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12 de Janeiro de 2009, 22:00 , por Desconhecido - | 1 pessoa seguindo este artigo.
Notícias publicadas no portal oficial da UFRB e clonadas nessa comunidade.

UFRB e SecultBA celebram acordo durante programação do Bembé do Mercado

19 de Maio de 2019, 14:11, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) assinaram um protocolo de intenções que formaliza uma relação de cooperação e trabalho. A assinatura do documento aconteceu na noite da última sexta-feira, dia 17, em meio as comemorações do tradicional Bembé do Mercado, durante a Missa Afro, celebrada na Igreja do Museu do Recolhimento dos Humildes, no município de Santo Amaro. 

A parceria foi firmada com a presença do reitor da UFRB, o professor Silvio Soglia, que se fazia acompanhado do diretor do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT), professor Danilo Barata; e a secretária da Cultura do Estado da Bahia, Arany Santana, cuja comitiva também foi formada pelo Diretor do Centro de Cultura Populares e Identitárias (CCPI), André Reis.

O estreitamento entre as duas instituições fortalece uma união já existente entre a SecultBA e o universo acadêmico. A priori, serão desenvolvidas ações como o mapeamento e a pesquisa de manifestações culturais de Santo Amaro e de outros municípios do recôncavo baiano. Esse projeto, por exemplo, envolve o corpo técnico da SecultBA e os professores, pesquisadores e estudantes da UFRB.

O acordo vai proporcionar uma maior integração entre a comunidade acadêmica da UFRB e os espaços e instituições culturais da região. O Teatro Dona Canô, por exemplo, é um forte espaço de intercâmbio. De acordo com o professor Danilo Barata, "o equipamento vai servir de laboratório e fortalecer a experiência prática dos alunos do campus, que conta com cursos superiores tecnológicos em Artes e Espetáculos, Produção Musical, Política e Gestão Cultural e, também, das Licenciaturas Interdisciplinares em Artes e em Música Popular Brasileira".

Para o reitor Silvio Soglia, "a parceria com a SecultBA vai além da missão da UFRB de formar pessoas e permite que a academia ocupe de forma mais efetiva e permanente os espaços culturais de Santo Amaro, atraindo mais turistas e fomentando a economia".

A secretária Arany Santana falou da missão da universidade pública de promover a democratização do conhecimento e da livre expressão do pensamento. “A educação e a cultura são fatores primordiais para o desenvolvimento de uma sociedade que precisa combater com empenho as desigualdades", ressaltou a gestora.

Com informaçoes de http://www.cultura.ba.gov.br

Foto: Lucas Rosário/SecultBA



Professor visitante da UFRB é homenageado pela Faculdade de Direito da USP

18 de Maio de 2019, 21:58, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

O antropólogo e professor visitante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Kabengele Munanga, foi homenageado pela luta contra todas as formas de discriminação racial, pela Área de Direitos Humanos da Faculdade de Direito, da Universidade de São Paulo(USP). O ato integrou parte da programação do Simpósio de Estudos em homenagem ao professor Kabengele Munanga, ocorrido nos dias 13 e 14 de maio, no auditório Rui Barbosa, da Faculdade de Direito da USP, localizado no Largo São Francisco, no centro de São Paulo.

O evento marcou também os 50 anos da assinatura, pelo Brasil, da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.

O tributo ao professor destaca a luta no decorrer de sua trajetória de vida e profissional, contra o racismo e em defesa dos direitos humanos. Kabengele Munanga, natural do Congo, é um dos protagonistas no debate nacional em defesa da implantação das cotas e ações afirmativas.

No mesmo evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski abordou as políticas de ação afirmativa que foram aprovadas no Supremo - as quais votou a favor na ocasião, em abril de 2012.

Estiveram presente ao simpósio em homenagem a Kabengele Munanga, o diretor da Faculdade de Direito da USP, Floriano Azevedo Marques; o professor dos cursos de pós-graduação da Faculdade de Direito da USP, Calixto Salomão; os ex-ministros José Gregório (Justiça) atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo; e Celso Lafer (Relações Exteriores); a atual chefe do Centro de Estudos Africanos da USP, Leila Maria Gonçalves Leite Hernandez; o fundador da Universidade Zumbi dos Palmares, sociólogo José Vicente; a professora doutora da Faculdade de Direito da USP e coordenadora  dos trabalhos da mesa, Eunice Aparecida de Jesus Prudente, entre outros.

