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January 12, 2009 22:00 , von Unbekannt - | 1 Person following this article.
Notícias publicadas no portal oficial da UFRB e clonadas nessa comunidade.

Estudantes da UFRB ganham prêmio em competição de Robótica em Ilhéus

May 20, 2019 19:53, von UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0no comments yet

Estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) ligados ao Capítulo IEEE RAS (Robotics Automation Society) conquistaram o 1°, 2° e 3° lugar da Robôbase com os robôs 4K, JadinBoo e Boomerang, respectivamente.

A competição de robótica foi realizada na cidade de Ilhéus no último dia 07 de maio e colocou em prova as máquinas desenvolvidas por estudantes e pesquisadores de várias instituições públicas e privadas da região. A iniciativa é promovida em conjunto com a Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e fez parte da programação da Escola Regional de Computação Bahia - Alagoas - Sergipe (Erbase).

Orientados pelo professor Ivanoé Rodowanski e com o apoio do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC) da UFRB, o escopo do Capítulo IEEE RAS da UFRB engloba iniciativas de promoção em inovação, educação e pesquisa fundamental e aplicada em Robótica e Automação.

Sobre o IEEE Criado em 1884, nos Estados Unidos, o IEEE é uma sociedade técnico-profissional internacional, dedicada ao avanço da teoria e prática da engenharia nos campos da eletricidade, eletrônica e computação. Congrega mais de 400.000 associados, entre engenheiros, cientistas, pesquisadores e outros profissionais, em cerca de 150 países. Sua estrutura está organizada em Capítulos Estudantis, que são subunidades técnicas de um Ramo Estudantil IEEE e consistem de membros de uma ou mais sociedades que compartilham interesses técnicos e proximidade geográfica. Os capítulos fornecem aos membros da sociedade programas, atividades, networking profissional, eventos especiais, conferências etc.

Saiba mais no site do instituto.



UFRB estabelece parceria com Empresas Juniores para executar projetos nos campi

May 20, 2019 16:59, von UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0no comments yet

Engenhe Jr trabalha no desenvolvimento de dois projetos para a UFRB.

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) firmou parceria com as empresas juniores dos cursos ofertados pelo seu Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC) para a realização de projetos que serão executados nos campi de Cruz das Almas e Santo Antônio de Jesus. O objetivo é estimular os estudantes a aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, oportunizando mais uma experiência que os capacite para o exercício profissional.

A Engenhe Jr, empresa júnior que engloba os cursos de Engenharia Civil, Elétrica, Mecânica, da Computação e Bacharelado em Ciências Exatas, está responsável pela realização de dois projetos na UFRB. Trata-se do Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) do sistema de climatização do CETEC, no campus de Cruz das Almas, e do Projeto de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para o Pavilhão de Laboratórios do Centro de Ciências da Saúde (CCS), no campus de Santo Antônio de Jesus.

“Esses serviços irão envolver o núcleo de Mecânica e Civil, promovendo a multidisciplinaridade que é o propósito da empresa. Em contrapartida, a UFRB disponibilizará equipamentos que auxiliarão o desenvolvimento das atividades e projetos da Engenhe Jr”, explica Marcelle Bitencourt, gerente de projetos de Engenharia Mecânica da empresa júnior. Os projetos estão na fase desenvolvimento e serão executados após aprovação da Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN).

De acordo com a estudante, essa parceria tem a proposta de ajudar a consolidar uma universidade empreendedora, que desenvolve pessoas e profissionais para o mercado de trabalho, além de colocar a Engenhe Jr mais próxima de seu objetivo de ser referência na engenharia do Recôncavo em performance, evidenciando qualidade e confiança nos serviços prestados. “O reconhecimento da UFRB dá credibilidade ao nosso trabalho, abrindo portas para o movimento empresa júnior”, acredita Marcelle.

