Go to the content
Show basket Hide basket
Full screen
Dsc 0082

Blog

Gennaio 12, 2009 22:00 , by Unknown - | 1 person following this article.

Revoluções tranquilas: Jovens que plantam árvores

Novembre 4, 2014 11:50, by Débora Nunes - 0no comments yet

A visão da terra desolada das proximidades de Auroville, no sul da India, que havia sido destruída pela erosão, não desanimou Aviran Rozin e sua mulher Yorit. Eles adotaram os 30 hectares que hoje abrigam o projeto Sadhana Forest e convidaram pessoas de boa vontade a ajudá-los a reflorestar. Em 10 anos, com a ajuda de milhares de jovens e com um processo de retenção de água no solo e plantio de árvores, essa área está se reverdecendo. O abastecimento do lençol freático se dá com pequenas barragens, diques e buracos nos quais se plantam as árvores. Essas crescem alimentadas por folhas e adubo que vem da compostagem dos resíduos da cozinha que alimenta os voluntários. Quase 20 mil árvores de 150 espécies locais verdejam o horizonte, seguindo a lógica da permacultura.

A proposta do Sadhana Forest é que os jovens que se associam ao projeto se tornem pessoas melhores em sua estadia, cultivando hábitos simples, trabalho cooperativo com a Natureza e muita alegria. O slogan do projeto é "Mais florestas para cultivar mais pessoas”. Este convite de Aviran e Yorit é respondido por jovens do mundo todo que recebem alimentação vegana preparada por eles mesmos, além de alojamento em troca de quatro horas de trabalho por dia. Ao longo dos anos os voluntários/as já construíram vários alojamentos sustentáveis, cultivaram hortas e árvores frutíferas, cada um contribuindo com aqueles que virão, num processo de colaboração baseado na sobriedade feliz.

Aviran Rozin esteve em Salvador durante o Brechó Eco Solidário 2014. O projeto Sadhana Forest está implantado também em áreas desoladas no Quênia e no Haiti. Porque não no Brasil? Os interessados conectem-se com Aviram, no site do Sadhana.

 

 



Programe-se para curtir o Brechó: dias 24 e 25/10 no Parque da Cidade

Ottobre 17, 2014 15:33, by Débora Nunes - 0no comments yet

brecho2014-programacao-a3.pdf



Só é seu aquilo que você dá

Ottobre 12, 2014 6:33, by Débora Nunes - 0no comments yet

Reinterpretando sabedorias ancestrais, Alexandre Leão, cantor e compositor baiano, criou a música Pop Zen, que diz “Tudo que você tem não é seu, tudo o que você guardar pertence ao tempo, que tudo transformará. Só é seu aquilo que você dá”.

Este convite ao desapego é o hino do evento Brechó Eco Solidário que acontece todo ano no final de outubro no Parque da Cidade, em Salvador. Este ano será nos dias 24 e 25 e vale a pena ir lá pra saber o que isto quer dizer, tanto no mercado de trocas de bens usados, quanto nas oficinas gratuitas de educação ambiental e autoconhecimento, nos shows de artistas que cantam e dançam de graça para o público, ou nos Diálogos sobre questões humanas. È encantador ver a capacidade de doação de centenas de pessoas vestidas de verde, no geral jovens, que trabalham por amor à causa ambiental e social do Brechó. O mundo é isto também: gente generosa que se doa em ações coletivas e não só a violência e corrupção que a mídia mostra.

Cada um pode fazer de memória um inventário das alegrias que sentiu dando algo - coisas, palavras e gestos - a conhecidos e desconhecidos. É sua aquela roupa ou ornamento que sua amiga/o usa e diz “ah, isto foi você que me deu! É seu aquele prazer de ouvir que alguém se olhou de outro jeito quando ouviu aquele seu elogio, ou aquela crítica construtiva que lhe fez crescer. Muito do carinho que se angaria ao longo da vida vêm dos momentos de atenção e cuidado para com as pessoas: um ouvido atento, um toque solidário, um sorriso cúmplice, ou uma lágrima compartilhada parece trazer tanto bem para quem doa quanto para quem recebe. 