Ao comparar as discriminações contra negros e indígenas no Brasil, Munanga afirmou que uma das peculiaridades desses processo no país é “o silêncio, o não dito, que confunde todos os brasileiros e brasileiras vítimas e não vítimas.”

Para Munanga, o “racismo à brasileira mata duas vezes”. “Mata fisicamente, como mostram as estatísticas do genocídio da juventude negra em nossas periferias, mata na inibição da manifestação da consciência de todos, brancos e negros, sobre a existência do racismo em nossa sociedade”, enfatizou.

Falta no país, na avaliação dele, a consciência sobre a dimensão do problema. O que é, segundo o antropólogo, um obstáculo ao enfrentamento do racismo no país. “Daí a dificuldade de lutar contra uma injustiça social não admitida pela maioria da população, por alguns de seus dirigentes, alguns intelectuais e pela grande imprensa formadora de opinião formadora de opinião sobre os problemas da sociedade”, destacou.

Trajetória

Desde 2017, Munanga é professor visitante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Há menos de um ano, ele recebeu o 15º Prêmio USP de Direitos Humanos, em cerimônia realizada no dia 29 de junho, na Sala do Conselho Universitário. Ao longo de sua carreira, também foi agraciado com diversos prêmios e títulos.

Em 2002, o professor recebeu a Ordem do Mérito Cultural, pelo Ministério da Cultura; no ano de 2008, ganhou homenagem como Decano em Estudos Antropológicos, do Departamento de Antropologia da FFLCH; recebeu o Troféu Raça Negra 2011, pela Afrobras e pela Faculdade Zumbi dos Palmares.

Em 2012, Munanga foi agraciado com o Prêmio Benedito Galvão, da Ordem dos Advogados do Estado de São Paulo (OAB-SP) e, no mesmo ano, foi homenageado pela Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp). Em 2013, recebeu o Grau de Oficial da Ordem do Rio Branco, outorgada pelo Ministério das Relações Exteriores. Em setembro de 2016, foi homenageado com o título de cidadania baiana, pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.

Antropólogo e professor, Munanga desenvolve pesquisas sobre populações afro-brasileiras desde a década de 1970, quando trabalhou na USP. Seus estudos foram responsáveis por romper a visão eurocêntrica da antropologia, repensar a participação dos negros na história do país e, ainda, consolidar os estudos preparatórios para a Constituição de 1988, no eixo que tange os Diretos Humanos e combate à toda a forma de racismo no Brasil.

Trechos do discurso

A seguir, os principais trechos do discurso de Kabengele Munanga realizado durante o evento em sua homenagem:

O silêncio e o não dito sobre o racismo brasileiro marca o preconceito da educação e da formação da cidadania em toda as direções. Como escreveu Eliane Cavalleiro, esse silêncio começa no lar e se prolonga na educação infantil, desde a escola.Foi com essa consciência, com a consciência dessa lacuna, que organizei o livro Superando o racismo na escola, a pedido do Ministério da Educação, cuja a primeira edição, em 1999, contou com o prefácio do então Ministro da Educação Paulo Renato Souza, e a segunda impressão, em 2001, com o prefácio do então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Outras edições certamente vieram no governo do ex-presidente Lula.

Desde então, os convites começaram a chover de várias escolas, para dar palestras e conferências sobre o tema. Me lembro de uma aula marcada com educadores de uma escola pública da periferia de São Paulo, acho que era em Capão Redondo, se não me falha a memória. Me chegou um convite da Unesco, para ir à Paris, na Semana da África, que cai em maio de cada ano, para participar de uma mesa sobre a negritude, por causa de um pequeno livro que escrevi a respeito do Brasil.

A data da minha aula na periferia coincidia, infelizmente, com a data do embarque para Paris. Naquele dia pesou a consciência. Eu preferi declinar o convite da Unesco para honrar meu compromisso com os educadores da escola da periferia de São Paulo.Não conto isso como autopromoção, mas apenas como exemplo de como a consciência pode pesar quando se trata de escolher entre interesses individuais e coletivos

Sem dúvida, todos os racismos são abomináveis e cada um faz as sua vítimas do seu modo. O brasileiro não é o pior, nem o melhor, mas ele tem as suas peculiaridades, entre as quais o silêncio, o não dito, que confunde todos os brasileiros e brasileiras vítimas e não vítimas.Como disse Ali Wiesel, judeu Nobel da Paz, o carrasco sempre mata duas vezes, a segunda é pelo silêncio, prática característica do racismos brasileiro que sempre mata duas vezes: mata fisicamente, como mostra as estatísticas sobre a genocídio da juventude negra em nossas periferias; mata na inibição da manifestação da consciência de todos, brancos e negros, sobre a existência do racismo em nossa sociedade.