“Estudantes que fazem parte de qualquer empresa júnior têm uma oportunidade enriquecedora de conhecer um pouco do ambiente profissional que as organizações oferecem, desenvolvendo atividades práticas”, diz Tarcio Souza, diretor presidente da EMec Jr, empresa júnior do curso de Engenharia Mecânica da UFRB. A EMec Jr está responsável pelo Projeto de Climatização do Prédio da Biblioteca do campus de Cruz das Almas, que já foi entregue a PROPLAN e está em fase de avaliação.

Integrantes da EMec Jr entregam à PROPLAN plano de climatização da Biblioteca de Cruz das Almas.

Parcerias consolidadas - Segundo Tarcio, a ideia é que a EMec Jr possa colaborar também com um plano de manutenção para os aparelhos de ar condicionado da Biblioteca, observando a qualidade do ar interior dos ambientes e a funcionalidade desses aparelhos. Ele explica que a parceria com a UFRB existe desde a fundação da empresa júnior, no ano de 2017, uma vez que o foco é a capacitação e o desenvolvimento de seus membros. Mais recentemente, esse vínculo tem se estreitado a partir da execução do projeto.

Também a ConstruREC Jr, empresa júnior do Curso de Engenharia Civil, já colabora com a UFRB desde a sua fundação em 2016. Recentemente, a empresa é responsável pelo projeto de reforma do Auditório da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação, Criação e Inovação (PPGCI). O serviço inclui o Projeto Elétrico e Luminotécnico, Projeto Estrutural, Projeto Hidrossanitário, Orçamento e Quantitativo. “Nosso intuito é contribuir com a nossa Universidade, suprindo serviços na área de engenharia”, diz Emily Rocha, integrante da empresa.

O pró-reitor de Planejamento, José Mascarenhas, explica que a ideia das consultorias surgiu diante da necessidade de realizar projetos que forneçam ambientes seguros e saudáveis para toda a comunidade acadêmica, beneficiando ambos os lados da parceria. “A Universidade sai ganhando porque pode contar com serviços de qualidade e promover o desenvolvimento de seus estudantes; enquanto as empresas juniores recebem apoio estrutural e acadêmico a partir de seus orientadores, e seus membros acumulam vivências que levarão para a vida profissional”, afirma.



UFRB e SecultBA celebram acordo durante programação do Bembé do Mercado

May 19, 2019 14:11, von UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0no comments yet

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) assinaram um protocolo de intenções que formaliza uma relação de cooperação e trabalho. A assinatura do documento aconteceu na noite da última sexta-feira, dia 17, em meio as comemorações do tradicional Bembé do Mercado, durante a Missa Afro, celebrada na Igreja do Museu do Recolhimento dos Humildes, no município de Santo Amaro. 

A parceria foi firmada com a presença do reitor da UFRB, o professor Silvio Soglia, que se fazia acompanhado do diretor do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT), professor Danilo Barata; e a secretária da Cultura do Estado da Bahia, Arany Santana, cuja comitiva também foi formada pelo Diretor do Centro de Cultura Populares e Identitárias (CCPI), André Reis.

O estreitamento entre as duas instituições fortalece uma união já existente entre a SecultBA e o universo acadêmico. A priori, serão desenvolvidas ações como o mapeamento e a pesquisa de manifestações culturais de Santo Amaro e de outros municípios do recôncavo baiano. Esse projeto, por exemplo, envolve o corpo técnico da SecultBA e os professores, pesquisadores e estudantes da UFRB.

O acordo vai proporcionar uma maior integração entre a comunidade acadêmica da UFRB e os espaços e instituições culturais da região. O Teatro Dona Canô, por exemplo, é um forte espaço de intercâmbio. De acordo com o professor Danilo Barata, "o equipamento vai servir de laboratório e fortalecer a experiência prática dos alunos do campus, que conta com cursos superiores tecnológicos em Artes e Espetáculos, Produção Musical, Política e Gestão Cultural e, também, das Licenciaturas Interdisciplinares em Artes e em Música Popular Brasileira".

