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Esperança nas ruas: de Nova York a Hong Kong, a cidadania se move por um mundo melhor

30 de Setembro de 2014, 18:03 , por Débora Nunes - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Nesse início de primavera aconteceram eventos nos dois extremos do globo motivados por temas mobilizadores de cidadãos e cidadãs do planeta. Enquanto jovens chineses de Hong Kong manifestam-se por democracia e podem estar construindo a primavera asiática, milhares de pessoas foram às ruas no domingo 21 de setembro de 2014 para exigir que os governos tomem medidas drásticas para diminuir as emissões de gases de efeito estufa. A manifestação em Nova York mobilizou cerca de 300 mil pessoas e contou com a presença de Ban Ki Moon, secretário geral da ONU. Cerca de duas mil manifestações aconteceram por todo o planeta e trazem esperança para aqueles que há anos se envolvem na sensibilização da cidadania em torno das mudanças climáticas.

Os últimos dados sobre o degelo no ártico e a emissão de metano que pode acelerar rapidamente o aquecimento global não são alarmantes, pois os dados anteriores já o eram. Eles são simplesmente desnorteantes, na medida em que afirmam que o mundo em que vivemos já não será o mesmo nos anos vindouros. Encontrar um norte significa preparar-se para a transição. Não será possível reduzir as emissões sem mudar os modos de vida e de consumo das pessoas. Isto não é simples, mas será inevitável em um planeta em que a relativa estabilidade do clima, do fornecimento de água, do preço dos alimentos, etc. não seja mais garantida. Assumir o desperdício como um delito, passar a atentar para o modo como cada produto que consumimos é produzido, exigir durabilidade e renunciar às novidades que surgem a cada dia, entre tantos gestos necessários... Se o mundo é resultado daquilo que fazemos todos os dias, mudar o modo de vida é mudar o sistema econômico e social, é questionar o capitalismo e sua lógica destrutiva

Por outro lado, pensar na responsabilidade de cada pessoa para com o destino da humanidade significa também avançar no controle social dos governos em todos os níveis. Avanços democráticos precisam acontecer onde eles não existem, como na China. Nos países democráticos é a própria democracia representativa que é questionada, buscando-se avançar para uma democracia participativa. Mudanças tão drásticas podem trazer medos, porém, provavelmente, não haverá outro caminho do que a transição para um mundo mais sustentável e democrático. Esta é a ótima notícia que vem das ruas. Uma vida mais simples, mais sóbria, mais engajada nas questões coletivas, mais cooperativa, já é a opção de muitas pessoas que se manifestam e oferecem assim caminhos que precisam ser melhor conhecidos. Algumas pistas podem ser dadas seguindo as diferentes ações da economia solidária, do consumo consciente, das ecovilas e cidades em transição, das medicinas alternativas, da permacultura, etc.

 

Boa transição a todos e a todas! 

 


Tags deste artigo: marcha do clima mudanças climáticas manifestações primavera asiática

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