Se é tão enriquecedor o gesto de oferecer, apenas histórias pessoais complicadas, circunstâncias vividas que trazem o medo de perder, de ser passado para trás, de algo vir a faltar no futuro, faz com que as pessoas se fechem. A consequência é que essas pessoas tendem a dizer não, mais do que sim, a não se doar com palavras, valorizando pouco os outros e têm comportamentos mesquinhos. Talvez valha a pena tentar convencê-las, como diz a música Pop Zen; o investimento é certo: para prover a você mesmo mais amor, mais sorte, e até mais bens, o caminho é dar mais de si, do que se tem, do que se é. Lute contra a tendência a guardar. Só é seu aquilo que você dá.



Dilma de novo, porém, com reforma política!

Ottobre 6, 2014 13:50, by Débora Nunes - 0no comments yet

Quem luta contra a desigualdade no Brasil reconhece os saltos históricos que o país deu na era Lula/Dilma. O aumento do salário mínimo, o aumento do emprego, a construção de casas populares e o bolsa família fizeram do Brasil, em pouco mais de uma década, um país no qual a miséria não é mais a vergonha nacional, a fome é residual e a inclusão social é um fato do cotidiano. Isto incomoda alguns, mas o povo brasileiro apoia massivamente esta mudança profunda do país. O voto em Dilma representa este apoio, mas não só ele. Todos os candidatos e candidatas tiveram votos de pessoas que aprovam estas mudanças, mas que querem também avanços na política.

Os jovens sobretudo! o acesso dos mais pobres, dos negros e dos mestiços à Universidade - outra mudança promovida por Lula e Dilma - tem e terá repercussão cada vez maior no futuro do país. No governo do PSDB do professor Fernando Henrique, isto não esteve em pauta. Hoje há arquitetos/urbanistas originários de bairros pobres e que por eles trabalham; advogados que sofreram preconceitos e usam a lei para bani-los; médicos que viveram em favelas e atuam por melhorias nas condições de vida do povo; artistas que trazem a cultura popular para enriquecer o ambiente erudito... O Brasil real, da maioria, chega cada vez mais a posições de responsabilidade e de decisão e assim as mudanças avançam e se enraízam nas instituições, no serviço público, nas empresas, em todo lugar. E por isto mesmo esta juventude, assim como adultos e idosos, querem que a forma de fazer política também avance.

A corrupção como forma de conseguir hegemonia política, a força do poder econômicos no funcionamento do Congresso, Assembleias e Câmaras municipais... quase nada mudou desde a redemocratização. Muitos políticos de esquerda simplesmente aderiram ao status quo em nome da "governabilidade". O povo está muito mais educado e informado, a comunicação se descentralizou com as redes sociais, mas o universo da política profissional continua a ser um feudo de poucos. Surdos, infelizmente, em sua maioria, ao clamor popular por ética, pela melhoria dos serviços públicos, pelo planejamento de longo prazo do estado brasileiro, conduzidos por funcionários com carreira pública... Pede-se uma democracia cada vez mais direta na qual o/a cidadão/ã comum passe a ser mais consultado/a sobre decisões de caráter público. A proposição, por Dilma, da Política Nacional de Participação Social é um dos avanços possíveis. A reforma política e o controle social do exercício do poder são hoje imperativos democráticos.

Dilma e os partidos de sua base precisam assumi-los, pois Aécio não tem história para fazê-los e representa, nesta eleição, um retrocesso.

Avança Brasil!