Para o reitor Silvio Soglia, "a parceria com a SecultBA vai além da missão da UFRB de formar pessoas e permite que a academia ocupe de forma mais efetiva e permanente os espaços culturais de Santo Amaro, atraindo mais turistas e fomentando a economia".

A secretária Arany Santana falou da missão da universidade pública de promover a democratização do conhecimento e da livre expressão do pensamento. “A educação e a cultura são fatores primordiais para o desenvolvimento de uma sociedade que precisa combater com empenho as desigualdades", ressaltou a gestora.

Com informaçoes de http://www.cultura.ba.gov.br

Foto: Lucas Rosário/SecultBA



Professor visitante da UFRB é homenageado pela Faculdade de Direito da USP

May 18, 2019 21:58, von UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0no comments yet

O antropólogo e professor visitante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Kabengele Munanga, foi homenageado pela luta contra todas as formas de discriminação racial, pela Área de Direitos Humanos da Faculdade de Direito, da Universidade de São Paulo(USP). O ato integrou parte da programação do Simpósio de Estudos em homenagem ao professor Kabengele Munanga, ocorrido nos dias 13 e 14 de maio, no auditório Rui Barbosa, da Faculdade de Direito da USP, localizado no Largo São Francisco, no centro de São Paulo.

O evento marcou também os 50 anos da assinatura, pelo Brasil, da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.

O tributo ao professor destaca a luta no decorrer de sua trajetória de vida e profissional, contra o racismo e em defesa dos direitos humanos. Kabengele Munanga, natural do Congo, é um dos protagonistas no debate nacional em defesa da implantação das cotas e ações afirmativas.

No mesmo evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski abordou as políticas de ação afirmativa que foram aprovadas no Supremo - as quais votou a favor na ocasião, em abril de 2012.

Estiveram presente ao simpósio em homenagem a Kabengele Munanga, o diretor da Faculdade de Direito da USP, Floriano Azevedo Marques; o professor dos cursos de pós-graduação da Faculdade de Direito da USP, Calixto Salomão; os ex-ministros José Gregório (Justiça) atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo; e Celso Lafer (Relações Exteriores); a atual chefe do Centro de Estudos Africanos da USP, Leila Maria Gonçalves Leite Hernandez; o fundador da Universidade Zumbi dos Palmares, sociólogo José Vicente; a professora doutora da Faculdade de Direito da USP e coordenadora  dos trabalhos da mesa, Eunice Aparecida de Jesus Prudente, entre outros.

Ao comparar as discriminações contra negros e indígenas no Brasil, Munanga afirmou que uma das peculiaridades desses processo no país é “o silêncio, o não dito, que confunde todos os brasileiros e brasileiras vítimas e não vítimas.”

Para Munanga, o “racismo à brasileira mata duas vezes”. “Mata fisicamente, como mostram as estatísticas do genocídio da juventude negra em nossas periferias, mata na inibição da manifestação da consciência de todos, brancos e negros, sobre a existência do racismo em nossa sociedade”, enfatizou.

Falta no país, na avaliação dele, a consciência sobre a dimensão do problema. O que é, segundo o antropólogo, um obstáculo ao enfrentamento do racismo no país. “Daí a dificuldade de lutar contra uma injustiça social não admitida pela maioria da população, por alguns de seus dirigentes, alguns intelectuais e pela grande imprensa formadora de opinião formadora de opinião sobre os problemas da sociedade”, destacou.

Trajetória

Desde 2017, Munanga é professor visitante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Há menos de um ano, ele recebeu o 15º Prêmio USP de Direitos Humanos, em cerimônia realizada no dia 29 de junho, na Sala do Conselho Universitário. Ao longo de sua carreira, também foi agraciado com diversos prêmios e títulos.