É por isso que eu costumo dizer que o racismos brasileiro é um crime perfeito.

Eu poderia ficar indiferente, me esconder no mundo dos brancos onde tenho amigos, não apenas no Brasil, mas também em outros países ocidentais. Digo com muito orgulho que minhas relações de amizade não têm fronteiras raciais, mas nem por isso vou negar uma realidade crua e chocante que, infelizmente, muitos brasileiros não enxergam pois confundem mitos e realidades.

É claro que as coisas estão mudando, a consciência vem crescendo, como mostrado aqui nas falas do ministro Lewandowski, do ex-ministro José Gregório e professor Celso Lafer.

Num trecho de entrevista em minha homenagem, publicado na revista USP de agosto de 2017, as intelectuais pesquisadoras Silvia Dantas, Lígia Pereira e Maura Véras, me consideram como um intérprete africano no Brasil, porque perceberam que eu tenho um olhar diferente, uma leitura diferente de muitos brasileiros sobre a questão racial no país.Mas esse olhar não é distante, frio, neutro (como diriam alguns, um olhar objetivo), é um olhar subjetivo, engajado, afetivo e apaixonado, um olhar de solidariedade que me acompanha cotidianamente no meu estilo de vida, nas minhas aulas e, sobretudo, nos meus textos.

O mito da democracia brasileira, apesar de já ter sido destruído política e cientificamente, tem uma forma inercial difícil de desmantelar. Se perguntarmos hoje aos norte-americanos, sul-africanos, europeus e brasileiros sobre a existência de preconceitos e discriminação racial em suas respectivas sociedades, teremos respostas diferentes a serem interpretadas de acordo com a época, a história de cada país e sua estrutura de poder.

Os norte-americanos, brancos e negros, poderão dar respostas claras e diretas. Atualmente alguns deles podem até dizer que os preconceitos raciais recuaram porque elegeram um presidente negro, além de apresentar hoje mobilidade social, na qual nota-se uma pequena burguesia.

O sul-africano também não teria dificuldade para confirmar a existência do racismo e de suas práticas em sua sociedade. Alguns podem até dizer que esse fenômeno recuou com a supressão das leis do apartheid e pelo fato de os negros estarem no comando político do país.

Alguns franceses, alemães poderão dizer que em sua sociedade exista apenas a xenofobia em relação aos imigrantes e, não necessariamente, o preconceito racial.

A mesma pergunta feita aos brasileiros pareceria inconveniente, incômoda e até mesmo perturbadora. Muitos, comparativamente aos americanos, sul-africanos, não teriam respostas claras e diretas, suas respostas seriam ambíguas e fugitivas .Para muitos, o Brasil não é um país preconceituoso e racista, sendo as violências sofridas pelos negros e não brancos, em geral, apenas uma questão econômica ou de classe social, que nada tem a ver com os mitos de superioridades e de inferioridade racial.

Nesse sentido, os negros, indígenas e outros, não brancos, são discriminados porque são pobres. Em outros termos, negros, brancos e pobres, negros e brancos da classe média, negros e brancos ricos (não sei quantos negros ricos tem nessa sociedade), não se discriminam entre si, tendo em vista que eles pertencem todos à mesma classe social. Uma bela mentira.

Para algumas pessoas mais esclarecidas, e mais sensíveis ao cotidiano brasileiro, existe sim preconceitos e práticas discriminatórias no Brasil, em relação aos negros, povos indígenas e outros.No caso dos resultados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha, de 1995, que resultou na edição do livro Racismo Cordial, de Cleusa Turra e Gustavo Venturi, publicado pela Ática, seria interessante interrogar-se como o racismo pode ser cordial apenas no Brasil, e não em outro canto do mundo.

Nessa pesquisa, 89% dos brasileiros aceitaram a existência do racismo no país, embora apenas 10% tivesse confessado que conhecem pessoas que discriminam, ou que eles mesmo já teriam sido discriminados.Perguntaram para as mesmas pessoas se elas não se importariam se suas filhas, seus filhos se casassem com uma pessoa negra. As respostas revelaram contradições até entre as pessoas que declararam que não são racistas, na medida em que não viam com bons olhos casamento inter-racial entre pessoas brancas e negras. Elas mostraram preocupação em ter netos negros ou mestiços que sofrerão também preconceitos raciais na sociedade. Reprovaram o casamento inter-racial deixando claro a ambiguidade que permeia a apologia da mestiçagem como símbolo da identidade nacional brasileira.