Esperança nas ruas: de Nova York a Hong Kong, a cidadania se move por um mundo melhor

Settembre 30, 2014 18:03, by Débora Nunes - 0no comments yet

Nesse início de primavera aconteceram eventos nos dois extremos do globo motivados por temas mobilizadores de cidadãos e cidadãs do planeta. Enquanto jovens chineses de Hong Kong manifestam-se por democracia e podem estar construindo a primavera asiática, milhares de pessoas foram às ruas no domingo 21 de setembro de 2014 para exigir que os governos tomem medidas drásticas para diminuir as emissões de gases de efeito estufa. A manifestação em Nova York mobilizou cerca de 300 mil pessoas e contou com a presença de Ban Ki Moon, secretário geral da ONU. Cerca de duas mil manifestações aconteceram por todo o planeta e trazem esperança para aqueles que há anos se envolvem na sensibilização da cidadania em torno das mudanças climáticas.

Os últimos dados sobre o degelo no ártico e a emissão de metano que pode acelerar rapidamente o aquecimento global não são alarmantes, pois os dados anteriores já o eram. Eles são simplesmente desnorteantes, na medida em que afirmam que o mundo em que vivemos já não será o mesmo nos anos vindouros. Encontrar um norte significa preparar-se para a transição. Não será possível reduzir as emissões sem mudar os modos de vida e de consumo das pessoas. Isto não é simples, mas será inevitável em um planeta em que a relativa estabilidade do clima, do fornecimento de água, do preço dos alimentos, etc. não seja mais garantida. Assumir o desperdício como um delito, passar a atentar para o modo como cada produto que consumimos é produzido, exigir durabilidade e renunciar às novidades que surgem a cada dia, entre tantos gestos necessários... Se o mundo é resultado daquilo que fazemos todos os dias, mudar o modo de vida é mudar o sistema econômico e social, é questionar o capitalismo e sua lógica destrutiva

Por outro lado, pensar na responsabilidade de cada pessoa para com o destino da humanidade significa também avançar no controle social dos governos em todos os níveis. Avanços democráticos precisam acontecer onde eles não existem, como na China. Nos países democráticos é a própria democracia representativa que é questionada, buscando-se avançar para uma democracia participativa. Mudanças tão drásticas podem trazer medos, porém, provavelmente, não haverá outro caminho do que a transição para um mundo mais sustentável e democrático. Esta é a ótima notícia que vem das ruas. Uma vida mais simples, mais sóbria, mais engajada nas questões coletivas, mais cooperativa, já é a opção de muitas pessoas que se manifestam e oferecem assim caminhos que precisam ser melhor conhecidos. Algumas pistas podem ser dadas seguindo as diferentes ações da economia solidária, do consumo consciente, das ecovilas e cidades em transição, das medicinas alternativas, da permacultura, etc.

 

Boa transição a todos e a todas! 

 



Permacultura: prática do futuro emergente

Settembre 15, 2014 18:05, by Débora Nunes - 0no comments yet

 

Num mundo no qual o rápido, o fugaz e o superficial ainda são majoritários, não é estranho que alguém tenha pensado na cultura do que permanece.  Toda a história humana se fez assim: enquanto a maioria está em um estágio, há os que já pensam e vivem como o tempo que virá. Bill Mollison e David Holmgren fazem parte destes construtores de futuro e não é à toa que o conceito de Permacultura, criado por eles na Austrália no final dos anos 70, seja hoje tão importante no mundo todo.  

Envolvendo práticas agrícolas tradicionais e descobertas científicas contemporâneas, a permacultura significa criar ambientes sustentáveis, favoráveis à vida. Seja no campo ou na cidade, a integração de plantas, animais e humanos de forma mais próxima aos ecossistemas naturais significa perenidade, como só a Natureza sabe fazer. Quando a observamos e integramos seus princípios e significados, podemos planejar e intervir de forma permanente e contribuir para a abundância de alimentos, a conservação do solo e das espécies e o bem estar humano.

A Permacultura está na base da agricultura orgânica, da agroecologia, das agroflorestas, das ecovilas e de tantas outras iniciativas que vão se tornando cada vez mais conhecidas e respeitadas. Ela significa a busca de uma vida mais próxima e harmônica com a Natureza, encontrando seu próprio lugar e entendendo o lugar de cada outro elemento da grande Teia da Vida. Pra se iniciar no tema, o vídeo Como os lobos mudam rios, mostra, em emocionantes quatro minutos, toda a interconexão e interdependência que existe na Natureza e que a permacultura busca respeitar. Pra saber um pouco mais acesse o resumo do livro Os Fundamentos da Permacultura de David Holmgren e busque conhecer iniciativas de destaque como o Instituto de Permacultura da Bahia ou o Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado .

 

Conheça a bela síntese " A flor da permacultura"

https://www.permacultureprinciples.com/pt/pc_flower_poster_pt.pdf

 



A sociedade civil mundial avança: boa notícia para o mundo

Settembre 7, 2014 10:38, by Débora Nunes - 0no comments yet

O novo milênio trouxe boas notícias com a articulação cada vez mais consistente de movimentos cidadãos em escala internacional. A primeira notícia alvissareira foi a organização do Fórum Social Mundial em Porto Alegre em 2001, com o slogan Outro mundo é possível. Desde aí o FSM só vem crescendo e articulando movimentos sociais em escala planetária, renovando um importante impulsionador da história humana que é a união dos que desejam mudanças. As conferências governamentais, particularmente sobre o clima, como a Rio+20, têm sido outro momento formidável de mobilização mundial.  Em 2012, no Rio de Janeiro, cerca de 300 mil pessoas mostraram alternativas para outro desenvolvimento do mundo, mais justo, sustentável e solidário.

Uma das redes internacionais presentes neste evento, a rede Diálogos em humanidade, tem presença destacada aqui em Salvador e está instalada em quatro continentes, se propondo a ser um “fórum global sobre a questão humana”. O evento baiano da rede é o Brechó Eco-solidário, que trabalha com troca de bens usados e moeda social e é inteiramente construído de maneira autogestionária, por voluntários/as. Os demais eventos da rede Diálogos em humanidade também trazem exemplos de “práticas do futuro emergente” para a construção de um mundo melhor.

Nos eventos  da rede Diálogos ocorrem rodas de discussão entre cidadãos comuns que focam os desafios da humanidade para além das discussões sobre o papel das classes sociais, dos governos, dos espaços geográficos. Pergunta-se nestes diálogos: o que em nós humanos constrói os resultados concretos que vemos no mundo em termos sociais, econômicos e políticos? Como os sentimentos genuinamente humanos – o medo e o amor, a raiva e a compaixão, o egoísmo e a generosidade, entre outros – conformam o estar no mundo da humanidade? Quando esta dimensão dos problemas humanos é tratada, fica mais fácil entender a máxima de Gandhi: “nós precisamos ser a mudança que queremos ver” e fica mais fácil engajar-se com profundidade. 



Sobre o dinheiro e a alma

Settembre 1, 2014 18:52, by Débora Nunes - 0no comments yet

Pesquisas recentes apontam uma leitura nada comum sobre a origem do dinheiro. Seu surgimento não estaria vinculado à facilitação das trocas de bens, substituindo com vantagens o escambo, a troca direta. Antes da razão prática ele teria sido criado por razões espirituais, para negociar com o divino. As primeiras moedas, segundo esta versão, teriam sido animais oferecidos aos deuses em troca de favores solicitados desde tempos imemoriais: chuva, sol, boa colheita, etc. Esta versão abre outra perspectiva de relação com o dinheiro que não é nem a da adoração, tão comum, nem a da execração. Ela vai além, entendendo seu papel simbólico e ajudando a compreender a alma humana.

 

Um dos motivos da adoração ao dinheiro é seu poder de evitar frustrações. Quem tem dinheiro não precisa o tempo todo priorizar, escolher. Pode, em termos materiais, ter “tudo” o que deseja, em comparação à média das pessoas. Outro conforto que o dinheiro traz, é o próprio conforto: paga serviços, bens e situações que evitam trabalho. Não é à toa que o dinheiro é normalmente tão cobiçado e que quem aparenta possuí-lo está tão exposto à inveja. Os motivos que cada pessoa elege para valorizar o dinheiro são um bom caminho do processo de autoconhecimento: ele pode ser um revelador de desprendimento, mas também de apego. Ele pode mostrar o cuidado consigo e com os outros, ou pode ser usado para controlar as pessoas. O dinheiro pensado com força de vida, como energia condensada, pode nos ajudar no caminho da coerência, usando-o para moldar o mundo que queremos.