Em 2002, o professor recebeu a Ordem do Mérito Cultural, pelo Ministério da Cultura; no ano de 2008, ganhou homenagem como Decano em Estudos Antropológicos, do Departamento de Antropologia da FFLCH; recebeu o Troféu Raça Negra 2011, pela Afrobras e pela Faculdade Zumbi dos Palmares.

Em 2012, Munanga foi agraciado com o Prêmio Benedito Galvão, da Ordem dos Advogados do Estado de São Paulo (OAB-SP) e, no mesmo ano, foi homenageado pela Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp). Em 2013, recebeu o Grau de Oficial da Ordem do Rio Branco, outorgada pelo Ministério das Relações Exteriores. Em setembro de 2016, foi homenageado com o título de cidadania baiana, pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.

Antropólogo e professor, Munanga desenvolve pesquisas sobre populações afro-brasileiras desde a década de 1970, quando trabalhou na USP. Seus estudos foram responsáveis por romper a visão eurocêntrica da antropologia, repensar a participação dos negros na história do país e, ainda, consolidar os estudos preparatórios para a Constituição de 1988, no eixo que tange os Diretos Humanos e combate à toda a forma de racismo no Brasil.

Trechos do discurso

A seguir, os principais trechos do discurso de Kabengele Munanga realizado durante o evento em sua homenagem:

O silêncio e o não dito sobre o racismo brasileiro marca o preconceito da educação e da formação da cidadania em toda as direções. Como escreveu Eliane Cavalleiro, esse silêncio começa no lar e se prolonga na educação infantil, desde a escola.Foi com essa consciência, com a consciência dessa lacuna, que organizei o livro Superando o racismo na escola, a pedido do Ministério da Educação, cuja a primeira edição, em 1999, contou com o prefácio do então Ministro da Educação Paulo Renato Souza, e a segunda impressão, em 2001, com o prefácio do então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Outras edições certamente vieram no governo do ex-presidente Lula.

Desde então, os convites começaram a chover de várias escolas, para dar palestras e conferências sobre o tema. Me lembro de uma aula marcada com educadores de uma escola pública da periferia de São Paulo, acho que era em Capão Redondo, se não me falha a memória. Me chegou um convite da Unesco, para ir à Paris, na Semana da África, que cai em maio de cada ano, para participar de uma mesa sobre a negritude, por causa de um pequeno livro que escrevi a respeito do Brasil.

A data da minha aula na periferia coincidia, infelizmente, com a data do embarque para Paris. Naquele dia pesou a consciência. Eu preferi declinar o convite da Unesco para honrar meu compromisso com os educadores da escola da periferia de São Paulo.Não conto isso como autopromoção, mas apenas como exemplo de como a consciência pode pesar quando se trata de escolher entre interesses individuais e coletivos

Sem dúvida, todos os racismos são abomináveis e cada um faz as sua vítimas do seu modo. O brasileiro não é o pior, nem o melhor, mas ele tem as suas peculiaridades, entre as quais o silêncio, o não dito, que confunde todos os brasileiros e brasileiras vítimas e não vítimas.Como disse Ali Wiesel, judeu Nobel da Paz, o carrasco sempre mata duas vezes, a segunda é pelo silêncio, prática característica do racismos brasileiro que sempre mata duas vezes: mata fisicamente, como mostra as estatísticas sobre a genocídio da juventude negra em nossas periferias; mata na inibição da manifestação da consciência de todos, brancos e negros, sobre a existência do racismo em nossa sociedade.

É por isso que eu costumo dizer que o racismos brasileiro é um crime perfeito.

Eu poderia ficar indiferente, me esconder no mundo dos brancos onde tenho amigos, não apenas no Brasil, mas também em outros países ocidentais. Digo com muito orgulho que minhas relações de amizade não têm fronteiras raciais, mas nem por isso vou negar uma realidade crua e chocante que, infelizmente, muitos brasileiros não enxergam pois confundem mitos e realidades.