A dificuldade de combater o racismo brasileiro está justamente nas suas peculiaridades, que o diferenciam de outras formas de manifestação de racismo, conhecida na história como, por exemplo, o regime nazista ou o apartheid na África do Sul, para citar apenas os mais conhecidos. Nesses modelos, o racismo foi explícito, institucionalizado e oficializado pelas leis naqueles países. Praticou-se o racismo do estado.

No Brasil o racismo é implícito. De fato, ele nunca foi oficializado nos princípios da pureza de sangue, da superioridade e da inferioridade racial. Por causa dessa ausência de leis segregacionistas, os brasileiros não se consideram racistas, quando se comparam aos demais países.Os brasileiros se olham nos espelhos sul-africanos, americanos e nazistas e se percebem sem nenhuma mácula, em vez de se olharem em seu próprio espelho. Assim ecoa, dentro de muitos brasileiros, uma voz muito forte que grita ‘não somos racistas! racistas são os outros!’. Essa voz forte e poderosa é o que chamo inércia do mito da democracia racial.

Com informações de https://www.fflch.usp.br/1366, e https://www.cartamaior.com.br.

 



Egressos de Cinema e Artes Visuais da UFRB produzem filme em Saubara

18 de Maio de 2019, 14:23, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

A gravação de um filme de curta metragem de ficção, produzido por egressos dos cursos de Cinema e Audiovisual; e de Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com moradores e colaboradores, tem agitado o cotidiano de pouco mais de 12 mil habitantes de Saubara, próxima a foz do Rio Paraguaçu, na Baía de Todos os Santos, no Recôncavo baiano.

O curta “Mocó” dirigido pela cinesta Luciana Sacramento, egressa do curso de Cinema e Audiovisual, conta o cotidiano do menino Pedro, 9 anos, super-herói infantil saubarense, que vive com sua mãe, Marta e sua avó, Maria, mulheres que preservam a tradição do trançado, da renda, da mariscagem e do samba de roda.

O desenrolar da narrativa, coloca Pedro com a tarefa de ser guardião do mocó velho de sua avó. Para isso, o menino não medirá esforços. Com aproximadamente vinte minutos de duração, o curta metragem, do gênero drama, continua sendo gravado em Saubara, até o próximo domingo, dia 19.

O elenco conta com a participação da atriz Rejane Maya, cujo papel marcante como a baiana do Acarajé, no clássico do cinema brasileiro e televisivo "Ó Paí, Ó", a projetou no cenário nacional e internacional; e Zulmira, da série de TV “Gabriela”, além de ser dançarina, professora de interpretação, integrante do "Bando de Teatro Olodum" e ser fundadora do projeto teatral "Beje Eró".

Também participam do curta, Marcos Alves, que interpreta Pedro, o superherói; Lícia de Jesus, Joana Flores, Patricia Ramos, Duca Clara Amorim, Jaqueline Pinheiro, Samara Xavier, Deise Silva, Thayla Cristina, Gisele Nery e diversas crianças e adultos figurantes, em sua maior parte, moradores locais.

Antes da escolha do elenco, foi realizada uma oficina de interpretação de quatro dias, no Galpão da Terceira Idade, em Saubara, voltada para o público infantil. 

Segundo Luciana, roteirista e diretora do curta, “além da fantasia do personagem Pedro, Mocó representa a força das mulheres de Saubara, que acumulam, em seus trabalhos, diversas funções, todas apresentadas no filme. Trabalhos estes advindos da tradição cultural local da palha, da renda, da mariscagem e do samba de roda”.

O filme está previsto para ser lançado em agosto deste ano, em Saubara, e no Cine Theatro Cachoeirano, em Cachoeira.

Mais em: https://www.facebook.com/mococurta.



UFRB abre inscrição para seleção de 70 bolsistas de extensão universitária

16 de Maio de 2019, 20:04, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) abre processo de seleção de bolsistas de extensão para projetos ou programas do PIBEX, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (PROEXT). Serão selecionados setenta estudantes.

O estudante interessado em participar do processo seletivo deverá estar regularmente matriculado em curso de graduação e entrar em contato com a coordenação do projeto ou programa selecionado no edital nº 02/2019 do PIBEX, para conhecer a proposta e obter a carta de apresentação (anexo I do edital) assinada pelo coordenador do mesmo (que é um dos documentos exigidos para a inscrição).