É possível destacar duas relações profundas do dinheiro com a alma: a liberdade de escolha que o dinheiro permite e a promessa de aprovação social que ele oferece. Pensando que cada ser humano tem no seu DNA desejos de liberdade e de reconhecimento do seu valor, vê-se que todos tentam, por diferentes meios, cumprir estes desejos. A maioria tenta ser útil, trabalha no que lhe cabe buscando mostrar seu mérito, tenta ser bom pai, mãe, filho, amigo, colega de trabalho, etc., confiando colher amor e respeito de si mesmo e dos outros. O dinheiro entra aí desestabilizando a equação social. Como poderoso motor de reconhecimento, particularmente numa sociedade consumista, ajuda na criação de uma imagem pública favorável até para quem não tem mérito e usa o dinheiro para criar, acelerar ou aprofundar a desejada admiração pública.

Costuma-se separar, e é justo que se faça, aqueles que obtêm dinheiro por mérito do trabalho árduo, daqueles que o obtêm por meios escusos. Quando se obtém dinheiro por algo meritório, o desejo de reconhecimento através desse tenderia a ser menor, pois a atividade que causou sua obtenção já traz também reconhecimento, e assim não se necessitaria de exposição de poder econômico. Pode-se pensar que o apego exagerado ao dinheiro, e mesmo a exibição pública daquilo que ele proporciona, estaria mais presente naqueles que não têm outros merecimentos para serem reconhecidos, ou que intimamente duvidam de seu próprio valor. Nestes casos, que parecem ser frequentes, o dinheiro pode facilmente virar uma prisão, ao invés de um instrumento de liberdade de escolhas.

Se olhamos o dinheiro de modo mais espiritualizado, de fato é possível perceber caminhos da alma através das formas de sua presença diária na vida de cada um. Para aqueles que querem uma existência plena, não é possível ignorar como o dinheiro lhes afeta, nem desconhecer que ele é também uma metáfora de poder. A alma, ou a consciência de cada um, não quer subterfúgios, não quer vender ilusões a si mesma ou aos outros. Ao invés de execrá-lo, talvez a melhor forma de vencer o poder do dinheiro seja simplesmente olhá-lo de frente, como o que ele de fato é: um instrumento, um objeto, que tem o sentido que lhe damos. Como diz a música de Frejat “desejo que você ganhe dinheiro, pois é preciso viver também... E que você diga a ele, pelo menos uma vez, quem é mesmo o dono de quem...”.

 

Outro link relacionado: "Sobre o ter e o ter"



Um pouco da sabedoria do Yoga

Agosto 24, 2014 7:29, by Débora Nunes - 0no comments yet

É comum pensar no Yoga como uma ginástica vinda da Índia, na qual as pessoas executam, ao som de música suave, belos exercícios de alongamento que ajudam a manter o corpo em forma, com equilíbrio e flexibilidade. Tudo isso é verdade, mas é a ponta do iceberg do universo do Yoga, que é também uma forma de exercício espiritual e uma via de cura, imersas numa concepção de mundo na qual tudo é um. Corpo e emoções, mente e alma estão completamente interligados e podem ser curados de desarmonias pela via do Yoga, que inclui a plena absorção da energia vital, o “prana”, através de práticas respiratórias.

Surgida na Índia há cerca de cinco mil anos, a prática tem uma dimensão devocional que inclui cânticos (mantras) e posturas meditativas que facilitam o contato com o divino. Como a palavra Yoga significa “união” e sua prática se propõe ser um caminho para a “iluminação”, pode-se destacar sua vocação para ser um caminho de autoconsciência. Iluminação sendo entendida aqui como a união entre a pessoa e o divino em si, a autenticidade na aceitação de seus talentos e suas sombras, do destino do Universo e do seu próprio.  A prática do Yoga é um caminho de busca da alegria de viver, que, no dizer de Gandhi, é encontrada quando existe coerência entre o que se faz, o que se pensa e o que sente. Integração.