É claro que as coisas estão mudando, a consciência vem crescendo, como mostrado aqui nas falas do ministro Lewandowski, do ex-ministro José Gregório e professor Celso Lafer.

Num trecho de entrevista em minha homenagem, publicado na revista USP de agosto de 2017, as intelectuais pesquisadoras Silvia Dantas, Lígia Pereira e Maura Véras, me consideram como um intérprete africano no Brasil, porque perceberam que eu tenho um olhar diferente, uma leitura diferente de muitos brasileiros sobre a questão racial no país.Mas esse olhar não é distante, frio, neutro (como diriam alguns, um olhar objetivo), é um olhar subjetivo, engajado, afetivo e apaixonado, um olhar de solidariedade que me acompanha cotidianamente no meu estilo de vida, nas minhas aulas e, sobretudo, nos meus textos.

O mito da democracia brasileira, apesar de já ter sido destruído política e cientificamente, tem uma forma inercial difícil de desmantelar. Se perguntarmos hoje aos norte-americanos, sul-africanos, europeus e brasileiros sobre a existência de preconceitos e discriminação racial em suas respectivas sociedades, teremos respostas diferentes a serem interpretadas de acordo com a época, a história de cada país e sua estrutura de poder.

Os norte-americanos, brancos e negros, poderão dar respostas claras e diretas. Atualmente alguns deles podem até dizer que os preconceitos raciais recuaram porque elegeram um presidente negro, além de apresentar hoje mobilidade social, na qual nota-se uma pequena burguesia.

O sul-africano também não teria dificuldade para confirmar a existência do racismo e de suas práticas em sua sociedade. Alguns podem até dizer que esse fenômeno recuou com a supressão das leis do apartheid e pelo fato de os negros estarem no comando político do país.

Alguns franceses, alemães poderão dizer que em sua sociedade exista apenas a xenofobia em relação aos imigrantes e, não necessariamente, o preconceito racial.

A mesma pergunta feita aos brasileiros pareceria inconveniente, incômoda e até mesmo perturbadora. Muitos, comparativamente aos americanos, sul-africanos, não teriam respostas claras e diretas, suas respostas seriam ambíguas e fugitivas .Para muitos, o Brasil não é um país preconceituoso e racista, sendo as violências sofridas pelos negros e não brancos, em geral, apenas uma questão econômica ou de classe social, que nada tem a ver com os mitos de superioridades e de inferioridade racial.

Nesse sentido, os negros, indígenas e outros, não brancos, são discriminados porque são pobres. Em outros termos, negros, brancos e pobres, negros e brancos da classe média, negros e brancos ricos (não sei quantos negros ricos tem nessa sociedade), não se discriminam entre si, tendo em vista que eles pertencem todos à mesma classe social. Uma bela mentira.

Para algumas pessoas mais esclarecidas, e mais sensíveis ao cotidiano brasileiro, existe sim preconceitos e práticas discriminatórias no Brasil, em relação aos negros, povos indígenas e outros.No caso dos resultados de uma pesquisa realizada pelo Datafolha, de 1995, que resultou na edição do livro Racismo Cordial, de Cleusa Turra e Gustavo Venturi, publicado pela Ática, seria interessante interrogar-se como o racismo pode ser cordial apenas no Brasil, e não em outro canto do mundo.

Nessa pesquisa, 89% dos brasileiros aceitaram a existência do racismo no país, embora apenas 10% tivesse confessado que conhecem pessoas que discriminam, ou que eles mesmo já teriam sido discriminados.Perguntaram para as mesmas pessoas se elas não se importariam se suas filhas, seus filhos se casassem com uma pessoa negra. As respostas revelaram contradições até entre as pessoas que declararam que não são racistas, na medida em que não viam com bons olhos casamento inter-racial entre pessoas brancas e negras. Elas mostraram preocupação em ter netos negros ou mestiços que sofrerão também preconceitos raciais na sociedade. Reprovaram o casamento inter-racial deixando claro a ambiguidade que permeia a apologia da mestiçagem como símbolo da identidade nacional brasileira.

