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Instituto Kairós

January 12, 2009 22:00 , par Inconnu - | No one following this article yet.

Consumidores em busca da soberania alimentar, artigo de Esther Vivas

June 3, 2013 21:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

alimentos

 

O que comemos? De onde vem, como ele se desenvolveu e qual o preço que pagamos por aquilo que compramos? Estas são perguntas cada vez mais frequentes entre os consumidores. Em um mundo globalizado, onde a distância entre o produtor e o consumidor cresceu até o ponto em que ambos não têm praticamente impacto algum sobre a cadeia agroalimentar, saber o que colocamos na boca importa, e muito.

Isto foi evidenciado pelas experiências de grupos e cooperativas de consumo agroecológico que nos últimos anos têm proliferado em todos os lugares de todo o Estado espanhol. Se trata de devolver a capacidade de decidir sobre a produção, a distribuição e o consumo de alimentos aos principais atores envolvidos neste processo, ao campesinato e aos consumidores. O que, em outras palavras, se chama soberania alimentar. Isso significa que, como a própria palavra indica, ser soberano, ter a capacidade de decidir, quando se diz respeito a nossa alimentação (Desmarais, 2007).

Algo que pode parecer muito simples, mas na realidade não é. Hoje, o sistema agrícola e alimentar é monopolizado por um punhado de empresas da indústria agroalimentar e de distribuição que impõem seus interesses particulares, de fazer negócios com a comida, sobre os direitos dos agricultores e as necessidades alimentares das pessoas. Só assim se pode explicar tanta comida e tanta gente sem comer. A produção de alimentos triplicou dos anos 60 até os dias atuais, enquanto a população mundial, desde então, apenas duplicou (GRAIN, 2008), mas, mesmo assim, cerca de 900 milhões de pessoas, segundo a FAO, passam fome. Claramente, algo não está funcionando.

Algumas características

Os grupos e as cooperativas de consumo representam um modelo de agricultura e alimentação antagônico ao dominante. Seu objetivo: encurtar a distância entre a produção e o consumo, eliminando intermediários e estabelecendo relações de confiança e solidariedade entre as duas pontas da cadeia, entre o campo e a cidade; apoiar uma agricultura familiar e de proximidade que cuide de nossa terra e que defenda um mundo rural vivo, com o propósito de viver com dignidade no campo; e promover uma agricultura ecológica e sazonal, que respeite e leve em conta os ciclos da terra. Além disso, nas cidades, estas experiências ajudam a fortalecer o tecido local, gerar conhecimento mútuo e promover iniciativas baseadas na autogestão e auto-organização.

De fato, a maior parte dos grupos de consumidores são encontrados nos núcleos urbanos, onde a distância e a dificuldade de contactar diretamente os produtores é maior e, portanto, as pessoas de um bairro ou de uma localidade se reúnem para realizar “outro consumo”. Existem, igualmente, vários modelos: aqueles em que o produtor serve uma cesta semanal, fechada, com frutas e verduras ou aqueles em que o consumidor pode escolher que alimentos sazonais quer consumir de uma lista de produtos oferecidos pelo agricultor ou agricultores com que trabalha. Além disso, em um nível legal, encontramos majoritariamente grupos definidos como associação e uns poucos, de experiências mais consolidadas e larga trajetória, com formato de cooperativa (Vivas, 2010).

Um pouco de história

Os primeiros grupos surgiram, no Estado espanhol, no final dos anos 80 e início dos anos 90, principalmente na Andaluzia e Catalunha, apesar de também termos encontrado alguns no País Basco e na Comunidade Valenciana, entre outros. Uma segunda onda veio nos anos 2000, quando estes experimentaram um crescimento significativo onde já existiam e apareceram pela primeira vez onde não tinham presença. Atualmente, estas iniciativas têm se consolidado e multiplicado de forma muito significativa, em um processo difícil de quantificar devido ao seu próprio caráter.

