances que exigem de nós, para sua compreensão, percepções complexas que relacionem espaço-tempo-culturas-tecnologias-conhecimento.


Elaborado com base em PINHEIRO, 2011. Produção e difusão do conhecimento em tempos de cibercultura: potencialidades. FACED/UFBA.
Acompanhe esta e outras postagens também em: www.olharddodan.blogspot.com