A dificuldade de combater o racismo brasileiro está justamente nas suas peculiaridades, que o diferenciam de outras formas de manifestação de racismo, conhecida na história como, por exemplo, o regime nazista ou o apartheid na África do Sul, para citar apenas os mais conhecidos. Nesses modelos, o racismo foi explícito, institucionalizado e oficializado pelas leis naqueles países. Praticou-se o racismo do estado.

No Brasil o racismo é implícito. De fato, ele nunca foi oficializado nos princípios da pureza de sangue, da superioridade e da inferioridade racial. Por causa dessa ausência de leis segregacionistas, os brasileiros não se consideram racistas, quando se comparam aos demais países.Os brasileiros se olham nos espelhos sul-africanos, americanos e nazistas e se percebem sem nenhuma mácula, em vez de se olharem em seu próprio espelho. Assim ecoa, dentro de muitos brasileiros, uma voz muito forte que grita ‘não somos racistas! racistas são os outros!’. Essa voz forte e poderosa é o que chamo inércia do mito da democracia racial.

Com informações de https://www.fflch.usp.br/1366, e https://www.cartamaior.com.br.

 



Egressos de Cinema e Artes Visuais da UFRB produzem filme em Saubara

May 18, 2019 14:23, von UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0no comments yet

A gravação de um filme de curta metragem de ficção, produzido por egressos dos cursos de Cinema e Audiovisual; e de Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em parceria com moradores e colaboradores, tem agitado o cotidiano de pouco mais de 12 mil habitantes de Saubara, próxima a foz do Rio Paraguaçu, na Baía de Todos os Santos, no Recôncavo baiano.

O curta “Mocó” dirigido pela cinesta Luciana Sacramento, egressa do curso de Cinema e Audiovisual, conta o cotidiano do menino Pedro, 9 anos, super-herói infantil saubarense, que vive com sua mãe, Marta e sua avó, Maria, mulheres que preservam a tradição do trançado, da renda, da mariscagem e do samba de roda.

O desenrolar da narrativa, coloca Pedro com a tarefa de ser guardião do mocó velho de sua avó. Para isso, o menino não medirá esforços. Com aproximadamente vinte minutos de duração, o curta metragem, do gênero drama, continua sendo gravado em Saubara, até o próximo domingo, dia 19.

O elenco conta com a participação da atriz Rejane Maya, cujo papel marcante como a baiana do Acarajé, no clássico do cinema brasileiro e televisivo "Ó Paí, Ó", a projetou no cenário nacional e internacional; e Zulmira, da série de TV “Gabriela”, além de ser dançarina, professora de interpretação, integrante do "Bando de Teatro Olodum" e ser fundadora do projeto teatral "Beje Eró".

Também participam do curta, Marcos Alves, que interpreta Pedro, o superherói; Lícia de Jesus, Joana Flores, Patricia Ramos, Duca Clara Amorim, Jaqueline Pinheiro, Samara Xavier, Deise Silva, Thayla Cristina, Gisele Nery e diversas crianças e adultos figurantes, em sua maior parte, moradores locais.

Antes da escolha do elenco, foi realizada uma oficina de interpretação de quatro dias, no Galpão da Terceira Idade, em Saubara, voltada para o público infantil. 

Segundo Luciana, roteirista e diretora do curta, “além da fantasia do personagem Pedro, Mocó representa a força das mulheres de Saubara, que acumulam, em seus trabalhos, diversas funções, todas apresentadas no filme. Trabalhos estes advindos da tradição cultural local da palha, da renda, da mariscagem e do samba de roda”.

O filme está previsto para ser lançado em agosto deste ano, em Saubara, e no Cine Theatro Cachoeirano, em Cachoeira.

Mais em: https://www.facebook.com/mococurta.



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