O aumento dessas experiências responde, do meu ponto de vista, a duas questões centrais. Por um lado, a crescente preocupação social sobre o que comemos, frente a proliferação de escândalos alimentares nos últimos anos, tais como a doença das vacas loucas, frangos com dioxina, a gripe suína, a E.coli, etc. Comer, e comer bem, importa novamente. E, por outro lado, a necessidade de muitos ativistas sociais de buscar alternativas na vida cotidiana, além de mobilizar contra a globalização neoliberal e seus arquitetos. A partir daqui, que, logo após o surgimento do movimento antiglobalização e antiguerra, no início dos anos 2000, uma parcela significativa das pessoas que participaram ativamente nestes espaços impulsionaram ou se tornaram parte de grupos de consumor agroecológicos, redes de intercâmbio, meios de comunicação alternativos, etc.

Comer bem versus mudança política

Assim, observamos duas sensibilidades que muitas vezes integram essas experiências. Uma que aposta, em termos gerais, em “comer bem”, dando maior peso às questões relacionadas à saúde e outra que, apesar de considerar estes elementos, enfatiza ainda mais o caráter transformador e político dessas iniciativas. Aqui está o desafio dos grupos e das cooperativas de consumo, reivindicar uma alimentação segura e saudável para todos. O que implica em não perder de vista a perspectiva política de mudança.

Se queremos uma agricultura sem agrotóxicos ou transgênicos é necessário começar exigindo a proibição de cultivos de transgênicos no Estado espanhol, porta de entrada e paraíso dos organismos geneticamente modificados em toda a Europa. Se queremos uma agricultura de proximidade, que não contamine o meio ambiente, com alimentos que viajam milhares de quilômetros de distância (Amigos de la Tierra, 2012), é essencial uma reforma agrária e um banco público de terras, que ao invés de especular com o território o torne acessível para aqueles que queiram viver para trabalhar a terra. Em suma, ou mudamos radicalmente este sistema ou “comer bem” vai se tornar um privilégio disponível apenas para aqueles que possam pagar.

Os grupos de consumo são apenas um primeiro passo na mudança em direção a “outra agricultura e outra alimentação”, mas devem ir mais além e questionar o sistema político e econômico que sustenta o atual modelo agroalimentar. A comida, como a habitação, a saúde, a educação…, não se vende, se defende.

Referências bibliográficas
Amigos de la Tierra (2012) Alimentos kilométricos        en:http://issuu.com/amigos_de_la_tierra_esp/docs/informe_alimentoskm

Desmarais, A. (2007) La Vía Campesina. La globalización y el poder del campesinado. Madrid. Editorial Popular.
GRAIN (2008) El negocio de matar de hambre en: http://www.grain.org/articles/?id=40
Vivas, E. (2010) “Consumo agroecológico, una opción políticas” en Viento Sur, nº 108, pp. 54-63.

*Artigo publicado originalmente na revista Ae Agricultura y Ganadería Ecológica de la Sociedad Española de Agricultura Ecológica, nº11, primavera 2013.
**Traduzido por Natasha Ísis, do Canal Ibase.

***Esther Vivas, Colaboradora Internacional do Portal EcoDebate, é ativista e pesquisadora em movimentos sociais e políticas agrícolas e alimentares, autora de vários livros, entre os quais “Planeta Indignado”. Esther Vivas é licenciada em jornalismo e mestre em Sociologia. Seus principais campos de pesquisa passam por analisar as alternativas apresentadas por movimentos sociais (globalização, fóruns sociais, revolta), os impactos da agricultura industrial e as alternativas que surgem a partir da soberania alimentar e do consumo crítico.

+info: http://esthervivas.com/portugues/

EcoDebate, 17/05/2013

Via: http://www.ecodebate.com.br/2013/05/17/consumidores-em-busca-da-soberania-alimentar-artigo-de-esther-vivas/

 



Feira de Produtos Orgânicos e Agricultura Limpa do Ibirapuera na Virada Sustentável

June 2, 2013 21:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Programação das Atividades da Feira na Virada Sustentável:

Data: Sábado, dia 08 de junho, das 10h às 12h.

Local: CDC Modelódromo do Ibirapuera, Rua Curitiba, 292 (próximo do Clube Circulo Militar).

Permitido bicicletas. Permitido cachorros. Estacionamento no local.