Na prática do Yoga é-se convidado a uma concentração profunda da mente no funcionamento do corpo. Ao realizar uma postura tradicional, chamada “ásana”, em ritmo respiratório definido, por exemplo, inspirar ao subir, expirar ao descer, a mente é chamada a concentrar-se em algo que se está realizando no momento, o que a libera de quaisquer outras preocupações. Esta concentração meditativa é uma das portas que o Yoga abre para a união entre corpo, mente e espírito. Sem esta união não há possibilidade de um aprofundamento da consciência, nem de saúde perfeita. A relação do Yoga com a medicina ayurvédica indiana é assim, profunda.

Os ásanas e os exercícios respiratórios do Yoga acionam os centros de energia do corpo segundo a medicina ayurvédica, chamados de “chacras”, e ajudar a manter e recuperar a saúde. A relação entre os sete chacras principais e cada parte do corpo, as funções corpóreas, as emoções, as dimensões sutis do ser humano e os elementos do universo foram por mim resumidas num desenho anexo. A prática contínua do Yoga, para além dos benefícios físicos ajudam a perceber o longo caminho do auto aperfeiçoamento e a entender melhor a contribuição de cada ser para a constante transformação do Universo em direção a mais amor.

 



"Revoluções tranquilas": A África dá exemplo ao primeiro mundo

Agosto 14, 2014 19:08, by Débora Nunes - 0no comments yet

A experiência da "cidade rural verde" de Songhai é espantosa. É impressionante que um pais pobre como o Benin, na costa oeste da África, possa mostrar ao mundo tal exemplo de produção limpa com energias renováveis, lixo zero e criação de empregos decentes. Tudo isto em harmonia completa com a Natureza. Não seria este o sonho do “primeiro mundo”? pois há muito mais: formação, pesquisa, serviços de saúde,  incentivo ao empreendedorismo...Não é a toa que Songhai e seu modelo de desenvolvimento, tenha como slogan a expressão "A África levanta a cabeça".

 

O nome Songhai foi emprestado de um poderoso e dinâmico império africano do século XV. Segundo o padre dominicano Godfrey Nzamujo, fundador e animador das experiências Songhai desde 1985, os valores desta civilização eram: visão, coragem, criatividade, sentido do bem comum, disciplina e solidariedade. A equipe de Songhai vem formando, com base nesses valores, gerações de dirigentes que coordenam experiências implantadas em vários países e melhoram a vida de milhares de pessoas.

O que se vê na sede histórica do projeto no subúrbio de Porto Novo, capital do Benin, é uma impecável limpeza e organização, na qual os jardins que produzem alimentos e embelezam o sítio são adubados com a compostagem dos dejetos animais e humanos que também viram energia por biogás. Tudo é vendido fresco, a preços acessíveis, ou processado em indústrias cujas máquinas são fabricadas ali mesmo, muitas delas com latas de alumínio reutilizadas, idealizadas por mecânicos locais e que funcionam com energia produzida ali mesmo. Um exemplo de permacultura.

Os produtos, orgânicos, são de excelente qualidade e não vão todos para o exterior a preços inacessíveis: o alvo da produção Songhai é o povo pobre do Benim mesmo, numa economia chamada por eles de “de comunhão”. Os avanços tecnológicos desta experiência maravilhosas devem muito ao Pe. Godfrey, doutor em eletrônica, microbiologia e ciências do desenvolvimento. Os avanços humanos são uma conquista coletiva que se celebra a cada domingo numa alegre e colorida missa celebrada na pequena capela que transborda de gente que canta a liberdade de construir seu próprio destino.

 

Conheça o site em francês e inglês

https://www.songhai.org/index.php?lang=fr