As inscrições deverão ser realizadas, exclusivamente, na página www.ufrb.edu.br/proext até as 23 horas e 59 minutos do próximo dia 20 de maio.

O aluno deve, também, preencher uma Carta de Intenção (com uma exposição do interesse dele pelo projeto ou programa e de que forma contribuirá para execução do mesmo).

Não poderá participar do processo seletivo os estudantes que estejam cursando o último semestre dos cursos de graduação. É outra condição imprescindível, que o estudante de graduação tenha escore de desempenho acadêmico igual ou superior a 5,0 (cinco).

Os estudantes poderão se inscrever em projetos ou programas de outro Centro de Ensino, desde que as ações do projeto tenham uma relação direta com o curso de graduação ao qual o estudante está matriculado.

Os estudantes do CCAAB e do CETEC deverão entregar na Pró-reitoria de Extensão os seguintes documentos: Termo de Outorga devidamente preenchido, com os demais documentos (cópia do RG, CPF e do extrato bancário contendo de forma legível o nome do banco, o nº da agência e da conta).

 Os estudantes dos demais Centros de Ensino (CFP, CAHL, CECULT, CCS e CETENS), a entrega deverá ser feita na Gestão de Extensão do seu respectivo Centro.

O resultado final da seleção será publicado até o próximo dia 31 de maio.

O valor da bolsa para os estudantes selecionados é de R$ 400,00 (Quatrocentos reais) a ser recebido no período de junho a 30 de novembro de 2019.

PIBEX

O PIBEX é um programa que destina bolsa de extensão como auxílio financeiro ao estudante de graduação vinculado a um projeto ou programa de extensão, orientado e acompanhado por um professor da carreira do magistério da UFRB, no efetivo exercício de suas funções.

Entre os objetivos estão o de viabilizar a participação de estudantes no processo de interação entre a universidade e outros setores da sociedade através de atividades acadêmicas que contribuam para a sua formação acadêmica, profissional e para o exercício da cidadania; e o incentivo aos processos educativos, culturais, científicos e tecnológicos como forma de aprendizagem da atividade extensionista, articulados com o ensino e a pesquisa, de forma indissociável e que viabilizem a relação transformadora entre a universidade e outros setores da sociedade, contribuindo, de forma qualitativa, para a inclusão social.

Também é objetivo do PIBEX o fomento ao interesse em extensão universitária e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação, assim como contribuir para a formação e a qualificação de cidadãos socialmente comprometidos.

www.ufrb.edu.br/proext.

Edital.

Edital PIBEX n° 02/2019 - Projetos e programas de extensão.



EDUFRB lança e-books Desestrangeirizar a língua inglesa e Estudos inquisitoriais

16 de Maio de 2019, 17:19, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

A Editora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (EDUFRB) publicou os livros digitais Desestrangeirizar a língua inglesa e Estudos inquisitoriais, de autoria de professores e pesquisadores da UFRB e de instituições parceiras. Os e-books encontram-se disponíveis, gratuitamente, para baixar no site da EDUFRB.

O livro Desestrangeirizar a língua inglesa: um esboço da política lingüística (2019) é de autoria do professor de Língua Inglesa do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT), Flávius Almeida dos Anjos.

Com 120 páginas, o livro busca pensar alternativas “que visem a beneficiar aprendizes de línguas “estrangeiras” é também um meio de se promover a inclusão deles no processo de aprendizagem, mas, consequentemente, no cenário contemporâneo”, informa Flávius.

Para o autor, muito se fala no mundo globalizado e da necessidade de se aprender outras línguas para acessar este mundo e no caso do Brasil, onde se ocupa ainda uma posição nada agradável no tocante ao domínio da língua inglesa, baseados em dados divulgados pela Education First.

Segundo Flávius, essa instituição realizou teste de proficiência em 70 países, com 910 mil adultos, os quais não tinham o inglês como primeira língua. No bojo da avaliação foram examinados conhecimentos gramaticais, lexicais, de leitura e compreensão.

Os resultados apontaram que o Brasil está na 41ª posição entre os 70 países. No Brasil apenas 5% da população brasileira fala inglês, e desses, apenas 3% são fluentes.

Para ele, tais dados também parecem ser reflexo da fragilidade do ensino das línguas “estrangeiras” na educação básica, que ainda está à mercê de planejamento e políticas linguísticas frágeis, que ignoram a necessidade de ampliação da carga horária, de recursos didáticos/ tecnológicos, o número excessivo de alunos por turma e a elaboração de livros didáticos mais coerentes com as necessidades dos brasileiros.