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 Atividades gratuitas para toda a família:

1.     Das 10h às 11h: “Gincaneu” – gincana com pneus reciclados e transformados em brinquedos, móveis e instalações. Dispostos em forma de circuitos, são cheios de desafios e diversão. Concepção do ecodesigner Daniel Beato, da Arte em Pneus.
www.arteempneus.org.br

2.     Das 11h às 12h: “Horta caseira” – Aprenda a montar uma horta em casa, transformando seu lixo em adubo orgânico. Oficinas de sementes e compostagem com Fernanda Danelon, hortelã urbana, jornalista e fotógrafa.             www.seedsofgarden.wordpress.com

Mais informaçõeshttps://www.facebook.com/feira.ibirapuera



Resultado Edital Kairós 07/2013

May 19, 2013 21:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Resultado_Edital Kairós_ 07_ 2013_Passagem_Aereas



Semana da Agroecologia na Cidade de São Paulo

May 16, 2013 21:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Em anexo, banner com a programação das mesas e oficinas temáticas.

Convite (1)



Semana Mundial do Comércio Justo e Solidário

May 15, 2013 21:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

• Participe do Salão Mundial, na praia de Copacabana, e da Semana Maniva de Gastronomia

foto-semana-mundial
O Rio de Janeiro abrigará a Semana Mundial de Comércio Justo e Solidário promovida em conjunto pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), pela Plataforma Brasileira de Comércio Justo (Faces do Brasil) e pela World Fair Trade Organization (WFTO), de 26 a 31 de maio de 2013. Na abertura do evento, o prefeito Eduardo Paes elevará a cidade do Rio de Janeiro à capital mundial do comércio justo e solidário durante a semana. Neste período acontecerão várias ações com o objetivo de apresentar, debater, estabelecer planos e plataformas do comércio justo, tais como o Festival Internacional de Comércio Justo e Solidário, em Copacabana, nos dias 30 e 31 de maio. Lá, cerca de 200 produtores, de 30 países e de todas as regiões do Brasil, venderão seus produtos para o varejo e participarão de rodada de negócios. “Promoveremos ainda seminário no Hotel Windsor Guanabara, e, a Semana Maniva de Gastronomia em alguns restaurantes da cidade”, conta Ana Asti, presidente do Faces do Brasil.

O Brasil foi escolhido pelos organizadores da WFTO, principal entidade do setor presente em 75 países com 450 organizações associadas, por ser o único país no mundo com política pública no gênero do Decreto No. 7358 de 27/11/2010, do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário. A Semana Mundial de Comércio Justo e Solidário promoverá os princípios do movimento que envolve 2,5 milhão de pequenos produtores e trabalhadores de aproximadamente três mil organizações globais. Conceitos como criar oportunidades para pequenos produtores economicamente desfavorecidos, promover transparência nas relações comerciais, ter prática comercial justa e equitativa, não permitir o trabalho infantil ou forçado, garantir boas condições de trabalho e igualdade de gênero, capacitação, promoção do comércio justo e o respeito ao meio ambiente. Todos visam reduzir a pobreza ao promover os pequenos produtores.

Segundo o Coordenador Geral da SENAES, Haroldo Mendonca, o Brasil, pioneiro em políticas públicas neste setor, receberá um número enorme de representantes do mundo que conhecerá a experiência brasileira de economia solidária. “Durante o evento será a hora de dialogar com outras redes deste movimento, fazer intercâmbios e negócios com outros países”, comenta. De acordo com Rudi Dalvai, presidente do WFTO, a ideia de comércio justo foi criada de baixo para cima, a partir de experiências já existentes o que torna uma ferramenta sólida. Ele acredita que o Brasil seja o país que pode mostrar para o resto do mundo o que é economia solidária. “Não existe nenhum outro país que tenha esse assunto desenvolvido como no Brasil, onde pequenos agricultores, grupos de mulheres, entre outros, têm apoio do governo”, afirma.

A Semana Mundial de Comércio Justo é amparada pelo SEBRAE e conta ainda com o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico Solidário (SEDES), do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), do Instituto Marista de Solidariedade, do Instituto Morro da Cutia de Agroecologia (IMCA), da Parceria Social e do Instituto Maniva.

Fonte: https://www.facebook.com/events/508858209167740/
Informações adicionais: http://comerciojusto.mte.gov.br/senaes/informacoes-uteis/



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