O autor pesquisou que no caso específico da língua inglesa, no Brasil passa-se em média 7 anos estudando o idioma na educação básica e, ainda assim, a maioria dos brasileiros deixa esse nível de educação com pouca ou nenhuma habilidade nessa língua.

Flávius entende que é coerente o repensar das políticas linguísticas para o ensino da língua inglesa no Brasil. “Por isso é preciso repensar as práticas, os materiais, os livros didáticos, as abordagens etc. Nessa linha de raciocínio, é evidente também que o ensino tradicional da língua inglesa ainda foca no falante nativo, fomentando a ideia equivocada de que os falantes das culturas hegemônicas são os detentores dessa língua, focando, inclusive, de maneira exclusiva, na cultura nativa e nos conceitos do inglês padrão”.

Desestrangeirizar a língua inglesa: um esboço da política linguística apresenta argumentos sobre a necessidade de pensar o ensino da língua inglesa como uma questão de ordem política, sinalizando a imprescindibilidade de mudanças de abordagem de ensino/aprendizagem dessa língua.

O autor

Flávius Almeida dos Anjos graduou-se em Letras com Língua Estrangeira (Português-Inglês) e respectivas literaturas (UEFS), especialista em estudos linguísticos e literários (UFBA), mestre em Língua e Cultura (UFBA) e doutor em Língua e Cultura (UFBA). Coordenador do Programa de Extensão em Língua Inglesa (PROELI), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Tem interesse especial no ensino de conversação em língua inglesa, pedagogia crítica aplicada ao ensino de línguas, o ensino de inglês como língua franca global, leitura, interpretação e produção de textos em língua inglesa e materna, o ensino de línguas na perspectiva do letramento, elaboração de materiais para o ensino de inglês, ensino de línguas na perspectiva intercultural e da abordagem CLIL – Content and Language Integrated Learning, Sociolinguística da Língua Inglesa, identidade, ideologia, descolonização e desestrangeirização da língua inglesa.

Estudos inquisitoriais

Organizado pelos pesquisadores Marco Antônio Nunes da Silva e Suzana Maria de Sousa Santos Severs, os textos reunidos no livro em formato físico e digital são fruto do I Simpósio Internacional de Estudos Inquisitoriais, que pautou suas discussões sobre história e historiografia do tribunal inquisitorial moderno, reunindo em Salvador (BA), especialistas de diversas partes do mundo.

O livro Estudos inquisitoriais contém 446 páginas é a primeira de três volumes previamente programados.

Embora seja o resultado de trabalhos acadêmicos, os textos reunidos na obra apresentam abordagens em linguagem acessível, e são dirigidas aos leitores interessados na diversidade da história, e a um campo mais particular: a ação do Santo Ofício sobre corpos e mentes.

O livro foi escrito a partir de artigos científicos de pesquisadores da área, como o professor doutor em História, Alex Silva Monteiro (UFF); a doutoranda na Universiteit van Amsterdam (Países Baixos), Ana Margarida Santos Pereira; o professor doutor Angelo Adriano Faria de Assis (UFF); a fundadora e presidente do Museu da Tolerância de São Paulo, Anita Novinsky, professora livre docente de História do Brasil na USP; o diretor da Cátedra de estudos Sefarditas Alberto Benveniste, António Augusto Marques de Almeida; o professor doutor Carlos André Cavalcanti (UFPB); a professora da Universidade Estadual de Feira de Santana Elizete da Silva; e a professora catedrática aposentada do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Elvira Meã.

Outros autores do livro são o professor Emãnuel Luiz Souza e Silva; a professora doutora Eneida Beraldi Ribeiro (USP); pesquisador visitante e escritor, James W. Nelson Novoa, a professora Lana Lage da Gama Lima, doutora pela USP; a professora doutora Lina Gorenstein (USP); a professora Marcia Eliane Alves de Souza e Mello (UFAM); o professor Marcos Silva (UFS); a mestre Maria Olindina Andrade de Oliveira; a doutora em História, Patricia Souza de Faria (UFF); o ex-professor Rogério Ribas (in memoriam)(UFF); o professor doutor Ronaldo Vainfas (UFF), a professora Sonia Siqueira (USP); o professor e escritor Yllan de Mattos (UNESP) e o doutorando Zózimo Trabuco (UFRJ).

Acesse:

Desentrangeirizar a língua inglesa: um esboço da política linguística.

Estudos  inquisitoriais: história e historiografia.

 



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